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Uma
investigação em torno do assassinato do Papa João Paulo I
O
livro, "Em Nome de Deus", de David Yallop, relata os motivos em
detalhes do assassinato do Papa João Paulo I.
Prefácio
Este livro, o produto de quase três anos de pesquisas intensivas, não
existiria sem a ajuda ativa e a cooperação de muitas pessoas e
organizações. Muitas delas só concordaram em ajudar sob a condição
rigorosa de que não seriam publicamente identificadas. Como aconteceu
em outros livros que escrevi anteriormente, em circunstâncias
similares, respeito os seus desejos. Neste momento, há uma
necessidade ainda maior de proteger suas identidades. Como ficará
patente ao leitor, o assassinato é uma seqüela freqüente dos
eventos aqui relatados.
Entre aqueles a quem não posso agradecer publicamente estão os
residentes na Cidade do Vaticano, que me procuraram e me iniciaram na
investigação dos acontecimentos envolvendo a morte do Papa João
Paulo I, Albino Luciani. O fato de que homens e mulheres que vivem no
coração da Igreja Católica não podem falar abertamente e ser
identificados é um comentário eloqüente sobre a situação no
Vaticano. Não tenho a menor dúvida de que este livro será atacado
por alguns e rejeitado por outros. Será encarado por muitos como uma
agressão à fé católica em particular e ao cristianismo em geral.
Mas não é nada disso. Até certo ponto, é uma acusação a homens
especificamente indicados, que nasceram católicos, mas nunca foram
cristãos. Como tal, este livro não ataca "A Fé" dos milhões
de devotos da Igreja, pois, o que eles consideram sagrado é muito
importante para deixarem nas mãos de homens que conspiraram para
arrastar a mensagem de Cristo para a lama — uma conspiração que
alcançou um tenebroso sucesso. Como já expliquei antes, tenho uma
dificuldade insuperável quando confrontado com a tarefa de revelar
fontes específicas para fatos e detalhes específicos. Não posso
revelar quem exatamente me disse o quê, uma vez que as fontes de
informações devem permanecer secretas. Mas posso garantir ao leitor
que todas as informações, fatos e detalhes foram conferidos pelo
menos duas vezes, não importando qual fosse a fonte. Se houver
qualquer erro a responsabilidade é toda minha. Tenho certeza de que
haverá comentários porque relato conversas de homens que morreram
antes de minhas investigações começarem. Como eu poderia saber, por
exemplo, o que se passou entre Albino Luciani e o Cardeal Villot no
dia em que discutiram a questão do controle da natalidade? Não
existe no Vaticano uma audiência particular que permaneça
absolutamente particular. Os dois homens simplesmente conversaram
depois com outros a respeito. Essas fontes secundárias, às vezes com
opiniões pessoais profundamente divergentes sobre a questão
discutida pelo Papa e seu Secretário de Estado, proporcionaram a base
para as palavras atribuídas. Nenhum dos diálogos neste livro é
fruto da imaginação, assim como os eventos aqui transcritos.
Abril de 1984 DAVID A. YALLOP
Para
ler algumas partes do livro clique aqui
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