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Jesus
aparece tatuado e desmembrado em capa de CD de rock
07.07.2006
- A capa do novo disco dos metaleiros do Slayer tem enfurecido membros
de grupos cristãos.
O desenho traz um Jesus Cristo desmembrado, cheio de tatuagens
pelo corpo e afundado até os joelhos em um rio de sangue e cabeças
decepadas.
O nome do disco, Christ Illusion, já deixa clara a intenção
dos músicos em polemizar com a igreja. Segundo o site ContactMusic, a
banda já se prepara para reações exaltadas de grupos religiosos.
"Queríamos Cristo (retratado) em um mar de
desespero", afirma o guitarrista Kerry King. "Mas a
primeira versão da capa parecia que ele estava apenas curtindo a água",
disse.
Já o líder Tom Araya preferiu a versão definitiva da capa.
"Mandaram um novo desenho em que ele (Cristo) estava com os olhos
meio fechados e rodeado de cabeças flutuando. Ficou muito
melhor", comenta.
Essa não é a primeira polêmica na qual o grupo se envolve com o
novo CD. Uma das faixas, Jihad, causou controvérsia por tratar de
fanatismo religioso e do 11 de setembro.
Fonte: Rádio Grande FM
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07.07.2006 - A capa do novo disco dos metaleiros
do Slayer tem enfurecido membros de grupos cristãos;
O desenho traz um Jesus Cristo desmembrado, cheio de
tatuagens pelo corpo e
afundado até os joelhos em um rio de sangue e cabeças decepadas.
Diz na Sagrada Escritura:
"Sabei antes de tudo o seguinte: nos últimos tempos virão
escarnecedores cheios de zombaria, que viverão segundo as suas próprias
concupiscências". (2Pd 3,3)
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Nota:
"Rock": uma porta aberta para o satanismo. (quase
sempre aberta, pois raramente o rock traz algum benefício para os
cristãos)
Há 50 anos uma profunda revolução de caráter cultural proclamou
seu radicalismo através da música: o Rock-and-roll.
Na vida de muitos daqueles que nasceram durante ou após a década de
40, no campo tendencial a música rock é algo de grande significado,
como observa o eloqüente sociólogo norte-americano Malcolm Doney:
"Ela tem-se mostrado, quem sabe, como a forma artística mais
significativa surgida neste século". E acrescenta: "O Rock
é o aferidor das mudanças de atitudes dos jovens para com o sexo, a
autoridade, o gosto, seus contemporâneos e a ética" (1).
O fenômeno rock-and-roll, como todo acontecimento sócio-cultural
revolucionário, não nasceu de geração espontânea. Foi elaborado
sob cuidados extremos em "laboratórios", com a finalidade
de tentar quebrar, através da música, a estrutura da alma humana e
decretar o império anárquico dos sentidos sobre a inteligência e a
vontade. Essa animalização do homem remetê-lo-ia para um estilo de
vida tribal, na qual o demônio, adorado por todos, seria o senhor.
Assim o demonstram Plinio Corrêa de Oliveira em sua renomada obra
Revolução e Contra-Revolução (2), John Blanchard em seu livro Rock
in... Igreja?! e numerosos autores citados nesta obra (3).
O rock é como o rio Amazonas da música, com muitos afluentes
"formados de muitos panos de fundo culturais (alemães, checos,
franceses, irlandeses, espanhóis, ingleses, norte-americanos e
outros), e mesmo a música da África foi moldada pelo contato mantido
com Europa, Ásia e Oriente Médio" (4).
Em 1954 aparece o "ungido pelo demônio"
Elvis Aarão Presley é assim qualificado por especialistas do tema
rock: "O branco bem apessoado, galã de cinema, mas que cantava,
dançava e se vestia como um negro, era chocante: balançava os
quadris e gemia, sugerindo o próprio ato sexual. Cresceu no
Mississipi ouvindo blues, country e canções religiosas no templo da
Assembléia de Deus. Chegou a pregar para os pentecostalistas e começou
a ensinar [de modo blasfemo] que Jesus Cristo havia pecado com as
mulheres que O seguiam!". Tais autores, em seu acadêmico
trabalho Stairway to Heaven, publicado pela Ballantines Book de Nova
York, acrescentam: "Elvis disse: `Quando o espírito move, é vão
resistir; quando esse estranho feeling descia sobre mim, eu era capaz
de correr sobre as teclas daquele piano como jamais o fizera. Até
parecia que uma força de fora me tomava e carregava meu corpo. Tive a
sensação de estar ungido pelo demônio.
" `Não sei como descrever isto, pois era completamente diferente
de tudo quanto experimentara na vida. Eu sabia que isto não vinha de
Deus´ " (6).
John Blanchard, acima referido, tece o seguinte comentário sobre
Presley:
"Foi adorado por uns e odiado por outros. Para milhões de fãs
ele era o `Rei´, para outros a própria personificação do Mal. Sua
aparência era arrogante, sensual e obscena. Consultava um médium espírita
no Colorado e estava profundamente viciado em tóxicos".
"Quando morreu em 1977, aos 42 anos, havia ganho milhões de dólares
e era apenas um moço precocemente envelhecido, tão perfurado por
marcas de picadas, que não havia mais espaço para tomar injeções"
(7).
Beatles, sucessores de Elvis
O mesmo autor traça um breve histórico de Elvis, dos Beatles, dos
hippies, dos Rolling Stones e do rock punk:
"Elvis abriu as comportas para centenas de imitadores e
seguidores desse estilo cru, agressivo e sensual. "Mas,
surpreendentemente, a moda não durou muito tempo. No final dos anos
50, o palco foi cedido para a música folk, que falava de questões
políticas de relevância: o legendário Bob Dylan, Joan Baez e outros
cantavam músicas de protesto.
