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Setembro 2006
Eu respondo com só palavra, direta e
seca: Inferno! Os homens que agem assim, sob o comando direto e visível
de satanás – nas assembléias de seus antros negros – são sempre
pessoas muito inteligentes, que conhecem bem a doutrina católica, não
para segui-la, e sim para combatê-la livre e tenazmente! Por puro ódio
e sem motivo a Deus! Existem pessoas destacadas pelo mal, para ler
tudo o que se escreve a respeito da Igreja, do Papa, de Roma... São
pessoas de horripilante malignidade. É gente assim que o inferno
escolheu para combater e tentar destruir o Sacrifício da Nova e
Eterna Aliança: A santa Missa!
Ela, com o Sacramento santo da Eucaristia
é a maior força do povo católico e com certeza o Poder que mantém
a vida na terra. Sem ela, os demônios nos trucidariam em poucos
instantes. A Eucaristia é o centro da Nossa Igreja e o maior Mistério
da nossa fé. Assim, se for possível a alguém destruir o âmago
deste Mistério, terá podido destruir toda a Igreja, isso é certo!
Então, o Concílio com sua Missa Nova, foi este “momento” do
inferno, onde eles conseguiram substituir o Rito antigo e eficaz, por
um outro – também ele eficaz
na essência – mas que pudesse ser distorcido, escamoteado, e feito
inútil.
O cerne imutável da Missa está na
Consagração, e acontece no momento em que o sacerdote eleva e pão e
o vinho e pronuncia as palavras corretas: Isto
é Meu Corpo... Isto é, Meu Sangue, conforme Jesus nos ensinou, e
mandou que assim o fizéssemos em Memória de Sua Paixão redentora.
Somente quando estas Palavras são pronunciadas corretamente é que
acontece o Grande Mistério, fora
disso não. Já citei o exemplo da eficácia, usando a lenda ou fábula
de “Ali Babá”. Quem leu esta historinha infantil, sabe que a
palavra mágica que abria a caverna cheia de ouro dos ladrões era: abre-te
Césamo, e não outra!
Ora, num extremo infinito oposto, e de
bem, somente quando o sacerdote age como Jesus disse e ordenou,
acontece a Transubstanciação e o grande Milagre da nossa fé, e de
outra forma não. Mas em muitos lugares já se tentou fórmulas aleatórias
como: Este
pão, todos vós, é
meu corpo!... E
ainda: Este
cálice é a aliança
no Meu Sangue, derramado por todos vós para reconciliação no amor.
Ou seja: o povo é que pretendem ver consagrado em lugar do pão, e o
Sangue de Cristo não é mais derramado para
a remissão dos pecados e sim para uma fantasiosa e pretensa “reconciliação
no amor”. Como soa bonito, até os inteligentes caem nestas
ardilosas palavras! E como é óbvio, o
Milagre não acontece.
Vejamos agora outros problemas da santa
Missa, a nova. Na realidade, desde os séculos e através deles,
diversos ritos foram praticados na Igreja para celebração do santo
Sacrifício, todos válidos. Mas no início do Século passado, com o
grande Papa Pio V, foi aconselhado aos fiéis participarem da santa
Missa, acompanhando as leituras do Missal. Na realidade a Igreja
verdadeira e santa considera, desde sempre, que existe um núcleo
central da liturgia, que é de origem divina, e este é imutável.
Como as línguas dos países mudam constante e diariamente com gírias
e palavras novas, ficou estabelecido o latim, por ser uma língua
morta, que em nenhum país hoje se fala. Desta forma não se poderá
alterar o rito, nem deturpar as palavras da parte central e essencial,
pois divina. Há sim, uma parte humana neste rito, que pode
ser alterada, mas sem prejuízo da essência, que se firma nas
palavras de Jesus.
