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04/07/2007
O SANTO
SACRIFÍCIO
http://www.quadrante.com.br/Pages/servicos02.asp?id=96&categoria=Doutrina&tubcategoria=
Por Edward Saint-Omer
Baseado na doutrina de Santo Afonso Maria de Ligório, doutor da
Igreja, o autor, também ele já clássico, nos oferece uma exposição
bastante clara e objetiva do que é a Santa Missa e das suas quatro
finalidades: na Missa, os fiéis louvam a Deus, agradecem-lhe,
pedem-lhe perdão pelos seu pecados e também as graças de que
necessitam.
A GRANDEZA DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA
I. É Jesus Cristo a vítima oferecida na Santa Missa
O Concílio de Trento (Sess. 22) diz da Santa Missa: “Devemos
reconhecer que nenhum outro ato pode ser praticado pelos fiéis que
seja tão santo como a celebração deste imenso mistério”. O próprio
Deus todo-poderoso não pode fazer que exista uma ação mais sublime
e santa do que o santo sacrifício da Missa. Este sacrifício de
nossos altares sobrepassa imensamente todos os sacrifícios do Antigo
Testamento, pois não são mais bois e cordeiros que são
sacrificados, mas é o próprio Filho de Deus que se oferece em sacrifício.
“O judeu tinha o animal para o sacrifício, o cristão tem
Cristo”, escreve o venerável Pedro de Clugny; “seu sacrifício é,
pois, tanto mais precioso, quanto mais acima de todos os sacrifícios
dos judeus está Jesus Cristo”. E acrescenta que, “para os servos
(isto é, para os judeus, no Antigo Testamento), não convinham outros
animais senão aqueles que eram destinados ao serviço do homem; para
os amigos e filhos foi Jesus Cristo reservado como cordeiro que nos
livra do pecado e da morte eterna” (Ep. cont. Petrobr.). Tem,
portanto, razão São Lourenço Justiniano, dizendo que não há
sacrifício maior, mais portentoso e mais agradável a Deus do que o
santo sacrifício da Missa (cfr. Sermo de Euch.).
S. João Crisóstomo diz que durante a Santa Missa o altar está
circundado de anjos que aí se reúnem para adorar a Jesus Cristo que,
nesse sacrifício sublime, é oferecido ao Pai celeste (De sac., 1,
6). Que cristão poderá duvidar, escreve S. Gregório (Dial.
4, c. 58), que os céus se abram à voz do sacerdote, durante esse
Santo Sacrifício, e que coros de anjos assistam a esse sublime mistério
de Jesus Cristo. S. Agostinho chega até a dizer que os anjos se
colocam ao lado do sacerdote para servi-lo como ajudantes.
II. Na Santa Missa é Jesus Cristo o oferente principal
O Concílio de Trento (Sess. 22, c. 2) ensina-nos também que neste
sacrifício do Corpo e Sangue de Jesus Cristo é o próprio Salvador
que oferece em primeiro lugar esse sacrifício, mas que o faz pelas mãos
do sacerdote que escolheu para seu ministro e representante. Já antes
dissera São Cipriano: “O sacerdote exerce realmente o ofício de
Jesus Cristo” (Ep. 62). Por isso o sacerdote diz, na elevação:
"Isto é o meu corpo; este é o cálice de meu sangue".
Belarmino (De Euch., 1. 6, c. 4) escreve que o santo sacrifício
da missa é oferecido por Jesus Cristo, pela Igreja e pelo sacerdote;
não, porém, do mesmo modo por todos: Jesus Cristo oferece como o
sacerdote principal, ou como o oferente próprio, contudo, por intermédio
de um homem, que é, no mesmo tempo sacerdote e ministro de Cristo; a
Igreja não oferece como sacerdotisa, por meio de seu ministro, mas
como povo, por intermédio do sacerdote; o sacerdote, finalmente,
oferece como ministro de Jesus Cristo e como medianeiro ele todo o
povo.
