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Organização
feminista abortista alugam escritório em edifício eclesial de
propriedade carmelita
19.08.2006
- SÃO PAULO - A polêmica organização feminista abortista
autodenominada "Católicas pelo Direito a Decidir" (CDD)
alugou um amplo local em um edifício eclesiástico de propriedade da
província carmelita de Santo Elias, causando estranheza e desconcerto
entre os fiéis.
Os carmelitas alugaram todo o sexto andar do edifício ao grupo que se
autodenomina católico, mas promove abertamente campanhas contra a
fé e a hierarquia católica.
As CDD são agora vizinhas da sede da Regional Sul da Conferência
Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), que opera no quinto andar, e da
sede da Conferência dos Religiosos do Brasil, que se localiza no sétimo.
As falsas católicas anunciaram recentemente o curso "Deconstrução
dos tabus do pensamento católico historicamente construído",
que ataca abertamente os ensinamentos da Igreja e que será oferecido
no local carmelita.
As CDD afirmam que o curso "abordará questões que colocam em
xeque o pensamento católico em relação à virgindade, o uso de métodos
anticoncepcionais, maternidade como destino, homossexualidade e
aborto".
Curiosamente convidaram para o curso professores universitários, líderes
dos movimentos feministas, homossexuais, e também a agentes de
pastoral da Igreja Católica.
Fonte: ACI Digital.
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Nota do Portal Anjo, por Dilson Kutscher
www.portalanjo.com
Sobre a decisão da província carmelita de Santo Elias, que
alugou um amplo local em um edifício eclesiástico de sua propriedade,
para tal organização feminista abortista, deixo a resposta da
Sagrada Escritura:
"Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de
odiar a um e amar o outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro.
Não podeis servir a Deus e ao dinheiro". (Lc 16,13)
"Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com
que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para
ser lançado fora e calcado pelos homens". (Mt 5,13)
Católicos e abortistas?
O Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, encarregado de um dos
apostolados pró-vida de Anápolis, diz por sua parte que é
impossível que os católicos apóiem o aborto, do
que se deduz que as CDD são falsas católicas.
Segundo Padre Lodi, quando os católicos se sentem confundidos pelas
argumentações a favor do aborto, simplesmente devem recorrer a
documentos eclesiais como a encíclica de João Paulo II, Evangelium
Vitae, para constatar que os ensinamentos da Igreja vão na contra-mão
da moral e o aborto sempre será algo mal por implicar a morte
deliberada de um ser humano inocente.
A seguir o artigo publicado em 30/04/2005, pelo Jornal O Globo.
Católicas, uma ova!
Alegando responder à minha coluna de 9 de abril, as Falsas
Católicas pelo Direito de Matar, mais conhecidas no Brasil como
"Católicas pelo Direito de Decidir" (CDD) e nos EUA como
"Catholics for a Free Choice" (CFFC), enviaram ao GLOBO um
artigo e uma carta, esta última assinada pela sua mestra suprema, a
sra. Kissling
em pessoa.
Somadas
, essas duas jóias da hipocrisia universal ultrapassam o dobro da
extensão desta coluna, mas gastam esse espaço com desconversas e
subterfúgios patéticos, sem nem tentar refutar as acusações que
fiz ao movimento.
Em parte alguma discuti, no meu artigo, as "perspectivas
liberacionistas e feministas" (sic) que as remetentes se empenham
em defender contra mim. Muito menos fiz menção à vida privada de
quem quer que fosse, só restando entender a expressão "ataques
pessoais", brandida contra meus argumentos, como um chavão forçado
para fins de chantagem emocional. Na verdade, nem mesmo discuti ali a
questão do aborto. Cá com os meus botões, acho mesmo que os seres
mais desprezíveis do planeta são aquelas senhoras e senhoritas que
querem que tenhamos peninha delas porque a Igreja malvada não as
deixa matar seus bebês. Mas, na coluna do dia 9, não toquei no
assunto. As denúncias que ali fiz foram três:
1) A CFFC e entidades associadas não constituem um movimento católico,
nem cristão no sentido mais elástico do termo, e sim satanista.
Publicam odes a Lúcifer e se derretem de adoração explícita ao ídolo
bíblico Baal, chamando-o "o Senhor".
2) Intitularem-se "católicas", depois disso, é de um
cinismo abjeto.
3) Só entraram na Igreja com o propósito de destruí-la. A sra.
Kissling foi enfática ao declarar que sua ambição pessoal é
derrubar o papado.
Que é que a sra. Kissling e discípulas respondem ao item 1? Nada. Ao
item 2? Nada. Ao item 3? Nada.
Em compensação, mentem um bocado sobre outros assuntos.
1) Dizem que o aborto não é matéria de direito canônico. Conversa
mole. O cânone 1.398 do Código de Direito Canônico condena à
excomunhão a mulher que faça aborto e qualquer um que a ajude nisso
chame-se CDD, CFFC ou PQP (Pessoas Que Pariram).
2) Dizem ainda que nunca foram excomungadas. Mas a excomunhão
mencionada acima é automática ( latae sententiae ) e independe até
de aviso. Estão excomungadíssimas e fingem que não.
3) Dizem que sua antiga patrocinadora, a Planned Parenthood Foundation,
"já preveniu mais abortos do que qualquer instituição
religiosa". Como poderia uma rede de clínicas de aborto ter
prevenido mais abortos do que entidades que nunca fizeram aborto algum
e que lutam para que ninguém os faça? Só há um meio de ela ter
operado esse prodígio: realizando milhões de abortos legais e
vangloriando-se de assim ter evitado igual número de abortos ilegais.
É o mesmo que a polícia assassinar inocentes, gabando-se de haver
assim impedido que fossem mortos por bandidos.
4) Dizem que "a maioria dos católicos", segundo o Ibope,
está contra a proibição do aborto. Mas qual a prova de que os
entrevistados eram católicos, se até satanistas se autodeclaram católicas
para fingir-se de porta-vozes do rebanho fiel? Quinze anos atrás, os
bispos de Chiapas já denunciaram essa malandragem: "Será um
truque para fazer as pessoas acreditarem que na Igreja não há
unanimidade quanto a esse ponto? O diabo trabalha assim."
6) Por fim, dizem uma verdade: "Trabalhamos na tradição dos teólogos
da libertação." Eu jamais poria em dúvida uma coisa dessas.
(Autor: Olavo de Carvalho)
***
Nota: Como "entidades católicas", CDD e CFFC são puras
criações da mídia. Qualquer diretoria de clube tem o direito
elementar de decidir quem pertence ou não pertence ao seu quadro
social. A Igreja, não. Quem decide isso por ela são os jornalistas,
investidos ad hoc de autoridade pontifícia. Se tantos deles se sentem
aptos a orientar a Igreja em matéria de fé e moral, autorizando
satanistas e excomungados a falar em nome dela, vetando papas, mudando
a doutrina e selecionando os dogmas corretos e incorretos, então não
precisam, é óbvio, de nenhuma igreja que os oriente. São a luz do
mundo, a nova revelação a que se refere Yeats em "The Second
Coming".
Fonte:
Portal Anjo
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