Como foi possível observar, nos outros
trabalhos neste sentido, os textos do Concílio declaram isso, e
consideram que existem estas duas partes. Mas o ardil está em que, ao
invés de se fixar no texto do
imutável, eterno, defini-lo e perenizá-lo, o ardiloso artífice
deste texto deixou claro que as partes
móveis não somente podem,
como DEVEM, ser mudadas.
Ora isso deixa aberto um rasgo monumental para todo tipo de profanação,
não somente em parte, como para a criação de “missas”
diferentes, regionalistas, todas elas devidamente já proibidas pelo
Papa. Missa crioula! Missa dos sem terra! Etc!... E isso vira bagunça!
E virou em muitos lugares! Sim, por ostensiva desobediência ao santo
Padre.
De fato, muitos pensam que a
santa Missa é um show. Que é um espetáculo como de circo, e até já
se pode ver em alguns lugares padres e acólitos vestidos de palhaço
ao invés de estar dignamente paramentados. E show inclui música,
aparato, especialmente em alguns dos “ofertórios”, onde todo tipo
de produto estranho entra na cerimônia. Outros acham que a Missa é a
celebração da vida, que deve ser algo alegre, expansivo, cheio de
danças e de abraços efusivos, tornando-a um espetáculo deprimente
aos que humildemente ainda a vivem como o Mistério, e mais que com
isso a tornam abominável diante de Deus. De fato, quem faz da Missa
um show, dança pelo apito do maligno. Em verdade, se algum fruto, uma
graça acontecer numa Missa destas, é apenas devido ao amor desta
pessoa a Deus, jamais pela Missa
Antes de continuar, deixemos algumas
coisas bem claras: 1 – Quem celebra a santa Missa é sempre o Próprio
Jesus, e o sacerdote tem realmente seu corpo tomado por Ele. 2 – A
Missa é a rememoração incruenta – sem derramar Sangue – do
Sacrifício de Cristo na Cruz, e ali, misteriosamente, ocorre todo o
Calvário: o Sangue do Getsêmani, a prisão e o beijo traidor, a
tortura cruel da madrugada de Sexta e a flagelação, a condenação,
o corpo retalhado, os escarros, a crucificação e a morte. 3 –
Jesus nela Se oferece, de
frente, ao Pai, como de fato Ele o É: a ÚNICA vítima expiatória
perfeita, e é aceito. Este se torna assim o Sacrifício
de agradável odor, o único que aplaca a Ira santa do Pai. 4 –
A Igreja presente, o povo, não é parte do sacrifício em si, mas sim
o alvo dele. Mas dele participa! Não como oferenda, mas com a compunção
interior mergulhada neste mistério, no Sacrifício que o redimiu da
morte pelo pecado. 5 – Não é preciso que o povo entenda as
palavras em latim, porque o sacrifício é erguido para Deus, que O
entende, com certeza.
Quando o demônio modernista, na sede de
mudanças, percebeu que a Missa antiga era realmente um Sacrifício
Eterno de valor de remissão
infinito, tratou de deturpar
sua essência. Algumas coisas foram gravemente mudadas: 1 – Fez
descrer ou minimizou a participação de Jesus O Sacerdote,
enaltecendo a figura humana do padre “show man”! 2 – Partindo daí
criou a abominável heresia, da tal “comunidade celebrante”: O
povo celebra “a partilha do
abraço e do pão” – que heresia – e se oferece a si a Deus,
e não mais Jesus ao Pai, como é devido e obrigado! 3 – Por isso, o
sacerdote celebrara de frente para o povo e dá as costas para seu
Deus, pois importa “teologicamente” é valorizar a comunidade. 4
– Mudaram os textos para a língua local – vernáculo – para que
o povo pudesse entender o Mistério,
como se isso fosse possível. Nem os sacerdotes entendem, pois a
maioria deles já nem sequer acredita mais neste Mistério extraordinário!
Se acredita, não o vive!
