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À respeito da: “Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia do sumo pontífice João Paulo II aos bispos, aos presbíteros e diáconos, às pessoas consagradas e a todos os fiéis leigos sobre a eucaristia, na sua relação com a Igreja”, algumas considerações. Sentimos que nem todos os leitores deste precioso e recente documento da nossa Igreja têm maior facilidade em penetrar um pouco mais neste Supremo Mistério de nossa fé, pelo que gostaríamos de fazer algumas considerações. Na verdade, até mesmo um sacerdote com o qual conversei sobre o texto, me disse que o achou muito cheio de citações, muito difícil de entender. Mas observei a ele que este cuidado histórico da nossa Igreja, esta citação exaustiva das fontes, é absolutamente necessária para segurança e confiabilidade. Entretanto, como muitas partes do texto original de trinta páginas são menos necessários, irei ressaltar apenas alguns dos pontos que acho, são essenciais, pois reafirmam a milenar doutrina da Igreja sobre a Sagrada Eucaristia, sem arredar de nenhum dos pontos vitais. Ao final de cada texto em negrito, estará citado o número de onde o texto foi colado em azul! Num maravilhoso crescendo, e com sua notada e rara sabedoria, o Papa vai reafirmando um a um os pontos vitais deste sublime Mistério de nossa Fé, sem deixar nada fora. Vejo que, além de ser uma carta oportuna, tem ainda um componente que a maioria das pessoas deixaria passar sem ver. Trata-se de reafirmar, ainda dentro de seu mandato, de uma forma categórica e incontestável, o pensamento dele, e o pensamento da verdadeira Igreja, sobre o real sentido e significado da Eucaristia. O fato é que se notam hoje, em todo o mundo, movimentos tendentes a destruí-la, baseados em um ecumenismo falso, que prega uma unidade insana a custa de nossos mais preciosos Dogmas, a Eucaristia inclusive. Eis que se delineava no horizonte até mesmo a louca pretensão de destruir este Santo Sacramento, ainda sob a égide de João Paulo II, para mais tarde, sob um falso comando, imputarem a ele a culpa pelas modificações. Entre estes desejos maléficos, estavam certamente e basicamente os seguintes: 1 – Eliminar o sentido de Sacrifício, trocando-o por simples comemoração; 2 – Eliminar o Dogma da presença viva e real de Cristo na Eucaristia, pela simples ceia festiva, a modo de algumas confissões protestantes; 3 – Descaracterizar o rito fiel, seguro e preciso do Missal, por uma certa inculturação maligna, tendente a deformar toda a preciosa Liturgia e com isso o Sacramento; 4 – Minimizar os gravíssimos efeitos do pecado, permitindo cada vez mais que pessoas em falta grave, em pecado continuado, e mesmo de outras seitas que não aceitam a presença real de Cristo na Eucaristia, se aproximem do Corpo de Cristo. Contra isso tudo, João Paulo II vem e: 01 – Reafirma que a Eucaristia é o núcleo central da nossa Fé e da nossa Igreja: A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja.(...) Desde o Pentecostes, quando a Igreja, povo da nova aliança, iniciou a sua peregrinação para a pátria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança (...). Com efeito, «na Santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo. 02 – Reafirma que o momento inicial da Igreja Católica foi o da instituição da Eucaristia. A Igreja, ao mesmo tempo em que apresenta Cristo no mistério da sua Paixão, revela também o seu próprio mistério: Ecclesia de Eucharistia. Se é com o dom do Espírito Santo, no Pentecostes, que a Igreja nasce e se encaminha pelas estradas do mundo, um momento decisivo da sua formação foi certamente a instituição da Eucaristia no Cenáculo. 03 – Reafirma que o sacerdote, na Santa Missa, está no lugar do próprio Cristo. Este pensamento suscita em nós sentimentos de grande e reconhecido enlevo. (...) Que de maneira especial, deve inundar o ministro da Eucaristia, o qual, pela faculdade recebida na Ordenação sacerdotal, realiza a consagração; é ele, com o poder que lhe vem de Cristo, do Cenáculo, que pronuncia: « Isto é o meu Corpo que será entregue por vós »; « este é o cálice do meu Sangue, [...] que será derramado por vós ». O sacerdote pronuncia estas palavras ou, antes, coloca a sua boca e a sua voz à disposição d'Aquele que as pronunciou no Cenáculo e quis que fossem repetidas de geração em geração por todos aqueles que, na Igreja, participam ministerialmente do seu sacerdócio. 04 – Reafirma que a Eucaristia é o Corpo Vivo e o Sangue de Jesus que dá vida à Igreja. Contemplar o rosto de Cristo e contemplá-lo com Maria é o « programa » que propus à Igreja na aurora do terceiro milênio, convidando-a a fazer-se ao largo no mar da história lançando-se com entusiasmo na nova evangelização. Contemplar Cristo implica saber reconhecê-Lo onde quer que Ele Se manifeste, com as suas diversas presenças mas sobretudo no sacramento vivo do seu corpo e do seu sangue. A Igreja vive de Jesus eucarístico, por Ele é nutrida, por Ele é iluminada. A Eucaristia é mistério de fé e, ao mesmo tempo, « mistério de luz ». 05 – Reafirma que Cristo é o Sumo e Eterno por excelência. Este cenário tão variado das minhas celebrações eucarísticas faz-me experimentar intensamente o seu caráter universal e, por assim dizer, cósmico. Sim, cósmico! Porque mesmo quando tem lugar no pequeno altar duma igreja da aldeia, a Eucaristia é sempre celebrada, de certo modo, sobre o altar do mundo. Une o céu e a terra. Abraça e impregna toda a criação. O Filho de Deus fez-Se homem para, num supremo ato de louvor, devolver toda a criação Àquele que a fez surgir do nada. Assim, Ele, o sumo e eterno Sacerdote, entrando com o sangue da sua cruz no santuário eterno, devolve ao Criador e Pai toda a criação redimida. Fá-lo através do ministério sacerdotal da Igreja, para glória da Santíssima Trindade. Verdadeiramente este é o mysterium fidei (mistério da fé) que se realiza na Eucaristia: o mundo saído das mãos de Deus criador volta a Ele redimido por Cristo. 06 – Reafirma que a Eucaristia é o SUPREMO TESOURO da nossa Igreja Católica. A Eucaristia, presença salvífica de Jesus na comunidade dos fiéis e seu alimento espiritual, é o que de mais precioso pode ter a Igreja no seu caminho ao longo da história. Assim se explica a cuidadosa atenção que ela sempre reservou ao mistério eucarístico, uma atenção que sobressai com autoridade no magistério dos Concílios e dos Sumos Pontífices. 07 – Renova a necessidade das adorações ao Santíssimo e das procissões eucarísticas. Não há dúvida que a reforma litúrgica do Concílio trouxe grandes vantagens para uma participação mais consciente, ativa e frutuosa dos fiéis no santo sacrifício do altar. Mais ainda, em muitos lugares, é dedicado amplo espaço à adoração do Santíssimo Sacramento, tornando-se fonte inesgotável de santidade. A devota participação dos fiéis na procissão eucarística da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo é uma graça do Senhor que anualmente enche de alegria quantos nela participam. E mais sinais positivos de fé e de amor eucarísticos se poderiam mencionar. 