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"Código da Vinci": os católicos entre ira e a negação 

 

 

16.05.2006 - Inúmeras autoridades católicas correram para condenar a estréia do filme baseado no polêmico bestseller O Código da Vinci, mas a maioria das igrejas se negam a pedir um boicote e muito menos responder ao que consideram uma provocação.

Como seu antecessor, João Paulo II, o Papa Bento XVI não expressou até o momento nenhum comentário sobre a tese do livro de Dan Brown, segundo a qual Jesus teria tido filhos com Maria Madalena e que a Igreja Católica teria ocultado durante dois milênios essa verdade que mancha a condição divina de seu representante maior.
O silêncio do Vaticano não impede, no entanto, que hierarcas de primeiro plano critiquem a obra como um novo ataque contra sua religião, 20 anos depois de A última tentação de Cristo, de Martin Scorsese (1988).
O cardeal Francis Arinze, prefeito da Congregação do Culto, pediu que todos os cristãos usem de todos os meios legais para impedir a distribuição do filme. "Os cristãos não podem ficar com os braços cruzados dizendo que devemos perdoar e esquecer". Há muitos meios legais para que seja respeitado o direito da fé. É um direito fundamental ", afirmou.
A influente igreja católica polonesa limitou-se a recordar uma crítica recente feita pelo presidente do Conselho Científico do Episcopado, monsenhor Stanislaw Wielgus, que atribuiu ao livro "um grande número de erros históricos flagrantes".
Na Grécia, a Igreja Ortodoxa publicou uma cartilha para ser distribuída nas igrejas condenando o "conteúdo aberrante da obra".
Fora da Europa, as reações são mais fortes. No Oriente Médio, as autoridades egípcias pediram a proibição do filme, apesar do longa-metragem e já ter sido liberado pela comissão.

Na Jordânia, o diretor da Autoridade Audiovisual, Mohammed Shawabkeh, advertiu que o filme provavelmente vai ser proibido por causa das reações hostis que poderão surgir entre os cristãos.
Nos Estados Unidos, o prelado católico Opus Dei, um dos alvos do livro, lançou uma ofensiva contra o filme, apoiada por outras associações religiosas conservadoras, que denunciam as mentiras e deformações da realidade induzidas por Brown.
A Opus Dei tentou obter, em vão, que os produtores do filme fizessem uma advertência assinalando que a história se trata de uma ficção.
Na semana passada, em um comunicado, o porta-voz em Roma da Opus Dei, Manuel Sánchez Hurtado, afirmou que "não convém perder de vista a realidade da situação: este filme é ofensivo para os cristãos; Howard representa o agressor, e os católicos são vítimas de uma ofensa", afirmou.
Nas Filipinas, país majoritariamente católico, o principal conselheiro da presidente Gloria Arroyo, Eduardo Ermita, pediu à comissão classificatória de filmes que não libere O Código da Vinci.
Mas a Conferência Episcopal filipina negou-se a fazer comentários. "Não queremos nos somar à loucura da comercialização do marketing (do filme), já que tudo isso é uma questão de dinheiro, não de religião", declarou o porta-voz da Conferência, monsenhor Pedro Quitorio.
Fonte: Terra Notícias

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Nota por Dilson Kutscher

Queria ver se fizessem um filme negando o holocausto dos judeus ou distorcendo a imagem do profeta Maomé, dos muçulmanos, se tal filme iria ser exibido. Com certeza os judeus apelariam para a justiça mundial e ganhariam o direito de proibir tal filme. Quanto aos muçulmanos, nem se precisa dizer nada, pois tal filme não conseguiria nem sair do papel. Outra coisa, achariam atores famosos para estes filmes? Duvido.

Agora, como é para atacar o cristianismo, tudo é apenas mera diversão, afinal que mal pode ter, contar que a Igreja Católica conspira há dois mil anos para esconder a descendência de Jesus, fruto de sua união com Maria Madalena. Além do mais, tal diversão cinematográfica teve elenco estelar, cenários fantásticos e um orçamento recorde de 125 milhões de dólares. Todos os detalhes foram estudados para transformar o filme no maior êxito do cinema de todos os tempos. A direção foi entregue a Ron Howard, cineasta ganhador de um Oscar por "Uma Mente Brilhante".
O ator principal é Tom Hanks, que inclusive declarou não ver mal no fato de um filme provocar "diálogo" sobre questões religiosas. Será que se fosse um filme, que também provocasse este tipo de diálogo com judeus ou muçulmanos, o ator Tom Hanks estaria nele? Seria somente outra "boa estória", como ele mesmo declarou numa entrevista à imprensa ao falar do filme O Código da Vinci.

"Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho". (1Jo 2,22)

"Todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo". (1Jo 4,3)

 

Fonte: Portal Anjo

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