Em síntese, o crime maior que se cometeu
contra a santa Missa, foi tirar dela o véu do Mistério, do Divino,
do Sagrado. Cada passo destes acima contribuiu com parte. Também a
comunhão na mão – embora válida – muito contribuiu para isso
> tirou o efeito divino, pois todos
podiam tocar, antes não, só o padre! Também – embora ambos válidos
– os ministros da comunhão > pois é o
sacerdote quem É Cristo! Ele Quem
Se doava em alimento, entendem? O ministro não é Jesus que está
na pessoa do padre! Assim, não somente os leigos, mas até mesmo os
padres, vendo o racional tomar conta do rito, fizeram minimizar os
efeitos prodigiosos que a Missa causava, acabando por nem mais
acreditarem na Presença Real de Jesus na Eucaristia. E partindo daí,
veio o caos!
Seguindo: nas leituras e no Evangelho está
nosso alimento da Palavra, e isso sempre – também na Missa Antiga
– foi lido no idioma local. Mas o Padre é quem lia! Ele sendo o ali
o Próprio Jesus. Ele a quem a Igreja e Deus constituíram como
autoridade para tanto, para proclamar
e falar ao povo com autoridade. Que fazem hoje: até crianças e
outros despreparados vão ás leituras! Sem ponto, sem vírgula, sem
entonação de voz, com graves erros de dicção e leitura, sem
qualquer autoridade. Para encantamento da mamãe coruja. E assim, a
palavra não é entendida, nem aproveitada. Se o Espírito não atua
no leitor, não atuará também no ouvinte, Ele Quem faz a ponte!
Porque se Jesus – no sacerdote – lesse estas passagens, o faria
como o Próprio fez, há dois milênios atrás. Além disso,
cortaram-se partes importantes das leituras, e se encurtou demais os
textos, em nome da pressa, e do agradar ao homem.
Depois da leitura mal feita da Palavra,
segue-se a homilia. Nos Evangelhos está dito que o povo judeu
percebia que Jesus falava com
autoridade. Isso é muito mais importante do que se possa
imaginar. Realmente tanto quem proclama a Palavra, quanto quem a
explica, deve antes de mais nada, ser perfeito exemplo de vida cristã.
Quando o sacerdote é santo, é um homem íntegro, um homem de fé e
de profunda oração, recebe
poder para falar. Ele domina a assembléia com a força do Espírito
Santo – na a sua – e pode falar duramente como de fato todo
sacerdote deve falar, sem
que isso exacerbe os ânimos do público. Mas se ele não é este
homem exemplar vive sempre “pisando em ovos” e terá que fazer mil
floreios ao dizer as verdades a fim de não ofender a ninguém. Isso
acontece hoje com a absoluta maioria dos padres. Perderam sua
autoridade, pois se fizeram comuns!
E está exatamente aqui um
dos problemas mais sérios da Missa atual. É que à medida que os
padres não acreditaram mais na Eucaristia, começaram a fraquejar e a
cair cada vez mais
De fato, quando o sacerdote é santo e de
conduta cidadã ilibada, pode gritar fortemente do
alto do púlpito, como Jesus dizia: Raça
de víboras! Sepulcros caiados! E as pessoas irão baixar a cabeça,
pois se obrigam a vestir a carapuça. E irão para casa, cabisbaixos e
meditativos! Para mudarem sua vida. Então ele falará em Confissão,
em pecados, em Sacramentos, em santidade de vida, em oração do Rosário
e
Vamos adiante: Além disso, a santa Missa
de sempre, trazia uma seqüência enorme de atos profundos, de amor e
adoração, todos de salutar efeito, que haviam sido incorporados nela
pelos padres através dos séculos. Começava com a cerimônia do
“asperges”, que proibia os demônios de adentrarem na Igreja.