08 – Lamenta os abusos* e os abandonos* a que é submetido do Santíssimo. A par destas luzes, não faltam sombras, infelizmente. De fato, há lugares onde se verifica um abandono quase completo do culto de adoração eucarística. Num contexto eclesial ou outro, existem abusos que contribuem para obscurecer a reta fé e a doutrina católica acerca deste admirável sacramento. * Entre os abusos está com certeza o pouco caso com que Ela é tratada. * Entre estes abandonos, certamente, está o fato generalizado dos altares laterais e dos sacrários cercados de grades, como se Jesus fosse um criminoso. 09 – Denuncia a tentativa de eliminar o sentido de sacrifício e o falso ecumenismo. Às vezes transparece uma compreensão muito redutiva do mistério eucarístico. Despojado do seu valor sacrificial é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa. Além disso, a necessidade do sacerdócio ministerial, que assenta na sucessão apostólica, fica às vezes obscurecida, e a sacramentalidade da Eucaristia é reduzida à simples eficácia do anúncio. Aparecem depois, aqui e além, iniciativas ecumênicas que, embora bem intencionadas*, levam a práticas na Eucaristia contrárias à disciplina que serve à Igreja para exprimir a sua fé. Como não manifestar profunda mágoa por tudo isto? A Eucaristia é um dom demasiado grande para suportar ambigüidades e reduções. * Aqui eu pediria perdão a Sua Santidade: estas tentativas são é mal intencionadas, sim! O Papa aqui é indulgente e benigno com os adversários de Jesus eucarístico. 10 – Reafirma que a Santa Missa é a perpetuação do Sacrifício da Cruz. «O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue » (1 Cor 11, 23), instituiu o sacrifício eucarístico do seu corpo e sangue. As palavras do apóstolo Paulo recordam-nos as circunstâncias dramáticas em que nasceu a Eucaristia.Esta tem indelevelmente inscrito nela o evento da paixão e morte do Senhor. Não é só a sua evocação, mas presença sacramental. É o sacrifício da cruz que se perpetua através dos séculos. Esta verdade está claramente expressa nas palavras com que o povo, no rito latino, responde à proclamação « mistério da fé » feita pelo sacerdote: «Anunciamos, Senhor, a vossa morte». 11 – Reafirma que a Eucaristia é a doação integral de Deus aos homens. A Igreja recebeu a Eucaristia de Cristo seu Senhor, não como um dom, embora precioso, entre muitos outros, mas como o dom por excelência, porque dom d'Ele mesmo, da sua Pessoa na humanidade sagrada, e também da sua obra de salvação. Esta não fica circunscrita no passado, pois « tudo o que Cristo é, tudo o que fez e sofreu por todos os homens, participa da eternidade divina, e assim transcende todos os tempos e em todos se torna presente ». 12 – Reafirma que através da Eucaristia, se realiza a obra da redenção. Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, este acontecimento central de salvação torna-se realmente presente e « realiza-se também a obra da nossa redenção ».Este sacrifício é tão decisivo para a salvação do gênero humano que Jesus Cristo realizou-o e só voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos como se tivéssemos estado presentes. Assim cada fiel pode tomar parte nela, alimentando-se dos seus frutos inexauríveis. Esta é a fé que as gerações cristãs viveram ao longo dos séculos, e que o magistério da Igreja tem continuamente reafirmado com jubilosa gratidão por dom tão inestimável. 13 – Reafirma que o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício. A Igreja vive continuamente do sacrifício redentor, e tem acesso a ele não só através duma lembrança cheia de fé, mas também com um contacto atual, porque este sacrifício volta a estar presente, perpetuando-se, sacramentalmente, em cada comunidade que o oferece pela mão do ministro consagrado. Deste modo, a Eucaristia aplica aos homens de hoje a reconciliação obtida de uma vez para sempre por Cristo para a humanidade de todos os tempos. Com efeito, « o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício ». 14 – Reafirma que a Santa Missa renova incessantemente o Sacrifício de Cristo na Cruz. A Missa torna presente o sacrifício da cruz; não é mais um, nem o multiplica. O que se repete é a celebração memorial, a « exposição memorial » de modo que o único e definitivo sacrifício redentor de Cristo se atualiza incessantemente no tempo. Portanto, a natureza sacrificial do mistério eucarístico não pode ser entendida como algo isolado, independente da cruz ou com uma referência apenas indireta ao sacrifício do Calvário. 15 – Reafirma que o Sacrifício Eucarístico rememora também a Ressurreição de Cristo. Com efeito, o sacrifício eucarístico torna presente não só o mistério da paixão e morte do Salvador, mas também o mistério da ressurreição, que dá ao sacrifício a sua coroação. Por estar vivo e ressuscitado é que Cristo pode tornar-Se « pão da vida » (Jo 6, 35.48), « pão vivo » (Jo 6, 51), na Eucaristia. 16– Reafirma a Doutrina da Transubstanciação que acontece durante a consagração. Reafirma-se assim a doutrina sempre válida do Concílio de Trento: « Pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação ». 17 – Reafirma que depois da Transubstanciação, deixam de existir o pão e o vinho. Toda a explicação teológica que queira penetrar de algum modo neste mistério, para estar de acordo com a fé católica deve assegurar que na sua realidade objetiva, independentemente do nosso entendimento, o pão e o vinho deixaram de existir depois da consagração, de modo que a partir desse momento são o corpo e o sangue adoráveis do Senhor Jesus que estão realmente presentes diante de nós sob as espécies sacramentais do pão e do vinho ». 18 – Reafirma que a forma correta é: derramado por muitos* e não por todos como se reza. O sacrifício eucarístico está particularmente orientado para a união íntima dos fiéis com Cristo através da comunhão: recebemo-Lo a Ele mesmo que Se ofereceu por nós, o seu corpo entregue por nós na cruz, o seu sangue « derramado por muitos para a remissão dos pecados » (Mt 26, 28) * Esta foi uma das vitórias dos adversários da Missa: Trocar a palavra real <muitos> por uma falsa <todos> o que vai uma grande diferença, pois Jesus somente morrer por aqueles que querem se apropriar dos méritos de sua paixão. 19 – Reafirma que a Eucaristia não é metáfora, mas sim realmente corpo e sangue de Cristo. Não se trata de alimento em sentido metafórico, mas « a minha carne é, em verdade, uma comida, e o meu sangue é, em verdade, uma bebida » (Jo 6, 55) (16). 20 – Reafirma que só quem se alimenta da Eucaristia, tem a garantia da Ressurreição*. Quem se alimenta de Cristo na Eucaristia não precisa de esperar o Além para receber a vida eterna: já a possui na terra, como primícias da plenitude futura, que envolverá o homem na sua totalidade. De fato, na Eucaristia recebemos a garantia também da ressurreição do corpo no fim do mundo: « Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia » (Jo 6, 54). Esta garantia da ressurreição futura deriva do fato de a carne do Filho do Homem, dada em alimento, ser o seu corpo no estado glorioso de ressuscitado. Pela Eucaristia, assimila-se, por assim dizer, o « segredo » da ressurreição. * Em carta recente e conjunta, o Papa e o Cardeal Ratzinguer deixaram muito claro o que está no evangelho de João 6: Só os católicos, que têm a Eucaristia, tem a garantia da salvação Eterna, ainda em vida. A Bíblia é extremamente clara neste sentido! 