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Especialistas
americanos garantem grande terremoto que fará Los Angeles ruir.
Revista
Isto É, de 05.07.2006
A Califórnia vai tremer: Em 1906, um terremoto
arrasou São Francisco. Agora, dizem, o Big One periga voltar, ainda
mais devastador e poderá mandar Los Angeles pelos ares.
Sempre se falou do risco de o Estado americano da Califórnia
enfrentar um gigantesco terremoto, o “Big One”, que dividiria a
região ao meio. A ameaça deve-se à sua localização sobre uma
falha geológica, de 1,3 mil quilômetros de extensão, batizada San
Andreas. Nos últimos dias, o temor do Big One cresceu. O Instituto de
Oceonagrafia Scripps, nos EUA, constatou que essa falha geológica, um
fenômeno natural que se movimenta de forma imprevisível a 15 quilômetros
abaixo da superfície, “vive um momento de tensão inigualável se
comparado a qualquer outra ocasião”. Em sua extremidade sul, sob
Los Angeles, não houve nenhum movimento drástico nos últimos
tempos. Isso é bom? Não. Eis o paradoxo do terremoto: é justamente
esse sossego, essa contida panela de pressão, que dá aos
especialistas a certeza de que a Califórnia vai ruir. “A quietude
aumenta a probabilidade de ocorrer um evento sismológico, essa
energia represada é mais que suficiente para causar o Big One”, diz
o cientistaYuri Fialko, autor do mais detalhado estudo sobre o San
Andreas. Em 1906, foi esse mesmo fenômeno geológico o responsável
por reduzir a pó a cidade de São Francisco. Em 1994, Los Angeles
sofreu 20 tremores consecutivos que abalaram a estrutura de edifícios
em Hollywood e incendiaram casas no Vale San Fernando. Agora, segundo
os geólogos, que nada mais fazem na vida a não ser estudar o San
Andreas e tentar cravar uma data para o Big One, com a finalidade de
que o governo americano e a defesa civil se previnam e protejam a
Califórnia, do subsolo virá uma explosão que arremessará para os
ares, a uma altura de mais de dez metros do chão, prédios, casas, árvores,
pontes e viadutos. E pessoas.
No interior do nosso planeta, no ponto que os oceanógrafos chamam de
“umbigo da Terra” e no qual se localiza a fronteira entre a crosta
terrestre e os mantos de magma, há placas tectônicas que se encaixam
como peças de um quebra-cabeça. Em algumas áreas do globo, essas
placas deslizam umas sobre as outras e essa dança gera um atrito tão
forte que empurra a crosta terrestre para cima – isso é um
terremoto. Esse é o caso do San Andreas que está entre duas dessas
placas tectônicas: a do Pacífico e a Norte-Americana.
O San Andreas foi analisado de cima a baixo com imagens de alta
qualidade obtidas através de satélites que mediram os abalos sísmicos
entre 1985 e 2005. Quando o pesquisador Fialko cruzou as imagens do
defeito geológico com dados de seus últimos movimentos, percebeu o
quanto um lado da placa da América do Norte vem deslizando além da
placa do Pacífico. Ou seja: elas estão entre seis e oito metros, aquém
da posição em que deveriam estar. Essa dimensão de deslizamento é
equivalente a um devastador terremoto de magnitude 8 na escala Richter
(a escala vai até 9 pontos). Só para efeito de comparação, em 1906
a falha de San Andreas gerou tremores menos intensos de 7,8 pontos e
eles foram capazes de desmoronar São Francisco como se desmantela um
castelo de cartas. A “Paris das Américas” estava no auge do
desenvolvimento econômico e urbano quando tudo o que estava sobre o
seu solo foi lançado a uma distância de seis metros. Dos 800 mil
habitantes, cerca de três mil morreram e milhares ficaram feridos.
Rachaduras engoliram postes e edifícios. No lugar da bela e pujante São
Francisco, ficou uma tétrica cidade fantasma. Os abalos sísmicos na
falha de San Andreas acontecem em ciclos e, pelos cálculos dos
cientistas, o Big One está atrasado, o que aumenta a tensão dos que
residem na região de Palm Springs, San Bernardino e Riverside.
Finalmente, o medo também sobe de escala porque foi descoberto um
ramo do sistema meridional de San Andreas, chamado Falha San Jacinto,
que está se deslocando duas vezes mais rapidamente do que se
acreditava. “É o próprio sistema nervoso central dessa região”,
diz Yuri Fialko. “E esse sistema nervoso está sob pressão e muito
abalado."
(25 mil bombas atômicas promovem uma destruição semelhante ao
Big One)
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"Na cidade restou apenas desolação, a porta está demolida, em
ruínas". (Isaías 24, 13)
"Quem fugir do grito de pânico, cairá na cova, quem se levantar
da cova será preso pelo laço. Porque as comportas do alto se abrem e
os fundamentos da terra tremem. A terra se quebra, a terra é abalada
violentamente, a terra é fortemente sacudida. A terra cambaleia como
um bêbado, é agitada como uma cabana. Sua rebelião pesa sobre ela,
ela cairá e já não se levantará". (Isaías 24, 18-20)
"Disse Jesus: Haverá grandes terremotos e em muitos lugares fome
e peste, acontecerão coisas terríveis e grandes sinais no céu".
(Lucas 21, 11)
Fonte:
Portal Anjo
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