Jesus Cristo, contudo, é sempre o sacerdote principal na Santa Missa,
onde ele se oferece continuamente e sob as espécies de pão e de
vinho por intermédio dos sacerdotes, seus ministros, que representam
a sua Pessoa quando celebram os santos mistérios. Por isso diz o
quarto Concílio de Latrão (Cap. Firmatur, de sum. Trinit.)
que Jesus Cristo é ao mesmo tempo o sacerdote e o sacrifício. De
fato, convém à dignidade deste sacrifício que ele não seja
oferecido, em primeiro lugar, por homens pecadores, mas por um sumo
sacerdote que não esteja sujeito ao pecado, mas que seja santo,
inocente, imaculado, separado dos pecadores e mais elevado que os céus
(Heb 7, 26).
III. A Santa Missa é uma representação e renovação do sacrifício
da cruz
Segundo São Tomás (Off. Ss. Sac., I. 4), o Salvador nos
deixou o Santíssimo Sacramento para conservar viva entre nós a
lembrança dos bens que nos adquiriu e do amor que nos testemunhou com
sua morte. Por isso o mesmo Doutor chama a Sagrada Eucaristia “um
manancial perene da paixão”.
Ao assistires, pois, à Santa Missa, alma cristã, pondera que a hóstia
que o sacerdote oferece é o próprio Salvador que por ti sacrificou o
seu sangue e a sua vida. Entretanto, a Santa Missa não é somente uma
representação do sacrifício da cruz, mas também uma renovação do
mesmo, porque em ambos é o mesmo sacerdote e a mesma vítima, a
saber, o Filho de Deus Humanado. Só no modo de oferecer há uma
diferença: o sacrifício da cruz foi oferecido com derramamento de
sangue; o sacrifício da missa é incruento; na cruz, Jesus morreu
realmente; aqui, morre só misticamente (Conc. Trid., Sess. 22, c. 2).
Imagina, durante a Santa Missa, que estás no monte Calvário, para
ofereceres a Deus o sangue e a vida de seu adorável Filho, e, ao
receberes a Santa Comunhão, imagina beberes seu precioso sangue das
chagas do Salvador. Pondera também que
em cada Missa
se renova a obra da Redenção, de maneira que, se Jesus Cristo não
tivesse morrido na cruz, o mundo receberia, com a celebração de uma
só Missa, os mesmos benefícios que a morte do Salvador lhe trouxe.
Cada Missa celebrada encerra em si todos os grandes bens que a morte
na cruz nos trouxe, diz São Tomás (In Jo 6, lect. 6). Pelo
sacrifício do altar nos é aplicado o sacrifício da cruz. A paixão
de Jesus Cristo nos habilitou à Redenção; a Santa Missa nos faz
entrar na posse dela e comunica-nos os merecimentos de Jesus Cristo.
IV. A Santa Missa é o maior presente de Deus
Na Santa Missa, o próprio Jesus Cristo dá-se a nós. É uma verdade
de fé que o Verbo Encarnado se obrigou a obedecer ao sacerdote,
quando este pronuncia as palavras da consagração e a vir às suas mãos
sob as espécies do pão e do vinho. Fica-se estupefato por Deus ter
obedecido outrora a Josué e mandado ao sol que parasse, quando ele
disse: Sol, não te movas de Gabaon, e tu, ó lira, do vale de
Ajalon (Jos 10, 12). Entretanto, muito mais admirável é que Deus
mesmo desce ao altar ou a qualquer outro lugar a que o Padre o chama
com umas poucas palavras, e isso tantas vezes quantas é chamado pelo
sacerdote, mesmo que este seja seu inimigo.