21 – Reafirma que o Sacrifício Eucarístico une céu e terra pela Comunhão dos Santos. Ao celebrarmos o sacrifício do Cordeiro unimo-nos à liturgia celeste, associando-nos àquela multidão imensa que grita: « A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro » (Ap 7, 10). A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço de céu que se abre sobre a terra; é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar o nosso caminho. 22 - Cobra dedicação, amor e responsabilidade de todos pela manutenção da Eucaristia. Conseqüência significativa da tensão escatológica presente na Eucaristia é o estímulo que dá à nossa caminhada na história, lançando uma semente de ativa esperança na dedicação diária de cada um aos seus próprios deveres. De fato se a visão cristã leva a olhar para o « novo céu » e a « nova terra » (Ap 21, 1), isso não enfraquece, antes estimula o nosso sentido de responsabilidade pela terra presente. 23 – Reafirma que o Sacrifício da Missa renova e é a chave da Nova Aliança. Ao oferecer-lhes o seu corpo e sangue como alimento, Cristo envolvia-os misteriosamente no sacrifício que iria consumar-se dentro de poucas horas no Calvário. De modo análogo à aliança do Sinai, que foi selada com um sacrifício e a aspersão do sangue, os gestos e as palavras de Jesus na Última Ceia lançavam os alicerces da nova comunidade messiânica, povo da nova aliança. 24 – Reafirma que na comunhão, Cristo realmente se incorpora em nós* num Sacramento. A incorporação em Cristo, realizada pelo Batismo, renova-se e consolida-se continuamente através da participação no sacrifício eucarístico, sobretudo na sua forma plena que é a comunhão sacramental. Podemos dizer não só que cada um de nós recebe Cristo, mas também que Cristo recebe cada um de nós. Unindo-se a Cristo, o povo da nova aliança não se fecha em si mesmo; pelo contrário, torna-se « sacramento » para a humanidade. * Como se poderá então receber Jesus em estado de pecado? 25 – Reafirma que a Eucaristia é o vértice de toda a evangelização. Por isso, a Igreja tira a força espiritual de que necessita para levar a cabo a sua missão da perpetuação do sacrifício da cruz na Eucaristia e da comunhão do corpo e sangue de Cristo. Deste modo, a Eucaristia apresenta-se como fonte e simultaneamente vértice de toda a evangelização, porque o seu fim é a comunhão dos homens com Cristo e, n'Ele, com o Pai e com o Espírito Santo. 26 – Reafirma que pela comunhão, nós nos transformamos no Corpo de Cristo*. Concreto e profundo, S. João Crisóstomo comenta: « Com efeito, o que é o pão? É o corpo de Cristo. E em que se transformam aqueles que o recebem? No corpo de Cristo; não muitos corpos, mas um só corpo. De fato, tal como o pão é um só apesar de constituído por muitos grãos, e estes, embora não se vejam, todavia estão no pão, de tal modo que a sua diferença desapareceu devido à sua perfeita e recíproca fusão, assim também nós estamos unidos reciprocamente entre nós e, todos juntos, com Cristo ». * Vejam a tremenda responsabilidade que assumimos ao nos aproximarmos da mesa da Eucaristia. Não se trata de apenas receber o Corpo de Cristo, mas se transformar Nele. 27 – Reafirma que pela Eucaristia realizamos a verdadeira experiência da unidade fraterna. O dom de Cristo e do seu Espírito, que recebemos na comunhão eucarística, realiza plena e sobreabundantemente os anseios de unidade fraterna que vivem no coração humano e ao mesmo tempo eleva esta experiência de fraternidade, que é a participação comum na mesma mesa eucarística, a níveis que estão muito acima da mera experiência dum banquete humano. Pela comunhão do corpo de Cristo, a Igreja consegue cada vez mais profundamente ser, « em Cristo, como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano ». Aos germes de desagregação tão enraizados na humanidade por causa do pecado, como demonstra a experiência quotidiana, contrapõe-se à força geradora de unidade do corpo de Cristo. A Eucaristia, construindo a Igreja, cria por isso mesmo comunidade entre os homens. 28 – Convoca os padres a promoverem as exposições do Santíssimo Sacramento. O culto prestado à Eucaristia fora da Missa é de um valor inestimável na vida da Igreja, e está ligado intimamente com a celebração do sacrifício eucarístico. A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa – presença essa que perdura enquanto subsistirem as espécies do pão do vinho – resulta da celebração da Eucaristia e destina-se à comunhão, sacramental e espiritual. Compete aos Pastores, inclusive pelo testemunho pessoal, estimular o culto eucarístico, de modo particular as exposições do Santíssimo Sacramento e também as visitas de adoração a Cristo presente sob as espécies eucarísticas. «A devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós ». A Eucaristia é um tesouro inestimável: não só a sua celebração, mas também o permanecer diante dela fora da Missa permite-nos beber na própria fonte da graça. 29 – Reafirma que a Eucaristia é um Sacrifício Eterno, remontando já ao próprio Cristo. Ora, no caso da Eucaristia, os Apóstolos também estão na sua base: naturalmente o sacramento remonta ao próprio Cristo, mas foi confiado por Jesus aos Apóstolos e depois transmitido por eles e seus sucessores até nós. É em continuidade com a ação dos Apóstolos e obedecendo ao mandato do Senhor que a Igreja celebra a Eucaristia ao longo dos séculos. 30 - Reafirma que não há Eucaristia, sem haver sacerdotes ordenados validamente. Para suceder aos Apóstolos na missão pastoral é necessário o sacramento da Ordem, graças a uma série ininterrupta, desde as origens, de Ordenações episcopais válidas. Esta sucessão é essencial, para que exista a Igreja em sentido próprio e pleno. 31 – Determina claramente que apenas o sacerdote recite a Oração Eucarística*. Por isso se prescreve no Missal Romano que seja unicamente o sacerdote a recitar a oração eucarística, enquanto o povo se lhe associa com fé e em silêncio. * Isso incluí a Oração: Com Cristo, por Cristo e em Cristo...”. Há inclusive um ordem expressa da CNBB neste sentido. Esta oração é vedada aos fiéis, pois se constitui na Oração Sacerdotal por excelência. 32 – Reafirma que só o sacerdote católico* pode celebrar validamente o Sacrifício da Cruz. Na economia de salvação escolhida por Cristo, o ministério dos sacerdotes que receberam o sacramento da Ordem manifesta que a Eucaristia, por eles celebrada, é um dom que supera radicalmente o poder da assembléia e, em todo o caso, é insubstituível para ligar validamente a consagração eucarística ao sacrifício da cruz e à Última Ceia.