Depois seguia com uma série enorme de persignações durante todo o
Rito, que terminava com as orações pela Igreja, pelos governantes e
o mundo, e o exorcismo de São Miguel, conforme instrução do Papa Leão
XXIII. E muitos autores e padres católicos, efetivamente consideram
hoje que o descaminho da Igreja teve início, exatamente quando se
acabou com as “orações miquelinas”, ao que parece em 1967. Foi
este o primeiro passo cego rumo ao abismo! Quando sem explicação
expulsaram São Miguel Arcanjo dos templos católicos!
Outra coisa: não se cantavam então
cantos profanos como hoje – alguns até cânticos heréticos, todos
aqueles que falam em libertação física, em fraternidade sem o Amor,
em caridade sem compromisso de fé – mas apenas canto gregoriano, e
cantos indulgenciados. Então os instrumentos oficiais eram: o órgão
– que evoca o som universal – e o singelo harmônio, por ambos
darem um sentido de misterioso e de angelical enlevamento. Quem nunca
assistiu uma Missa de Pio V, não é capaz de avaliar a brutal diferença
que há entre ambas. Só um órgão, trocado por um violão,
transformaria já todo o clima da Missa nova. Quem tem coragem de
voltar atrás? De expulsar dos templos os abomináveis atabaques!
Ora, para nossa desgraça, com o Novo
Ordo foi substituído tudo isso. Deixaram-se de lado os instrumentos
sagrados e introduziram-se as barulhentas guitarras – para atrair a
juventude, ó mentira, onde estão eles? – e violões, e batuques, e
pandeiros e tambores de rufar batalhas... no inferno, transformando
algumas Missas realmente num verdadeiro pandemônio. Impossível de se
concentrar, e até mesmo no momento da santa Comunhão, quando deveria
imperar profundo silêncio e adoração, os berros dos cantores e
guitarras, e os cantos profanos – até heréticos: libertação? –
dispersam a alma dos comungantes, e é como se quisessem expulsar dela
ao próprio Deus, arrancando-O dali à força. Quem quer show musical,
que vá a um concerto! A uma esbórnia roqueira, nunca à santa Missa!
Quem dança diante do sacrário – e da Cruz – se torna outra filha
de Herodíades, a que pediu a cabeça de João Batista por prêmio!
Que prêmio terão estes? A cabeça de Jesus?
Mais uma triste constatação: Sentava-se
muito pouco na Missa antiga – só durante a homilia – até porque
Maria e João estavam de pé, diante da Cruz. E Missa é Cruz, é um
sacrifício, e é um sacrificar-se, não um show de agito! É ficar de
joelhos! Na Missa deve acontecer outro Calvário: Jesus subiu de pé,
e esteve muitas vezes de joelhos! E quem quiser acompanhá-lo, deve
pegar sua Cruz e O seguir montanha acima, não sentar. E muitas vezes
Jesus caiu, não somente três, mas muitas vezes. Por isso na santa
Missa Antiga havia tantas genuflexões profundas, simbolizando a adoração
e os rebaixamentos sofridos por Jesus no doloroso Calvário. Que se
faz hoje? Até na hora sublime da Consagração, querem nos tirar o
direito de ajoelhar e adorar! De pedir perdão! Tudo em nome da ceia
dos protestantes, que – orgulhosos – não se vergam diante de
Deus!
De fato, é um verdadeiro sacrilégio
diante do Deus Altíssimo, o fato de querer mudar o sentido
Sacrifical da Missa, por uma simples comemoração festiva de
ceia. Isso na realidade repugna a Deus, primeiro porque ninguém em sã
consciência pode festejar uma despedida para a Cruz, como o foi a
santa Ceia. E foi ali mesmo, naquela mesa, que Ele pronunciou a
palavras que proibiriam qualquer pessoa portadora de razão de dizer o
contrário: Minha
alma está triste até a morte!
Se Jesus estava triste, como festejar
num momento destes? Diante de uma Cruz e um Crucificado! Eis que hoje
querem tirar a imagem Jesus dos crucifixos só porque Ele os acusa
pelo escárnio de suas “Missas”.