E, tendo vindo, se põe o Senhor à inteira disposição do sacerdote;
este o leva, à vontade, de um lugar para o outro, coloca-o sobre o
altar, fecha-o no tabernáculo, tira-o da igreja, toma-o na Santa
Comunhão, e o dá em alimento a outros. São Boaventura diz que o
Senhor,
em cada Missa
, faz ao mundo um benefício igual àquele que lhe fez outrora pela
encarnação (cfr. De inst. Novit., p. 1, c. 11). Se Jesus
Cristo não tivesse vindo ao mundo, o sacerdote, pronunciando as
palavras da consagração, o introduziria nele. “Ó dignidade
sublime a do sacerdote”, exclama por isso Santo Agostinho (Mol.
lnstr. Sach., t. 1, c. 5), “em cujas mãos o Filho de Deus se
reveste de carne, como no seio da Virgem Mãe”.
Numa palavra, a Santa Missa, conforme a predição do profeta (Zac 9,
17), é a coisa mais preciosa e bela que possui a Igreja. São
Boaventura (De inst. Nov., 1. c.) diz que a Santa Missa nos põe
diante dos olhos todo o amor que Deus nos dedicou e que é, de certo
modo, um compêndio de todos os benefícios que ele nos fez.
OS QUATRO FINS DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA
I. A Santa Missa é um sacrifício latrêutico
No Antigo Testamento os homens procuravam honrar a Deus por toda a espécie
de sacrifícios, no Novo Testamento, porém, presta-se maior honra a
Deus com um só sacrifício da Missa do que com todos os sacrifícios
do Antigo Testamento, que eram só figuras e sombras da Sagrada
Eucaristia. Pela Santa Missa se presta a Deus a honra que lhe é
devida, porque, por meio dela, Ele recebe a mesma honra infinita que
Jesus Cristo lhe prestara sacrificando-se na cruz. Uma só Missa
presta a Deus maior honra que todas as orações e penitências dos
santos, todos os trabalhos dos apóstolos, todos os sofrimentos dos mártires,
todo o amor dos serafins e mesmo da Mãe de Deus, porque todas as
honras dos homens são de natureza finita, enquanto a honra que Deus
recebe pela Missa é infinita, pois lhe é prestada por uma pessoa
divina, o seu Filho.
Devemos por isso reconhecer, com o santo Concílio de Trento, que a
Santa Missa é a mais santa e divina de todas as obras (Sess. 22).
Nosso Senhor morreu especialmente para esse fim, para poder criar
sacerdotes do Novo Testamento. Não era necessário que o Salvador
morresse para remir o mundo; uma só gota do seu sangue, uma lágrima,
uma só oração teria bastado para operar a salvação de todos,
porque, sendo essa oração de valor infinito, seria suficiente para
remir não só um mundo, mas também mil mundos. Para criar, porém,
um sacerdote devia Jesus Cristo morrer, pois, do contrário, donde se
tiraria esse sacrifício que agora oferecem a Deus os sacerdotes do
Novo Testamento, esse santo e imaculado sacrifício que, por si só,
basta para dar a Deus a honra que lhe é devida? Ainda que se
sacrificasse a vida de todos os anjos e santos, mesmo assim, esse
sacrifício não prestaria a Deus essa honra infinita, que lhe dá uma
única Santa Missa.
II. A Santa Missa é um sacrifício propiciatório
Pode-se deduzir já da instituição da Sagrada Eucaristia que a Santa
Missa é verdadeiramente um sacrifício propiciatório, ou seja, que
inclina Deus a nos perdoar a pena e a culpa dos pecados, que foi feita
especialmente para a remissão dos pecados: Este é o meu, sangue,
que será derramado por muitos, para remissão dos pecados, disse
Jesus Cristo (Mt 26, 28). A Santa Missa perdoa até os maiores
pecados, não imediatamente, mas só mediatamente, como afirmam
os teólogos, isto é, Deus, em consideração ao sacrifício do
altar, concede a graça que leva o homem a detestar seus pecados e a
purificar-se deles no sacramento da Penitência. Quanto às penas
temporais, que devem ser expiadas depois da destruição da culpa, são
elas perdoadas por virtude da Santa Missa, ao menos parcialmente,
quando não de todo. Numa palavra, a Santa Missa abre os tesouros da
divina misericórdia em favor dos pecadores.