(...) Por isso, « o mistério eucarístico não pode ser celebrado em nenhuma comunidade a não ser por um sacerdote ordenado, como ensinou expressamente o Concílio Ecumênico Lateranense IV ». * Exceção feita aos padres ortodoxos, que acreditam na Eucaristia. O que o Papa aqui afirma é que precisa ter antes o sacramento da Ordem. Como as outras denominações não acreditam nos sacramentos, então eles são inválidos. Ou seja, mesmo no caso dos protestantes em geral que celebram a ceia, ali a transubstanciação não acontece. 33 – Reafirma que através da Eucaristia, chegaremos a unidade de todos os cristãos. «Embora falte às Comunidades eclesiais de nós separadas a unidade plena conosco proveniente do Batismo, e embora creiamos que elas não tenham conservado a genuína e íntegra substância do mistério eucarístico, sobretudo por causa da falta do sacramento da Ordem, contudo, quando na santa Ceia comemoram a morte e a ressurreição do Senhor, elas confessam ser significada a vida na comunhão de Cristo e esperam o seu glorioso advento ». 34 – Reafirma que os que vivem nas igrejas separadas não podem participar da Eucaristia. Por isso, os fiéis católicos, embora respeitando as convicções religiosas destes seus irmãos separados, devem abster-se de participar na comunhão distribuída nas suas celebrações, para não dar o seu aval a ambigüidades sobre a natureza da Eucaristia e, conseqüentemente, faltar à sua obrigação de testemunhar com clareza a verdade. Isso acabaria por atrasar o caminho para a plena unidade visível. 35 – Reafirma que as celebrações ecumênicas* da Palavra, não substituem a Santa Missa. De igual modo, não se pode pensar em substituir a Missa do domingo por celebrações ecumênicas da Palavra, encontros de oração comum com cristãos pertencentes às referidas Comunidades eclesiais, ou pela participação no seu serviço litúrgico. Tais celebrações e encontros, em si mesmos louváveis quando em circunstâncias oportunas, preparam para a almejada comunhão plena incluindo a comunhão eucarística, mas não podem substituí-la. * No caso de celebrações ecumênicas, deve ser solicitado aos participantes de outras denominações que não participem da Eucaristia. Se isso não for possível, melhor seria nem distribuir a comunhão, pois o para reafirma com todas as letras: É preciso acreditar em toda a verdade revelada! 36 – Reafirma o fato de apenas os sacerdotes consagrarem, não constitui rebaixamento. Além disso, o fato de o poder de consagrar a Eucaristia ter sido confiado apenas aos Bispos e aos presbíteros não constitui qualquer rebaixamento para o resto do povo de Deus, já que na comunhão do único corpo de Cristo, que é a Igreja, este dom redunda em benefício de todos. 37 – Reafirma que a Eucaristia é a única razão de ser do sacramento do sacerdócio. Se a Eucaristia é centro e vértice da vida da Igreja, é-o igualmente do ministério sacerdotal. Por isso, com espírito repleto de gratidão a Jesus Cristo nosso Senhor, volto a afirmar que a Eucaristia « é a principal e central razão de ser do sacramento do Sacerdócio, que nasceu efetivamente no momento da instituição da Eucaristia e juntamente com ela ». 38 – Reafirma a necessidade de todos os sacerdotes celebrarem a Missa diariamente*. Compreende-se, assim, quão importante seja para a sua vida espiritual, e depois para o bem da Igreja e do mundo, que o sacerdote ponha em prática a recomendação conciliar de celebrar diariamente a Eucaristia, « porque, mesmo que não possa ter a presença dos fiéis, é ato de Cristo e da Igreja ». Deste modo, ele será capaz de vencer toda a dispersão ao longo do dia, encontrando no sacrifício eucarístico, verdadeiro centro da sua vida e do seu ministério, a energia espiritual necessária para enfrentar as diversas tarefas pastorais. Assim, os seus dias tornar-se-ão verdadeiramente eucarísticos. * Infelizmente, milhares de sacerdotes deixam de celebrar diariamente, escudando-se atrás do falso dizer que a Igreja apenas “recomenda”, não “obriga” a celebração diária. Ora se eles me acharem uma só passagem Bíblica onde Jesus obrigue alguém a fazer algo, e que não deixe livre a todos de O seguirem, então acredito nisso. O simples fato de a Igreja recomendar a TODOS os padres que celebrem diariamente, já seria uma regra para todos eles, pelo simples dever de obediência. Com isso, acredito que deixem de ser celebradas diariamente até mesmo um milhão de Santa Missas. Só no dia em que eles tiverem que prestar contas a Deus, estes padres saberão a falta que o mundo teve de todas estas Missas. 39 – Mostra claramente que o exemplo dos sacerdotes* é germe seguro de santas vocações. A solícita atenção dos sacerdotes pelo ministério eucarístico, juntamente com a promoção da participação consciente, ativa e frutuosa dos fiéis na Eucaristia, constituem exemplo eficaz e estímulo para uma resposta generosa dos jovens ao apelo de Deus. Com freqüência, Ele serve-Se do exemplo de zelosa caridade pastoral dum sacerdote para semear e fazer crescer no coração do jovem o germe da vocação ao sacerdócio. * Sempre temos dito isso: Se os padres não forem exemplos de vida e santidade, não haverá paróquia no mundo, nem pastoral vocacional alguma, capaz de novamente lotar os seminários abandonados. O grande líder da pastoral vocacional deve ser sempre o padre e ninguém mais! Se o padre for mau, se for relapso, se for cheio de defeitos e não dê bom exemplo aos jovens, nem cative aos meninos desde a tenra infância, eles sempre fugirão dele e do sacerdócio. E junto, os pais também evitarão de todas as formas que seus filhos sigam o sacerdócio, pois é tenebroso o estado espiritual de alguns seminários. 40 – Lamenta a falta de sacerdotes em muitas paróquias. Tudo isto comprova como é triste e anômala a situação duma comunidade cristã que, embora se apresente quanto a número e variedade de fiéis como uma paróquia, todavia não tem um sacerdote que a guie. (...) 41 – Conclama as comunidades que não têm padre a continuarem a celebração do culto. Quando uma comunidade está privada do sacerdote, procura-se justamente remediar para que de algum modo continuem as celebrações dominicais; e os religiosos ou os leigos que guiam os seus irmãos e irmãs na oração exercem de modo louvável o sacerdócio comum de todos os fiéis, baseado na graça do Batismo. Mas tais soluções devem ser consideradas provisórias, enquanto a comunidade espera um sacerdote. 42 – Incita as que não tem padres a rezarem mais fervorosamente pelas vocações. A deficiência sacramental destas celebrações deve, antes de mais nada, levar toda a comunidade a rezar mais fervorosamente ao Senhor para que mande trabalhadores para a sua messe (cf. Mt 9, 38); e estimulá-la a pôr em prática todos os demais elementos constitutivos duma adequada pastoral vocacional, sem ceder à tentação de procurar soluções que passem pela atenuação das qualidades morais e formativas requeridas nos candidatos ao sacerdócio. 