"Mas tudo mudou em 1963 com a chegada dos Beatles: [o blasfemo]
John Lennon chegou a afirmar que os Beatles eram mais populares que
Jesus Cristo.
"No final dos anos 60 surgiu o movimento hippie, e a música dos
Beatles `Sergeant Peppers´ se tornou o hino oficial da cultura
hippie.
"Vieram os festivais gigantescos, e o Woodstock (Nova York)
recebeu um público de 500.000 fãs do rock em agosto de 1969: foram
três dias de drogas, sexo e música. Assim como em Altamont, próximo
a São Francisco, houve muitos crimes.
"Nick Cohn afirmou: os Rolling Stones eram maus e sujos... e
emitiam barulho o mais duro, indigesto e ofensivo barulho que qualquer
outro conjunto inglês já produzira.
"Surgiu o rock punk como sendo o último lixo musical produzido
por nossa cultura perturbada, e seus promotores como sendo aqueles que
adoram o ódio, a agressão, a apatia, a concupiscência, o álcool e
a anarquia" (8).
Balanço de três pesadelos: Rock in Rio I, II e III
Em janeiro último realizou-se no Rio de Janeiro o festival Rock in
Rio III. Cabe aqui uma palavra sobre esse evento e os que o
antecederam, pois eles constituem lances-chaves do funesto histórico
do Rock no País.
O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em palestra para colaboradores de
Catolicismo sobre o Rock in Rio I, teceu a seguinte consideração em
15-5-1987: "...De um modo geral, todos tínhamos a idéia de
bandos fétidos, de malucos soltos por uma terra também amalucada.
Esses bandos pensavam e faziam entre si coisas dessas.
"Porque sempre houve duas modalidades de apresentação satânica
sobre a Terra: há o satanismo histérico, barulhento, agitado,
angustiado, que profere blasfêmias, que diz horrores etc. É o
satanismo por excelência. Mas há também outra forma de satanismo:
quando se lê sobre magia etc., alguns desses que entram em transe com
o demônio, vistos na vida comum, são homens ou mulheres muito tranqüilos".
A respeito do Rock in Rio II, é oportuno lembrar uma apreciação
publicada na "Folha Ilustrada", de 23-1-91: "O Rock in
Rio II aparece com todos os seus detalhes, entre todos os seus gritos,
com todas as suas convulsões, com sua espetacularidade agressiva, sua
feiúra, sua monstruosidade, seu entusiasmo, sua violência e seu
grotesco".
A propósito desse tópico, observou aquele insigne pensador católico,
em 27-1-1991: "Eu considero os espetáculos do Rock in Rio II
como tentativas ou ensaios do reino do demônio. ... É ofensivo
contra aquilo que ainda existe no homem de são, para o destruir. ....
é parecido com todo o show de caos que a política nos vai
oferecendo, tentando fazer esta festa da anarquia. Trata-se de um
processo. O demônio aparece nas suas formas chiantes, gritantes,
cantantes, e se exprime assim".
O Rock in Rio III, apesar de ter contado com a presença de farta música
popular brasileira e estrangeira, orquestra sinfônica, artistas e
apresentadores de rádios e TVs, não conseguiu nem de longe causar o
impacto e a animação dos anteriores.
O "Jornal do Brasil", de 23-1-01, observa: "Coisa morna
a apresentação do Capital Inicial no Palco Mundo do Rock in Rio. Por
que será que perderam a chance de colocar 250 mil cabeças para
pular?"
Em outro local da mesma edição, lê-se: "O Red Hot Chili
Peppers parecia com pressa de encerrar seu show no Inferno, quer
dizer, na Cidade do Rock." E a respeito do término do Guns N´
Roses há um resgristo irônico: ".... um obrigado não chegou a
transformar os anjos em diabinhos".
Como disse fatigado o ex-beatle John Lennon, "o sonho
acabou". E acabou na lama, tendo como últimos mohicanos do Palco
Mundo os californianos do Red Hot Chili Peppers.
Fotos absolutamente grotescas e imorais encheram as páginas de
jornais e revistas, exatamente como o fizeram em shows anteriores. O
desvario e o cansaço, além do vazio e da frustração, prevaleciam
nas fisionomias dos roqueiros. Mas com uma diferença: o Rock i Rio
III tornou patente o desgaste atual dessa música degradante em relação
ao ardor inicial.
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NOTAS:
(1) _ Malcolm Doney, Summer in the City, apud John Blanchard com Peter
Anderson & Derek Cleave, Rock in...Igreja?! (
em inglês Pop
goes the gospel), Editora Fiel, 5ª edição em português, 1993, São
José dos Campos (SP), pp.8 e 9.
(2) _ Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, 2ª
edição, 1982, Diário das Leis _ São Paulo (SP), pp. 22-24.
(3) - John Blanchard, Rock in... Igreja?! (Pop goes the gospel), 5ª
edição em português, 1993, Editora Fiel, S. José dos Campos (SP),
pp. 9-11.
(4) _ Steve Lawhead, Rock Reconsidered, apud John Blanchard, op. cit.,
p. 10.
(5) _ Idem, ibidem, nota 3, p. 11.
(6) _ Davin Seay e Mary Neely, Stairway to Heaven (As raízes
espirituais do Rock), Editora Ballantines Books, N.Y., USA, 1985.
(7) _ John Blanchard, op. cit., pp. 11, 12.
(8) _ John Blanchard, op. cit., pp. 12-14.
Extraído da Revista Catolicismo de Março/2001
Fonte:
Portal Anjo
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