Desgraçados de nós se não houvesse esse grande sacrifício, que
impede à justiça divina de nos enviar os castigos que merecemos por
nossos pecados. É certo que todos os sacrifícios do Antigo
Testamento não podiam aplacar a ira de Deus contra os pecadores. Se
se sacrificasse a vida de todos os homens e anjos, a justiça divina não
seria satisfeita devidamente nem sequer por uma única falta que a
criatura tivesse cometido contra seu Criador. Só Jesus Cristo podia
satisfazer por nossos pecados: Ele é a propiciação pelos nossos
pecados (1 Jo 2, 2). Por isso o Padre Eterno enviou o seu Filho ao
mundo, para que se fizesse homem mortal e, pelo sacrifício de sua
vida, o reconciliasse com os pecadores. Esse sacrifício é renovado
em cada Missa. Não
há dúvida: o sangue inocente do Redentor clama muito mais fortemente
por misericórdia em nosso favor, que o sangue de Abel por vingança
contra Caím.
Este sacrifício pode ser oferecido também pelos defuntos. Por isso o
sacerdote, na Santa Missa, pede ao Senhor que se recorde de seus
servos que partiram para a outra vida e que lhes conceda, pelos
merecimentos de Jesus Cristo, o lugar de repouso, da luz e da paz. Se
o amor de Deus que possuem as almas ao saírem desta vida não basta
para purificá-las, essa falta será reparada pelo fogo do Purgatório;
muito melhor, porém, a repara o amor de Jesus Cristo por meio do
sacrifício eucarístico, que traz às almas grande alívio e, muitas
vezes, até a libertação completa dos seus sofrimentos.
O Concílio de Trento declara que as almas que sofrem no Purgatório
podem ser muito auxiliadas pela intercessão dos fiéis, mas em
especial pelo santo sacrifício da Missa. E acrescenta (Sess. 22, c.
2) que isso é uma tradição apostólica. Santo Agostinho exorta-nos
a oferecer o sacrifício cia Santa Missa por todos os defuntos, caso
que não possa aproveitar às almas pelas quais pedimos.
III. A Santa Missa é um sacrifício eucarístico
É justo e razoável que agradeçamos a Deus pelos benefícios que nos
fez em sua infinita bondade. Mas que digno agradecimento podemos
dar-lhe nós, miseráveis? Se Deus nos tivesse dado uma única vez um
sinal de sua afeição, estaríamos obrigados a um agradecimento
infinito, porque esse sinal de amor seria o favor e dom de um Deus
infinito. Mas eis que o Senhor nos deu esse meio de cumprir com nossa
obrigação e de agradecer-lhe dignamente.
E como? Tornando-nos possível oferecer-lhe na Santa Missa a Jesus
Cristo. Dessa maneira dá-se a Deus o mais perfeito agradecimento e
satisfação; pois, quando o sacerdote celebra a Santa Missa, dá-lhe
um digno agradecimento por todas as graças, mesmo por aquelas que
foram concedidas aos santos no céu; uma tal ação de graças, porém,
não podem prestar a Deus todos os santos juntos, de maneira que também
nesse respeito a dignidade sacerdotal sobrepuja todas as dignidades, não
excetuadas as do céu.
Na Santa Missa, a vítima que é oferecida ao Eterno Pai é seu próprio
Filho, em quem pôs toda a sua complacência. Por isso dirigia Davi
suas vistas a este sacrifício, quando pensava num meio de agradecer a
Nosso Senhor pelas graças recebidas: Que darei ao Senhor por tudo
que ele me tem feito? pergunta ele, e responde: Tomarei o cálice
da salvação e invocarei o nome do Senhor (S1 115, 12). O próprio
Jesus Cristo agradeceu a seu Pai celeste todos os benefícios que
tinha feito aos homens, por meio deste sacrifício: E, tomando o cálice,
deu graças e disse: Tomai-o e distribuí-o entre vós (Lc 22,
17).