43 – Conclama a todos a manterem viva a chama e a fome da Sagrada Eucaristia. Quando, devido à escassez de sacerdotes, foi confiada a fiéis não ordenados uma participação no cuidado pastoral duma paróquia, eles tenham presente que, como ensina o Concílio Vaticano II, « nenhuma comunidade cristã se edifica sem ter a sua raiz e o seu centro na celebração eucarística ». Portanto, hão de pôr todo o cuidado em manter viva na comunidade uma verdadeira « fome » da Eucaristia, que leve a não perder qualquer ocasião de ter a celebração da Missa, valendo-se nomeadamente da presença eventual de um sacerdote não impedido pelo direito da Igreja de celebrá-la. 44 – Conclama os que não podem comungar realmente, à prática da comunhão espiritual. Por isso mesmo, é conveniente cultivar continuamente na alma o desejo do sacramento da Eucaristia. Daqui nasceu a prática da « comunhão espiritual » em uso na Igreja há séculos, recomendada por santos mestres de vida espiritual. Escrevia S. Teresa de Jesus: « Quando não comungais e não participais na Missa, comungai espiritualmente, porque é muito vantajoso. Deste modo, imprime-se em vós muito do amor de nosso Senhor ». 45 – Reafirma que a comunhão espiritual somente, não substitui a comunhão efetiva. A relação íntima entre os elementos invisíveis e os elementos visíveis da comunhão eclesial é constitutiva da Igreja enquanto sacramento de salvação. Somente neste contexto, tem lugar a celebração legítima da Eucaristia e a autêntica participação nela. Por isso, uma exigência intrínseca da Eucaristia é que seja celebrada na comunhão e, concretamente, na integridade dos seus vínculos. 46 – Reafirma a necessidade da confissão sacramental, antes da recepção da Eucaristia. A integridade dos vínculos invisíveis é um dever moral concreto do cristão que queira participar plenamente na Eucaristia, comungando o corpo e o sangue de Cristo. Um tal dever, recorda-o o referido Apóstolo com a advertência seguinte: « Examine-se cada qual a si mesmo e, então, coma desse pão e beba desse cálice » (1 Cor 11, 28). (...) Nesta linha, o Catecismo da Igreja Católica estabelece justamente: « Aquele que tiver consciência dum pecado grave, deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da Comunhão ». Desejo, por conseguinte, reafirmar que vigora ainda e sempre há de vigorar na Igreja a norma do Concílio de Trento que concretiza a severa advertência do apóstolo Paulo, ao afirmar que, para uma digna recepção da Eucaristia, « se deve fazer antes a confissão dos pecados, quando alguém está consciente de pecado mortal ». 47 – Reafirma o sacrilégio* da comunhão recebida em estado consciente de falta grave. A Eucaristia e a Penitência são dois sacramentos intimamente unidos. Se a Eucaristia torna presente o sacrifício redentor da cruz, perpetuando-o sacramentalmente, isso significa que deriva dela uma contínua exigência de conversão.(...) Se, para, além disso, o cristão tem na consciência o peso dum pecado grave, então o itinerário da penitência através do sacramento da Reconciliação torna-se caminho obrigatório para se abeirar e participar plenamente do sacrifício eucarístico. (...) A esta situação de manifesta infração moral se refere a norma do Código de Direito Canônico relativa à não admissão à comunhão eucarística de quantos « obstinadamente perseverem em pecado grave manifesto». * Milhares de comunhões sacrílegas têm acontecido, em parte porque a Igreja deixou de falar no pecado, de forma que hoje a maioria dos católicos já não sabe o que é um pecado grave, ou leve. Ora, o pecado grave é intencional, o leve é involuntário. Entretanto, vou dar apenas dois exemplos de pecado grave, que se tornaram comuns e as pessoas vão à Eucaristia sem antes confessar: 1 – Faltar voluntariamente a Missa aos Domingos e dias Santificados! 2 – Passar mais de um ano inteiro sem confessar (No tempo pascal prescrito)! Quem continua indo a Eucaristia desta forma, estará cometendo falta muito grave, que acarreta a perda eterna da alma. O sacrilégio é cumulativo e gravíssimo! Abaixo, no item 50, o Papa reafirma a obrigatoriedade da Missa dominical! 48 – Reafirma que somente os que aceitam toda a verdade*, podem ser considerados Igreja. « São plenamente incorporados à sociedade que é a Igreja aqueles que, tendo o Espírito de Cristo, aceitam toda a sua organização e os meios de salvação nela instituídos, e que, pelos laços da profissão da fé, dos sacramentos, do governo eclesiástico e da comunhão, se unem, na sua estrutura visível, com Cristo, que a governa por meio do Sumo Pontífice e dos Bispos ».(...) Não é possível dar a comunhão à uma pessoa que não esteja batizada ou que rejeite a verdade integral de fé sobre o mistério eucarístico. * Todos os nossos artigos têm insistido nisso: Não existe meia verdade! Ou se aceita a Jesus por inteiro, ou se O nega por inteiro! Toda meia verdade é sempre grande mentira. 49 – Reafirma que todos os que permanecem em Cristo*, participam de todas as Missas. Além disso, em virtude do caráter próprio da comunhão eclesial e da relação que o sacramento da Eucaristia tem com a mesma, convém recordar que « o sacrifício eucarístico, embora se celebre sempre numa comunidade particular, nunca é uma celebração apenas dessa comunidade: de fato esta, ao receber a presença eucarística do Senhor, recebe o dom integral da salvação e manifesta-se assim, apesar da sua configuração particular que continua visível, como imagem e verdadeira presença da Igreja una, santa, católica e apostólica ». * Cremos que no sentido de permanecer em estado de graça! Nossa Senhora tem nos pedido isso com a maior insistência. Confessar sempre! Lembramos que o Papa confessa todas as semanas! Será que somos melhores que ele? 50 – Reafirma que participar da Santa Missa dominical é uma obrigação dos fiéis. Participar na Missa é uma obrigação dos fiéis, a não ser que tenham um impedimento grave, pelo que aos Pastores impõe-se o correlativo dever de oferecerem a todos a possibilidade efetiva de cumprirem o preceito.(...) Precisamente através da participação eucarística, o dia do Senhor torna-se também o dia da Igreja, a qual poderá assim desempenhar de modo eficaz a sua missão de sacramento de unidade ». 51 – Conclama todas as outras denominações a chegarem a unidade pela Eucaristia. Na celebração do sacrifício eucarístico, a Igreja eleva a sua prece a Deus, Pai de misericórdia, para que conceda aos seus filhos a plenitude do Espírito Santo de modo que se tornem em Cristo um só corpo e um só espírito. 52 – Reafirma que a unidade dos cristãos, só pode ser conseguida pela unidade da verdade. Precisamente porque a unidade da Igreja, que a Eucaristia realiza por meio do sacrifício e da comunhão do corpo e sangue do Senhor, comporta a exigência imprescindível duma completa comunhão nos laços da profissão de fé, dos sacramentos e do governo eclesiástico, não é possível concelebrar a liturgia eucarística enquanto não for restabelecida a integridade de tais laços. (...) O caminho para a plena união só pode ser construído na verdade. Neste ponto, a interdição na lei da Igreja não deixa espaço a incertezas, atendo-se à norma moral proclamada pelo Concílio Vaticano II. 53 – Reafirma o grande desejo da Igreja, de conseguir a unidade pedida por Jesus. No entanto quero reafirmar as palavras que ajuntei, na carta encíclica Ut unum sint, depois de reconhecer a impossibilidade da partilha eucarística: « E todavia nós temos o desejo ardente de celebrar juntos a única Eucaristia do Senhor, e este desejo torna-se já um louvor comum, uma mesma imploração. Juntos dirigimo-nos ao Pai e fazemo-lo cada vez mais com um só coração ». 