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O milagre eucarístico de Lanciano
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Há
mais de 12 séculos deu-se grande e prodigioso milagre eucarístico na
Igreja Católica. Por volta dos anos 700, na cidade italiana de
Lanciano, viviam no mosteiro de São Legoziano os Monges de São Basílio
e entre eles havia um que se fez notar mais por sua cultura mundana do
que pelo conhecimento das coisas de Deus. Sua fé parecia vacilante, e
ele era perseguido todos os dias pela dúvida de que a hóstia
consagrada fosse o verdadeiro Corpo de Cristo e o vinho o Seu
verdadeiro Sangue. Mas,
a Graça Divina nunca o abandonou, fazendo-o orar continuamente para
que esse insidioso espinho saísse do seu coração. Foi quando, certa
manhã, celebrando a Santa Missa, mais do que nunca atormentado pela
sua dúvida, após proferir as palavras da Consagração, ele viu a hóstia
converter-se em Carne
viva e
o vinho em Sangue
vivo.
Sentiu-se confuso e dominado pelo temor, diante de tão espantoso
milagre, permanecendo longo tempo transportado a um êxtase
verdadeiramente sobrenatural. Até que, em meio a transbordante
alegria, o rosto banhado em lágrimas, voltou-se para as pessoas
presentes e disse: "Ó
bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir a minha
incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo
Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos, e
admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis
aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!". A
estas palavras os fiéis se precipitaram para o altar e começaram
também a chorar e a pedir misericórdia. Logo a notícia se espalhou
por toda a cidade, transformando o Monge num novo Tomé. Aos
reconhecimentos eclesiásticos do Milagre, a partir de 1574, veio
juntar-se o pronunciamento da Ciência moderna através de
minuciosas e rigorosas provas de laboratório. Foi em Novembro de 1970
que os Frades Menores Conventuais, sob cuja guarda se mantém a Igreja
do Milagre (desde 1252 chamada de São Francisco), decidiram,
devidamente autorizados, confiar a dois médicos, de renome
profissional e idoneidade moral, a análise científica das relíquias.
Para tanto, convidaram o Dr. Odoardo Linoli, Chefe do Serviço dos
Hospitais Reunidos de Arezzo e livre docente de Anatomia e Histologia
Patológica e de Química e Microscopia Clínica, para, assessorado
pelo Prof. Ruggero Bertelli, Prof. Emérito de Anatomia Humana Normal
na Universidade de Siena, proceder aos exames. Após
alguns meses de trabalho, exatamente a 4 de março de 1971, os
pesquisadores publicaram um relatório contendo os resultados das análises:
E
antes mesmo de redigirem o documento sobre o resultado das pesquisas,
realizadas em Arezzo, os Doutores Linoli e Bertelli enviaram aos
Frades um telegrama nos seguintes termos: "E
o Verbo se fez Carne!" É
assim que o milagre de Lanciano, desafiando a ação do tempo e toda a
lógica da ciência humana, se apresenta aos nossos olhos como a prova
mais viva e palpável de que o "Comei
e bebei todos vós, isto é o meu Corpo que é dado por vós",mais
do que uma simples simbologia, como possa parecer, é o sinal divino
de que no Sacramento da Comunhão está o alimento de nosso espírito,
da nossa fé, da nossa esperança nas Promessas de Cristo, para a
nossa salvação: "Aquele que come a minha carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia". (Jo.6,54)
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