Quero dizer: mesmo
que a santa Missa não fosse o Sacrifício que é, ainda
assim é blasfêmia querer comemorar festiva e alegremente a ceia,
pois é o mesmo que festejar a
morte de Jesus. É antes alegrar-se com ela, quando nós deveríamos
é lamentar, cheios de profunda culpa e compunção interior. Pois
quem festeja a morte de Jesus, age como os fariseus e saduceus e os
sumo sacerdotes assassinos! Como o fazem os protestantes que negam o
Mistério da Missa! Negam o Sacrifício expiador e redentor! Negam o Pão
da Vida Eterna. Negam a Presença Real! Negam o Alimento Eterno! Negam
até a Deus!
Sim, porque se naquela mesa da Ceia –
Jesus e seus 12 apóstolos – houve o primeiro momento Misterioso e
divino da Transubstanciação, e houve a primeira comunhão do Corpo e
do Sangue de Cristo pelos apóstolos, também houve
a traição. E querer alterar a santa Missa de tal forma que se
expulsa e excelso Celebrante, que se transfere ao povo o poder da
celebração, que se oferece Deus ao povo – é
ser outros Judas. É fazer o mesmo que antes fizeram os fariseus e
outros insensatos ao gritarem furiosos: solte
Barrabás, morte ao Cristo! É antes gritar novamente vociferando:
crucifica-O!
Porque, sim, isso tudo O faz crucificar novamente, com tais atos
nefandos! E assim milhares de vezes ao dia!
Na realidade foi, ali, com Judas, o
primeiro grande sacrílego, que nasceu a igreja de satanás. A igreja
dos renegados! A sinagoga dos traidores! O conluio satânico daqueles
que abandaram a Jesus em nome do gosto de sua doutrina humana e malsã.
A falsa igreja daqueles que ao invés de rememorarem o doloroso e
santo Sacrifício da Cruz, querem comemorar festivamente, diante de
quem morre numa Cruz. Com uma vil e reles ceia! Abominável ceia! Como
todos aqueles abraços, e palmas diante do Rei, sem a licença e na
realidade em agravo a Ele. Eis que, se comemoramos radiantes diante da
Cruz, não tenham dúvidas de que todo aquele efeito divino acabará
por se dissipar. E a Missa então embora válida, por ilícita passa a
ser a “abominável
desolação” predita por Daniel.
Eis que, se nós eliminamos da santa
Missa o sentido de Sacrifício, tiramos dela o véu do seu profundo
Mistério. Se nós tiramos dela o Mistério, então ela se torna coisa
comum, e sem valor! E se é sem valor, é também ineficaz! E torná-la
uma simples ceia, isso é abominação pura.
Ora, se eu posso ir comemorar a ceia de Jesus num bar de
esquina, regado a cerveja, por qual motivo eu precisaria ir a uma
Igreja e na Missa? Tolice ir lá, se é para isso? Vinho toma-se na
cantina! Bobagem igual ir lá para escutar cânticos sacros – alguns
nem tanto – se posso ficar na bodega numa roda de samba ou de
pagode, com violão e pandeiro? Deus não estará ali também? Pois eu
lhes digo: melhor seria para eles, ir numa roda de pagode, que ir à
Missa neste sentimento. Lá sim, também cometeriam pecado grave, mas
aqui cometem o sacrilégio, que é pecado duplamente qualificado!
Vamos assim, e definitivamente, deixar
bem claro: Tanto na Missa antiga, em latim, como na santa Missa atual,
em língua vernácula – ambas
válidas e eficazes – nós estamos diante de uma cruel e pavorosa
crucificação. Tudo aquilo, pois, que você não
faria diante de uma pessoa que está sendo pregada numa Cruz, e
sendo erguida entre o céu e a
terra, e misticamente morrendo mais uma vez por nossos pecados, não
pode fazer também numa santa Missa. Quando você participa dela, com
violões, batuques, guitarras e pandeiros, está fazendo a mesma coisa
que aqueles que um dia gritaram: crucifica-O!
