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Você também é um católico apenas de etiqueta?
19.08.2006
- Arcebispo esclarece a católicos de "etiqueta" que
se opõem a ensinamentos da Igreja.
BUENOS AIRES .- O Arcebispo de La Plata, Dom Héctor Aguer, pediu aos
argentinos que não se confundam com aqueles políticos ou funcionários
que colocando a etiqueta de "católico" discordam
publicamente dos ensinamentos fundamentais da Igreja.
No programa televisivo "Chaves para um mundo melhor", o
Arcebispo explicou que com freqüência, "pessoas que têm uma
atividade pública relevante, políticos ou funcionários",
costumam dizer: "Eu como católico respeito a opinião da
Igreja mas não estou de acordo com ela".
Segundo Dom Aguer, "não se referem a opiniões como pode ser a
de um bispo sobre uma junta social ou econômica, um problema
cultural. Mas bem se referem ao ensinamento oficial da Igreja sobre
matérias de muito peso como pode ser a ordem familiar, o matrimônio,
a educação sexual, o aborto, a esterilização cirúrgica e outros
temas".
O Arcebispo advertiu que se pode "receber com cordialidade e
agradecimento que um agnóstico, um judeu, um muçulmano ou qualquer
pessoa que não pertence a nossa confissão de fé diga isso. Neste
caso essas afirmações seriam um sinal cordial de respeito à opinião
da Igreja porque para eles é uma opinião".
"Mas que alguém diga ‘como católico’ e se manifeste contrário
ao ensinamento oficial da Igreja e, muitas vezes, a ensinamentos
pronunciados com grande solenidade que indicam que nenhum católico
pode dizer que não está de acordo, quer dizer que há uma grande
confusão sobre como se usa o nome de católico", esclareceu.
Dom Aguer questionou por que "nesses casos se aplicam essa
etiqueta. Podem ser pessoas que terão recebido o Batismo na Igreja
Católica, que possivelmente receberam sua instrução catequética na
infância e fizeram sua Primeira Comunhão mas que, agora, nem
pensam nem sentem como católicos. Por isso é que consideram o
ensinamento da Igreja em matérias de grande importância como uma
mera opinião".
Diante desta situação, pediu "um laicado comprometido com a
realidade social, econômica ou política da vida da Nação que pense
verdadeiramente como católico. Que procure, segundo as normas que
regem nosso sistema republicano, que essas verdades -que são muitas
vezes verdades da ordem natural e têm que a ver com a ordem básica
da sociedade- possam chegar a entrar em plena vigência entre nós".
Do mesmo modo, considerou que "ainda fica muito por compreender
sobre qual é a obrigação de um católico que atua na vida pública
de pensar e de manifestar-se verdadeiramente como católico".
"O ser católico é não fazer-se eco da opinião geral ou
acomodar a verdade às conveniências políticas do momento. Trata-se
de dar testemunho com plena coerência do que crê e o que pensa
procurando que isso ilumine a vida da sociedade", acrescentou.
Fonte> Aci Digital
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Nota por Dilson Kutscher
Os católicos de "etiqueta" realmente são o grupo que mais
cresce atualmente, pois o que vemos, é que, cada um já elaborou
sua própria verdade religiosa, não necessitando estar de acordo com
a doutrina da Santa Igreja. Deus é considerado pela
maioria, apenas como crença pessoal, ser católico
foi uma mera opção familiar de nascimento.
Eu cansei de ouvir pessoas declararem o seguinte: "Sou católico,
mas sou um pouco espírita".
Pergunto: Como é ser católico e um pouco espírita? Vai a missa pela
tarde e a noite no centro espírita? De tarde sou "católico"
e a noite espírita. Será isto uma das definições de um católico
de "etiqueta"?
Acho que podemos também chamar de católico de "ocasião".
Os homens com seus pensamentos dizem: "Todos os caminhos levam a
Deus".
Mas diz o Senhor:
"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem
os vossos caminhos os meus caminhos, Porque, assim como o céu é mais
alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os
vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos
pensamentos". (Isaías 55, 8-9)
Muitos criaram o seu próprio cristo, um cristo de
"etiqueta", de "ocasião", e o moldaram aos
seus ideais mundanos, cada um com sua meia verdade, o que é a pior
das mentiras.
Criaram o cristo político, o esotérico, o espírita, o ecumênico, o
guerrilheiro, o social, o cósmico, o roqueiro e tantos outros. Muitos
também criaram o "Cristo" oportunista, ao qual
"eles" usam para fazer suas propagandas mundanas,
querendo se passar por cordeirinhos.
Fonte:
Portal Anjo
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