54 – Reafirma que é preciso a plena comunhão com a Igreja para receber a Eucaristia. Se não é legítima em caso algum a concelebração quando falta a plena comunhão, o mesmo não acontece relativamente à administração da Eucaristia, em circunstâncias especiais, a indivíduos pertencentes a Igrejas ou Comunidades eclesiais que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica. De fato, neste caso tem-se como objetivo prover a uma grave necessidade espiritual em ordem à salvação eterna dos fiéis, e não realizar uma inter-comunhão, o que é impossível enquanto não forem plenamente reatados os laços visíveis da comunhão eclesial. 55 – Reafirma que é possível a comunhão aos ortodoxos, que acreditam na Eucaristia. Nesta direção se moveu o Concílio Vaticano II ao fixar como se comportar com os Orientais que de boa fé se acham separados da Igreja Católica, quando espontaneamente pedem para receber a Eucaristia do ministro católico e estão bem preparados. 56 – Admite que em certos casos*, se pode administrar sacramentos aos irmãos separados. «É motivo de alegria lembrar que os ministros católicos podem, em determinados casos particulares, administrar os sacramentos da Eucaristia, da Penitência e da Unção dos Enfermos a outros cristãos que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica, mas que desejam ardentemente recebê-los, pedem-nos livremente e manifestam a fé que a Igreja Católica professa nestes sacramentos. Reciprocamente, em determinados casos e por circunstâncias particulares, os católicos também podem recorrer, para os mesmos sacramentos, aos ministros daquelas Igrejas onde eles são válidos » * Cremos que se trata apenas dos casos de conversão sincera e desejo ardente de voltar à unidade, especialmente no caso dos católicos que deixaram sua Igreja em troca de outra. Ou seja, quando ele persistir obstinadamente no erro, e não aceitar toda a verdade revelada, isso não pode ser feito. Ver item 57 abaixo. Lembramos que os católicos que deixaram sua igreja, que aceitaram batismo em uma seita, abjuraram seu batismo e cometeram falta grave. Quanto à validade, especialmente da Eucaristia, só pode se achada junto aos ortodoxos! 57 – Lembra que a rejeição de qualquer verdade da fé, não permite esta administração. É preciso reparar bem nestas condições que são imprescindíveis, mesmo tratando-se de determinados casos particulares, porque a rejeição duma ou mais verdades de fé relativas a estes sacramentos, contando-se entre elas a necessidade do sacerdócio ministerial para serem válidos, deixa o requerente impreparado para uma legítima recepção dos mesmos. E, vice-versa, também um fiel católico não poderá receber a comunhão numa comunidade onde falte o sacramento da Ordem. 58 – Lembra que, jamais se deve esquecer a presença viva de Jesus*, quando se vai a ceia. Se a idéia do « banquete » inspira familiaridade, a Igreja nunca cedeu à tentação de banalizar esta « intimidade » com o seu Esposo, recordando-se que Ele é também o seu Senhor e que, embora « banquete », permanece sempre um banquete sacrificial, assinalado com o sangue derramado no Gólgota. O Banquete eucarístico é verdadeiramente banquete « sagrado », onde, na simplicidade dos sinais, se esconde o abismo da santidade de Deus. * Clara advertência aos que pretendem transformar aquele que é o Sacrifício da Cruz, por uma ceia festiva, alegre e cheia de abraços e beijos, como para lembrar a despedida de Cristo. Ora, acaso se poderá comemorar alguém que vai à pena de morte? Isso não seria sequer uma simples falta de caridade, mas sadismo puro. Ou seja: Missa, alegre ou não, é sempre um Sacrifício, e sacrifício não se comemora, mas se rememora. 59 – Reafirma a importância da arte sacra que, adorna os altares e inspira a piedade. Também as formas dos altares e dos sacrários se foram desenvolvendo no interior dos espaços litúrgicos, seguindo não só os motivos da imaginação criadora, mas também os ditames duma compreensão específica do Mistério. O mesmo se pode dizer da música sacra; basta pensar às inspiradas melodias gregorianas, aos numerosos e, freqüentemente, grandes autores que se afirmaram com os textos litúrgicos da Santa Missa. E não sobressai porventura uma enorme quantidade de produções artísticas, desde realizações de um bom artesanato até verdadeiras obras de arte, no âmbito dos objetos e dos paramentos utilizados na celebração eucarística? 60 – Exige, entretanto, que a arte sacra exprima o sentido da Eucaristia. Nesta perspectiva duma arte que em todos os seus elementos visa exprimir o sentido da Eucaristia segundo a doutrina da Igreja, é preciso prestar toda a atenção às normas que regulamentam a construção e o adorno dos edifícios sacros. A Igreja sempre deixou largo espaço criativo aos artistas, como a história o demonstra e como eu mesmo sublinhei na Carta aos Artistas; mas, a arte sacra deve caracterizar-se pela sua capacidade de exprimir adequadamente o mistério lido na plenitude de fé da Igreja e segundo as indicações pastorais oportunamente dadas pela competente autoridade. Isto vale tanto para as artes figurativas como para a música sacra. 61 – Exige que todas as inovações da arte passem antes pelo crivo da Santa Sé*. Mas é necessário que tão importante trabalho de adaptação seja realizado na consciência constante deste mistério inefável, com que cada geração é chamada a encontrar-se. O « tesouro » é demasiado grande e precioso para se correr o risco de o empobrecer ou prejudicar com experimentações ou práticas introduzidas sem uma cuidadosa verificação pelas competentes autoridades eclesiásticas. Além disso, a centralidade do mistério eucarístico requer que tal verificação seja feita em estreita relação com a Santa Sé. * Isso, certamente para coibir os abusos que se tem praticado, aceitando não só imagens de santos, de Jesus e Maria, completamente distorcidas, mas pior dos piores, aceitando junto aos sacrários os símbolos maçônicos e outros indicativos abomináveis. 