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O álcool, apesar de ser considerado uma das drogas mais poderosas da história, não tem sua venda proibida para maiores de 18 anos. Entretanto, não podemos deixar de lembrar que trata-se de um químico que causa dependência, levando o usuário a se tornar um doente, um alcoólatra, pois o alcoolismo é doença reconhecida pela Organização Mundial de Saúde - OMS. Este doença se desenvolve em muitas pessoas que, por sua vez, dificilmente aceitam que estão doentes. Podemos dizer que o alcoólatra fica afetado emocional, física e espiritualmente.
Outro fato interessante é
que o alcoolismo é uma doença primária, não secundária, não sendo
causada por outros eventos na vida do dependente. Ou seja, manifesta-se
por uma predisposição orgânica do usuário de forma crônica,
progressiva, incurável e fatal, tornando, assim, a pessoa dependente.
Contudo, alguns pesquisadores tentam provar que o alcoolismo tem como
causas principais doenças orgânicas e caráter genético
(hereditariedade).
Apesar de mais de 10% da
população brasileira acima dos 15 anos já terem problemas com o abuso
do álcool, atualmente os hábitos sociais, a cultura, os fatores econômicos
e a publicidade incentivam o consumo de bebidas alcoólicas cada vez
mais cedo. Por ser "permitido" o uso de tal químico, fica difícil
saber quando a pessoa começa a perder o controle sobre a bebida, por
isso falar de alcoolismo é muito difícil, pois acaba gerando muitas dúvidas
e questionamentos.
Sabemos que beber certamente
é um dos costumes mais antigos, como, por exemplo, "mascar fumo de
corda". Dentre esses costumes antigos, muitos já deixaram de
existir, porém o álcool tornou-se uma marca registrada, mas as pessoas
se esquecem de que ele é também um veneno para sua vidas. O álcool
acaba transformando os seres humanos em pessoas frias, sem afeto, às
vezes, agressivas, tanto verbalmente como fisicamente, e, além disso,
traz doenças físicas que podem levar à morte.
De acordo com estudos estatísticos,
é comprovado que o álcool é a droga que gera maior número de
dependentes no mundo, se comparado com outros tipos de químicos, como
maconha, cocaína, LSD, crack, etc. Muitas pessoas não dão importância ao problema do álcool, pois, por ser uma droga lícita, ou seja, vendida legalmente, pensam que não afeta a saúde do usuário. Por este motivo, devemos deixar claro que a dependência do álcool se torna prejudicial tanto para o usuário quanto para seus familiares. O alcoolismo é uma doença que não tem pressa: ela vai invadindo a vida da pessoa aos poucos e, quando menos se espera, já está dependente do etanol - álcool elítico.
Quando o usuário deixa de
consumir a droga por um determinado período, ele pode passar pela síndrome
de abstinência, que tem sintomas como tremores físicos, desmaios,
alucinações, ansiedade, mal-estar e, em casos mais graves, até mesmo
o que chamamos de Delirium-tremes. Neste caso, pode levar até a morte,
mesmo com acompanhamento médico para o tratamento durante o processo da
abstinência, que geralmente leva em torno de 10 a 15 dias para a
desintoxicação física.
Para o motorista de um automóvel,
o álcool dá a sensação falsa de segurança, diminui o controle
muscular e a coordenação motora, prejudica a habilidade de avaliar
velocidade e distâncias, além de reduzir a capacidade de lidar com o
inesperado.
Duas latas de cerveja comum,
dois copos de vinhos ou, ainda, uma dose de bebida destilada, como a
"cachaça", no Código Nacional de Trânsito, significa estado
de embriaguez.
Dirigir alcoolizado é infração
gravíssima. O motorista perde sete pontos na carteira de habilitação
e recebe uma multa de 900 UFIRS, além da suspensão do direito de
dirigir (Fonte: Detran). Fonte: Artigos Católicos |
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