Crucifica-O! Os instrumentos falam isso! Servem para tortura e não
louvor! Neste caso, você passa de simples expectador a verdadeiro
algoz! Mas quem explica isso ao povo, em sua maioria nada mais que
mero espectador? Quantos vivem hoje à Missa em verdadeira compunção
interior? Quantos participam dela em estado de graça?
A santa Missa, é a mais sublime
manifestação do Eterno em nosso meio. E por ser um Sacrifício santo
– embora incruento – é também uma cerimônia essencialmente
triste. Toda a alegria que dela extraímos, deve ser
interior, e baseada em três elementos chave: Primeiro na certeza
do perdão de Deus, que se confirma no momento do Glória. Segundo na
certeza da Ressurreição, que se confirma pela vitória de Cristo
sobre a morte, e que torna viva nossa fé. Terceiro na certeza da
Salvação Eterna, para todos aqueles que se alimentam dignamente de
Seu Corpo e de Seu Sangue Preciosíssimo. Mas isso não é alegria que
se extravasa exteriormente com palmas, apertos de mão e abraços, e
sim com a sublime entonação da alma, que canta então interiormente,
um hino de amor a Deus.
E mais: A santa Missa, não deve ser
apenas assistida, que isso foi feito no Calvário por muitas pessoas
que não estavam nem aí para aquilo! Afinal muitos eram os
crucificados naquele tempo. A santa Missa – no rito antigo ou novo
– deve ser participada e
vivida, tal como o fez Maria Santíssima, com o apóstolo João e as
outras Maria. Como as mulheres que choravam, e como Verônica, e como
Simão o Cirineu, que participaram ativamente, em ajuda na Cruz. Física
e espiritualmente! Porque o simples espectador não assume compromisso
de vida, e vai ao banquete eterno como um mero comensal oportunista. E
hoje acredito que mais de 90% dos católicos vai à Eucaristia assim!
Só quem ativamente vive e participa dela com amor é tornado digno de
se alimentar na alma, com vistas ao eterno. Aos primeiros o sacrilégio
e a morte, aos segundos a Vida Plena, conforme a promissão. Ai de
quem se alimentar indignamente, diz são Paulo!!
E não imaginem que estou sendo
exagerado, pois sinto isso em minha alma. E tanto sinto que o fato de
entender esta parcelinha de tão assombroso Mistério, me faz antever
as penas que me aguardam na eternidade, por ter sido, em milhares de
santas Missas, nada mais que um simples espectador apressado. Louco
para sair dali o mais depressa possível, pois me esperava o
divertimento. E quantas vezes eu fui lá por obrigação, ou por mera
rotina? Porque a mãe mandava. Porque os outros iam! Pouco pude viver
e entender da Missa antiga, mas certamente que a sentia – mesmo
criança – com mais respeito. Ela se impunha pelo efeito, por que a
mudaram? Para introduzir em seu lugar a abominação
da desolação. Não a Missa nova não está errada! Errada
está sendo a sua aplicação!
Mais: a Nova Missa não é ainda a final abominação
desoladora de que falou Daniel, é apenas o começo dela. É na
realidade a base! A abominação maior virá quando a maioria dos sacrários
da terra for posto abaixo, sendo substituídos por forninhos aquecidos
para manter comes e bebes. Destes de bar! Quando as pessoas trouxerem
de casa, cada uma seu prato, para a confraternização – a ceia –
que virá em lugar da comunhão. Não mais Pão da Vida, nem Sangue
Redentor, mas comida comum ao gosto, carne, bolinhos, doces, que uns
escolherão, outros detestarão. E dirão que aquela esbórnia é uma
“missa”, que substituirá a antiga, entre beijos e abraços éticos,
sorrisos morféticos e fingidos, desde que ecologicamente corretos. Ético
isso? Só se para o demônio, e seu “pão
com ki suco”.