62 – Denuncia o formalismo, que introduziu modificações impróprias ao rito litúrgico. Temos a lamentar, infelizmente, que, sobretudo a partir dos anos da reforma litúrgica pós-conciliar, por um ambíguo sentido de criatividade e adaptação, não faltaram abusos, que foram motivo de sofrimento para muitos. Uma certa reação contra o « formalismo » levou alguns, especialmente em determinadas regiões, a considerarem não obrigatórias as « formas » escolhidas pela grande tradição litúrgica da Igreja e do seu magistério e a introduzirem inovações não autorizadas*e muitas vezes completamente impróprias. * Entre estas inovações, já denunciamos isso em outras ocasiões, estão todos os tipos de Missas que não constam expressamente do Missal, como missa afro, missa crioula, missa gaúcha, missa por uma terra sem males e tantos outros títulos estranhos. O papa foi muito claro neste sentido, e deu recentemente um belo puxão de orelhas nos bispos que aceitam estas coisas em suas dioceses. Como ele disse, não se pode misturar simplesmente os sagrados preceitos da nossa fé, com o panteão das divindades africanas, como é o caso das missas de rito afro. Alias, elas são realmente coisas abomináveis! 63 – Chama ao dever de obediência, a todos os padres que descumprem a norma litúrgica. Por isso, sinto o dever de fazer um veemente apelo para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebração eucarística.(...) Atualmente também deveria ser redescoberta e valorizada a obediência às normas litúrgicas como reflexo e testemunho da Igreja, una e universal, que se torna presente em cada celebração da Eucaristia. O sacerdote, que celebra fielmente a Missa segundo as normas litúrgicas, e a comunidade, que às mesmas adere, demonstram de modo silencioso, mas expressivo o seu amor à Igreja. 64 – Alerta que proximamente a Sé emitirá um documento concreto sobre este assunto. Precisamente para reforçar este sentido profundo das normas litúrgicas, pedi aos dicastérios competentes da Cúria Romana que preparem, sobre este tema de grande importância, um documento específico, incluindo também referências de caráter jurídico. A ninguém é permitido aviltar este mistério que está confiado às nossas mãos: é demasiado grande para que alguém possa permitir-se de tratá-lo a seu livre arbítrio, não respeitando o seu caráter sagrado nem a sua dimensão universal. 65 – Ressalta a importância e o papel de Maria, na compreensão do mistério da Eucaristia. Se quisermos redescobrir em toda a sua riqueza a relação íntima entre a Igreja e a Eucaristia, não podemos esquecer Maria, Mãe e modelo da Igreja. Na carta apostólica Rosarium Virginis Mariæ, depois de indicar a Virgem Santíssima como Mestra na contemplação do rosto de Cristo, inseri também entre os mistérios da luz a instituição da Eucaristia. Com efeito, Maria pode guiar-nos para o Santíssimo Sacramento porque tem uma profunda ligação com ele. (...) Para além da sua participação no banquete eucarístico, pode-se delinear a relação de Maria com a Eucaristia indiretamente a partir da sua atitude interior. Maria é mulher « eucarística » na totalidade da sua vida. A Igreja, vendo em Maria o seu modelo, é chamada a imitá-La também na sua relação com este mistério. 66 – Diz que com a encarnação do Verbo em seu seio, Maria já praticava a Eucaristia. De certo modo, Maria praticou a sua fé eucarística ainda antes de ser instituída a Eucaristia, quando ofereceu o seu ventre virginal para a encarnação do Verbo de Deus. A Eucaristia, ao mesmo tempo em que evoca a paixão e a ressurreição, coloca-se no prolongamento da encarnação. E Maria, na anunciação, concebeu o Filho divino também na realidade física do corpo e do sangue, em certa medida antecipando n'Ela o que se realiza sacramentalmente em cada crente quando recebe, no sinal do pão e do vinho, o corpo e o sangue do Senhor. 67 – Faz uma analogia entre o Fiat de Maria*e o Amém dos que recebem a santa Eucaristia. Existe, pois, uma profunda analogia entre o fiat pronunciado por Maria, em resposta às palavras do Anjo, e o amém que cada fiel pronuncia quando recebe o corpo do Senhor.(...) E o olhar extasiado de Maria, quando contemplava o rosto de Cristo recém-nascido e O estreitava nos seus braços, não é porventura o modelo inatingível de amor a que se devem inspirar todas as nossas comunhões eucarísticas? * Bela analogia esta, que nunca a tinha ouvido. Significa dizer que, todo aquele que ao receber a Santa Eucaristia pronuncia a palavra “Amém”, está como que dizendo o mesmo “sim” ou “faça-se em mim”, conforme disse Nossa Senhora ao anjo Gabriel, aceitando assim o corpo de Jesus em seu seio. Mais uma tremenda responsabilidade! 68 – Afirma claramente que quem comunga o Corpo de Jesus, leva consigo também Maria. Viver o memorial da morte de Cristo na Eucaristia implica também receber continuamente este dom. Significa levar conosco – a exemplo de João – Aquela que sempre de novo nos é dada como Mãe. Significa ao mesmo tempo assumir o compromisso de nos conformarmos com Cristo, entrando na escola da Mãe e aceitando a sua companhia. Maria está presente, com a Igreja e como Mãe da Igreja, em cada uma das celebrações eucarísticas. Se Igreja e Eucaristia são um binômio indivisível, o mesmo é preciso afirmar do binômio Maria e Eucaristia. Por isso mesmo, desde a antiguidade é unânime nas Igrejas do Oriente e do Ocidente a recordação de Maria na celebração eucarística.(57) Se o Magnificat exprime a espiritualidade de Maria, nada melhor do que esta espiritualidade nos pode ajudar a viver o mistério eucarístico. Recebemos o dom da Eucaristia, para que a nossa vida, à semelhança da de Maria, seja toda ela um magnificat! 69 – Afirma que da Eucaristia, devemos extrair toda a força para sermos Igreja. Cada esforço de santidade, cada iniciativa para realizar a missão da Igreja, cada aplicação dos planos pastorais deve extrair a força de que necessita do mistério eucarístico e orientar-se para ele como o seu ponto culminante. Na Eucaristia, temos Jesus, o seu sacrifício redentor, a sua ressurreição, temos o dom do Espírito Santo, temos a adoração, a obediência e o amor ao Pai. Se transcurássemos a Eucaristia, como poderíamos dar remédio à nossa indigência? 70 – Afirma que na Eucaristia não há meio termo e deve ser vivida na integridade. O mistério eucarístico – sacrifício, presença, banquete – não permite reduções nem instrumentalizações; há de ser vivido na sua integridade, quer na celebração, quer no colóquio íntimo com Jesus acabado de receber na comunhão, quer no período da adoração eucarística fora da Missa. Então a Igreja fica solidamente edificada, e exprime-se o que ela é verdadeiramente: una, santa, católica e apostólica; povo, templo e família de Deus; corpo e esposa de Cristo, animada pelo Espírito Santo; sacramento universal de salvação e comunhão hierarquicamente organizada. 71 – Renova nosso empenho a buscar o ecumenismo* através da Eucaristia. O caminho que a Igreja percorre nestes primeiros anos do terceiro milênio é também caminho de renovado empenho ecumênico. (...) O tesouro eucarístico, que o Senhor pôs à nossa disposição, incita-nos para a meta que é a sua plena partilha com todos os irmãos, aos quais estamos unidos pelo mesmo Batismo. Mas para não desperdiçar esse tesouro, é preciso respeitar as exigências que derivam do fato de ele ser sacramento da comunhão na fé e na sucessão apostólica.