IV. A Santa Missa é um sacrifício impetratório
Se já temos a segura promessa de alcançar tudo que pedimos a Deus em
nome de Jesus Cristo (cfr. Jo 16, 23), muito maior deve ser a nossa
confiança se oferecemos a Deus seu próprio Filho. Este Salvador que
nos ama roga por nós sem cessar lá no céu (cfr. Rom 8, 31), mas, de
modo todo especial, durante a Santa Missa, em que se sacrifica a seu
Eterno Pai, pelas mãos do sacerdote, para nos alcançar suas graças.
Se soubéssemos que todos os santos e a Santíssima Virgem estão
rezando por nós, com que confiança não esperaríamos de Deus os
maiores favores e graças. Está, porém, fora de dúvida que um só
rogo de Jesus Cristo pode infinitamente mais que todas as suplicas dos
santos.
No Antigo Testamento era permitido unicamente ao sumo sacerdote, e
isso uma só vez no ano, entrar no santo dos santos; hoje, porém,
todos os sacerdotes podem sacrificar todos os dias ao Eterno Pai o
cordeiro divino, para alcançar de Deus graças para si e para todo o
povo.
O sacerdote sobe ao altar para ser o intercessor de todos os
pecadores. “Ele exerce o ofício de um medianeiro”, diz São
Lourenço Justiniano (Sermo de Euchar.), “e por isso deve ser
um intercessor para todos que pecam”. "Dessa maneira“, diz São
João Crisóstomo, “está o Padre no altar, no meio, entre Deus e o
homem; oferece a Deus as súplicas dos homens e alcança-lhes as graças
de que precisam” (Hom.
5 in
Jo.).
Deus distribui as suas graças sempre que é rogado em nome de Jesus
Cristo, mas as distribui com mais largueza durante a Santa Missa,
atendendo às suplicas do sacerdote, diz São João Crisóstomo; pois
essas súplicas são então acompanhadas e secundadas pela oração de
Jesus Cristo, que é o sacerdote principal, visto que é ele mesmo que
se oferece neste sacrifício para nos alcançar graças de seu Eterno
Pai.
Segundo o Concílio de Trento (Sess. 22, c. 2), é especialmente
durante a Santa Missa que o Senhor está sentado naquele trono
de graças ao qual devemos nos chegar, diz o Apóstolo, para
alcançarmos misericórdia e encontrarmos graças no momento oportuno
(Heb 4, 16). Até os anjos esperam o tempo da Santa Missa, diz São João
Crisóstomo (Hom 13. De incomp. Dei nat.), para pedirem com
mais resultado por nós, acrescentando que dificilmente se alcançará
aquilo que não se consegue durante a Santa Missa.
A Santíssima Virgem, depondo uma vez o Menino Jesus nos braços de
Santa Francisca Farnese, disse-lhe: “Eis aqui o meu Filho; aprende a
torná-lo favorável a ti, oferecendo-o muitas vezes a Deus. Dize, por
isso, a Deus, quando vires presente no altar o divino Cordeiro: Ó Pai
Eterno, ofereço-vos hoje todas as virtudes, todos os atos e todos os
afetos de vosso mui amado Filho.
Recebei-os por mim, e por seus merecimentos, que ele mos deu e, por
isso, são meus, dai-me as graças que Jesus Cristo pedir por ruim.
Ofereço-vos esses merecimentos para vos agradecer por todas as
misericórdias que tendes usado comigo e para satisfazer por meus
pecados. Pelos merecimentos de Jesus Cristo espero alcançar de vós
todas as graças, o perdão, a perseverança, o céu, mas
especialmente o mais precioso de todos os dons, o vosso puro e santo
amor”.
Fonte: Recados do Aarão

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