A destruição da Igreja veio pela
banalização da santa Missa. Pela banalização do Grande Mistério
da Eucaristia. E este foi o maior desastre já havido na história da
Igreja, porque levou para fora dela, se calcula mais de 100 mil
sacerdotes, que, em todo mundo, abandonaram o ministério. Trocaram,
eles também, o divino e eterno, pelo que é apenas humano, e finito.
E isso não foi somente um desastre para a Igreja: foi uma verdadeira
hecatombe! Uma catástrofe sem precedentes, que igual nunca mais haverá
outra! Seus reflexos seguem hoje, e ainda continuarão por algum tempo
até que Deus intervenha!
Felizmente existem ainda muitos
sacerdotes santos, e que acreditam na presença real de Jesus na
Eucaristia, que celebram santamente, e a estes está reservada a coroa
da Glória. Eles farão milagres estupendos no tempo das trevas, coisa
que será negada aos relapsos, que não mais amam ao Amor. Só dizem
isso da boca para fora! Padre que não acredita na Eucaristia, não
pode dizer que ama a Jesus, jamais que O serve. E se nós dependêssemos
do amor destes, já não existiríamos mais. A Sagrada Eucaristia
estará presente até o fim, nos últimos e grandes acontecimentos
desta velha terra que se esvai.
Nunca a destruirão as forças do mal,
porque Deus a preservará nas famílias católicas, nas famílias do
Rosário, nas famílias da verdadeira Igreja: a Igreja da manjedoura!
Restará só a Igreja, da Eucaristia, não a da ceia! E restará uma
verdadeira Igreja, simples e santa, e pequena. De pés descalços, ou
simples sandálias! De um cajado e sem bornal! De um manto só, e da
manjedoura! Porque aquela outra, dos templos e das catedrais, e dos
santuários gigantescos não deu certo! Em breve tudo isso será
trocado por um berço de palhas, num novo nascimento! E desta vez, será
para sempre!
Nós aguardamos o embate final entre os
dois exércitos maiores. As trevas infernais contra a Eucaristia, Deus
por ela. Por hora tudo parece ir de mal a pior, com igrejas despidas,
com sacrários abaixo, com templos católicos mudados em espaços
protestantes. E quando os comensais do falso ecumenismo estiverem se
confraternizando e trocando
presentes entre si (Ap 11, 10) – como mostrei o caso do forninho
acima – subitamente o sopro de Deus os destruirá. Então virá um
astro em fúria ardente, como um raio vindo do infinito, e com fragor
e estrondo, porá abaixo esta ceia abominável, ela e seus criadores,
nada mais que inimigos do Deus Vivo. Então Maria vencerá, pelo
triunfo da Eucaristia!
Só quem se alimentar dignamente da
Eucaristia, até o fim, passará pelo teste do astro! E se errei em
algo neste texto, peço perdão. Mas somente me poderão criticar
aqueles que colocaram em prática as últimas cartas e documentos do
santo Padre sobre a Eucaristia: Estes: a Ecclésia de Eucharistia >
a Mane Nobiscum Domine > a Instrução
Redemptionis Sacramentum. Se postas em prática estas, não se
precisaria da volta da Missa de Pio V.
O assombroso declínio nas vocações
sacerdotais, e a fuga de milhares de padres, coisa nunca antes vista,
contam a favor de quem desconfia que o Concílio, na verdade foi o
começo do caos na Igreja. Depois que se deixou de perseguir e de
excomungar a quem o critica, a verdade começou a aparecer. Rezemos
para que o Papa Bento XVI consiga ir até o fim, na missão a que se
propôs: voltar às origens! Desfazer o mal! Expulsar os maus! Se Ele
não conseguir, Deus o fará com certeza! Arnaldo!
Fonte: Recados do Aarão |
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