(...) Dando à Eucaristia todo o realce que merece e procurando com todo o cuidado não atenuar nenhuma das suas dimensões ou exigências, damos provas de estar verdadeiramente conscientes da grandeza deste dom. A isto nos convida uma tradição ininterrupta desde os primeiros séculos, que mostra a comunidade cristã vigilante na defesa deste « tesouro ». Movida pelo amor, a Igreja preocupa-se em transmitir às sucessivas gerações cristãs a fé e a doutrina sobre o mistério eucarístico, sem perder qualquer fragmento. E não há perigo de exagerar no cuidado que lhe dedicamos, porque, « neste sacramento, se condensa todo o mistério da nossa salvação ». * Eis porque o Papa falou: todo ecumenismo que não vise apenas o retorno dos irmãos separados à verdade é falso. Não se pode mancomunar com a mentira, nem contemporizar com a falsidade. Ao final deste texto, o Papa lembra ainda o cuidado que devemos ter com as partículas que caem. Isso nos faz lamentar a quase completa abolição das patenas, na hora da distribuição da Eucaristia. 72 – Reafirma a força transformadora da Eucaristia que nos levará seguros á Nova Terra. Meus queridos irmãos e irmãs, vamos à escola dos Santos, grandes intérpretes da verdadeira piedade eucarística. Neles, a teologia da Eucaristia adquire todo o brilho duma vivência, « contagia-nos » e, por assim dizer, nos « abrasa ». Ponhamo-nos sobretudo à escuta de Maria Santíssima, porque n'Ela, como em mais ninguém, o mistério eucarístico aparece como o mistério da luz. Olhando-A, conhecemos a força transformadora que possui a Eucaristia. N'Ela, vemos o mundo renovado no amor. Contemplando-A elevada ao Céu em corpo e alma, vemos um pedaço do « novo céu » e da « nova terra » que se hão de abrir diante dos nossos olhos na segunda vinda de Cristo.(...) Nos sinais humildes do pão e do vinho transubstanciados no seu corpo e sangue, Cristo caminha conosco, como nossa força e nosso viático, e torna-nos testemunhas de esperança para todos. Se a razão experimenta os seus limites diante deste mistério, o coração iluminado pela graça do Espírito Santo intui bem como comportar-se, entranhando-se na adoração e num amor sem limites. E termina com estas palavras: Façamos nossos os sentimentos de S. Tomás de Aquino, máximo teólogo e ao mesmo tempo cantor apaixonado de Jesus eucarístico, e deixemos que o nosso espírito se abra também na esperança à contemplação da meta pela qual suspira o coração, sedento como é de alegria e de paz: « Bom Pastor, pão da verdade, tende de nós piedade, conservai-nos na unidade, extingui nossa orfandade, e conduzi-nos ao Pai. Aos mortais dando comida dais também o pão da vida: Que a família assim nutrida seja um dia reunida, aos convivas lá do Céu ». Dado em Roma, junto de S. Pedro, no dia 17 de Abril, Quinta-feira Santa, do ano 2003, vigésimo quinto do meu Pontificado e Ano do Rosário. IOANNES PAULUS II E assim, mais uma vez, palmas para nosso grande pastor e nauta. É difícil entender como ele está conseguindo produzir tão fabulosos documentos, em meio a tanta pressão e a tanta oposição. Com os três grandes últimos foi assim: Já ria o demônio achando que havia destruído a confissão... E veio a “Misericórdia Dei”! Depois, riam os inimigos de Maria e do Rosário... e veio a Maravilhosa Carta “Rosarium Virginis Mariae”! Agora, já os inimigos da Eucaristia consideravam que a trocariam numa volta “ecumênica”, por uma ceia qualquer, surge a perfeita Ecclesia de Eucharistia, colocando tudo nos eixos e pondo às claras a posição da verdadeira Igreja. Com isso, completa-se o triplo pilar sobre o qual se firma toda a nossa Igreja Católica: o Supremo Tesouro da Eucaristia, com Maria, depois da pureza e do estado de graça pela confissão. Isso é imutável! É inegociável! E podem rugir os adversários! Se eles quiserem nos tirar tudo isso, terão que assumir agora, letra a letra, ponto a ponta, por sua conta e risco e a sua loucura e o seu desvario, pois estarão assinando com o próprio sangue, sobre a tábua negra de suas almas. E mais! O que observamos neste documento maravilhoso, é antes de tudo o que eu chamaria de saúde espiritual de João Paulo II. Isso, de fato, faz tremer de ódio aos seus inimigos, que o desejam morto. Porque a Encíclica, em si, não precisa de explicação alguma. A única coisa tem sido levantada pelos leitores, mas até esta sem razão. É quanto a temas relativos aos casais separados, e quanto a comunhão de joelhos. Mas vejam que, sobre isso, está bem clara a disposição do Papa em formar uma comissão que elaborará um documento sobre estes temas polêmicos, para que tudo fique muito claro sobre a Eucaristia. De fato, se nós tivermos quaisquer dúvidas sobre aquilo que é o cerne de nossa Igreja, como iremos entender questões de menor importância? Na verdade, assim como Nossa Senhora tem sempre falado, a Sagrada Eucaristia sempre estará presente nos últimos acontecimentos. Nossos livros têm anunciado isso e o “Eclipse do Sol” – Sol da Eucaristia – traz todos os indicativos de uma verdadeira batalha, dois lados em luta titânica. De um lado as trevas querendo sufoca-la, de outro os céus em defesa deste tão maravilhoso tesouro. Ela é o fiel da balança. Quanto mais Eucaristia na terra, menos mal presente. Quanto menos Eucaristia, mais sombras e trevas. Por hora vencem as trevas e assim será por um tempo. No final, porém, ela vencerá, porque acontecerá certamente o grande triunfo de Maria, pelo triunfo da Eucaristia. O que João Paulo II faz, com este monumental documento, é dizer aos adversários da Eucaristia que nada mudou, porque a Eucaristia é eterna. A Eucaristia é e será sempre o Sacrifício da Nova e da Eterna Aliança de Deus com os homens. E quem tiver a ousadia de tentar destruir este tesouro, estará cometendo a abominação desoladora, predita por Daniel. Ai de quem fizer isso! Não há, pois, ecumenismo que a possa substituir, nem há negociação mediante a qual ela seja dada em troca, pois seria colocar o homem acima do próprio Deus. Com isso fica claro que os ritos continuam os mesmos, e que o Missal deve ser cumprido à risca. Não há, então, inovações nesta área. Quem, assim, depois destas advertências claras de nosso pastor maior, se atrever a mudar a celebração da Santa Missa, utilizando formas e fórmulas que não as aprovadas pela Igreja, estará cometendo falta grave e estará sendo criador de heresia e é passível de excomunhão se agir com contumácia. Enfim, aguardemos com paciência as explicações sobre as polêmicas, mas enquanto isso, que todos apreendamos a amar este Supremo Tesouro da humanidade. No dia em que as igrejas separadas conseguirem entender o que significa a Eucaristia, no dia em que os próprios católicos, que não a amam de fato, perceberem o que perderam com isso, não haverá rios na conta suficiente para canalizar as lágrimas que todos eles chorarão por não A haverem amado, nem mesmo minimamente. Sim, A Eucaristia vencerá! Maria triunfará, pelo triunfo da Eucaristia! E o mundo finalmente e só então, caminhará em paz! Porque um dia, com certeza absoluta: A Eucaristia será reconhecida por todos como o Pão da Vida! E Maria será chamada de Mãe, por todos os povos! Fonte: Recados do Aarão |
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