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Há um apelo urgente, como uma voz interior a me movimentar em
torno deste assunto. O grande problema, é que me sinto tomado de tão
grande indignidade, de um sentimento de incapacidade e impotência, de
um conhecimento tão ínfimo deste verdadeiro mistério, que já por
vezes sem conta pensei começar e desisti. Mas como sinto que estamos
chegando nos tempos finais, considero que todo esforço é válido na
defesa daquilo que é Divino e que é Sagrado. É que depois virá o
tempo, onde lamentaremos do mais fundo de nossas almas, o havermos
feito parte do time dos cães mudos, incapazes de latir, que sonham
estirados, que gostam de cochilar... cada um segue seu caminho, em
busca de seus interesses. Enquanto isso, o povo de Deus morre sem
o conhecimento (Is 56). É para fugir deste time de mornos, que agora
me obrigo a tomar o caminho da Santa Missa. Mas vou falar apenas no
geral!
Devo me declarar
publicamente também sem muitos esclarecimentos, além de indigno.
Jamais fiz um curso qualquer de religião, de Bíblia ou sobre a
Doutrina da Igreja. Devo dizer, que grande parte das coisas que tenho
pregado, parte apenas do meu coração, embora eu saiba que este modo
de ver é também ser Igreja. E me arrepia o fato de conseguir colocar
no papel estas coisas, embora sinta que ainda estou muito longe de
compreender este Mistério e de a AMAR na devida conta. E justo por
isso a minha responsabilidade aumenta. Certo então, serei chamado
pelo Pai severamente, pelo fato de sentir em parte as coisas no coração,
e até de levar a mensagem adiante sim, mas ser incapaz ainda de viver
mais profundamente o tanto quanto eu gostaria e deveria. Quem sabe,
minha inteligência chegue apenas neste ponto e aí será alívio
saber que por isso não serei tão cobrado.
Na verdade, o povo católico
em geral conhece tão pouco dos tesouros de sua Santa Igreja, que dá
pena. As mais elementares verdades da nossa fé são de tal forma
ignoradas, que nem sei porque as pessoas rezam o Credo. Ontem mesmo,
uma pessoa me telefonou, e lhe falei que é melhor que as orações
sejam feitas por um número maior de pessoas, para aproveitar as graças
da “comunhão dos santos”. Ao que ela perguntou: O que é
isso, seu Aarão? Trata-se de uma senhora de idade, que muitas vezes
na vida rezou o Credo, dizendo que acreditava na comunhão dos santos.
Não, isso não é demonstração de fé – crer naquilo que não se
vê – mas de desconhecimento da doutrina, justo o que afasta tantos
da nossa Igreja Católica. Como
se pode acreditar em algo que não se conhece o sentido? Da mesma
forma, como se poderá amar aquilo que não se vive. Aquilo que não
se sente? Como se pode viver, aquilo que não se ama? Ou seja, como é
que as pessoas irão amar e viver a Santa Missa com suas próprias
vidas, se elas nem minimamente compreendem o sentido, nem arranham na
imensidão deste extraordinário Mistério?
Entretanto, ninguém
poderá acusar o povo, nem o repreender, mas eu censuro a ti ó
sacerdote... porque meu povo se perde por falta de conhecimento (Os
4.4). Sim, concordo em parte com esta dura frase, mas a verdade
é que ninguém pode alegar ignorância da lei. Em especial os
adultos, que já assistiram centenas de Santa Missas, estes já
deveriam ter por ela um respeito profundo, um sentir no coração,
exatamente porque nela se concentra a síntese do mistério da nossa
redenção. Sim, o sacerdote! Ele, que na Santa Missa está no papel
do próprio Cristo, ele e ninguém mais que ele, deveria ter o
conhecimento maior do Santo Sacrifício que celebra, mas a atitude de
muitos tem sido de verdadeiro relaxamento, fruto da própria mazela
interior de que estão possuídos! Como podem amar a Missa? Sim, a Santa Missa é nosso tema! Não vamos entrar no tema da liturgia em si, nos atendo apenas ao valor geral e real dela. E perguntamos: Como têm sido, via de regra, as celebrações das Santas Missas em todo o mundo? Salvo raras exceções, na verdade mesmo, elas não passam de simples obras de mercenários, de atores maus e de espectadores medíocres, num verdadeiro teatro do desencanto, monumento à falta de fé. Na maioria das Missas, em toda a terra, se comete um tão grande número de ingratidões contra Jesus Cristo – o Sumo Sacerdote por excelência – que são verdadeiros crimes de lesa Deus. O fato de as pessoas, os fiéis, não saberem o que acontece durante uma Santa Missa, de certa forma absolve em parte aos expectadores – o povo em geral e enfastiado que lá se apresenta – mas jamais irá absolver o sacerdote, que naquele momento representa o próprio Deus. A verdadeira indignidade com que certos sacerdotes se apresentam para o Santo e Eterno Sacrifício clama aos céus. Não a indignidade natural de pecador – que todos somos – mas a indignidade de um consagrado, que não se dá conta da grande missão que assumiu diante de Deus, e que faz pouco caso da sublimidade do Santo ministério ao qual foi elevado. Todo sacerdote da terra, para bem desempenhar o papel de Jesus durante uma Santa Missa, deveria passar pelo menos uma hora inteira em oração e em adoração antes da Missa, a fim de se preparar bem para a celebração. Mas o que acontece é que nem 1% dos padres da terra faz isso e certamente que, por tais coisas, se perde um imenso caudal de graças, pois o que se vê é pouco mais que obra de mercenários da fé, que insensatamente se colocam na altura do próprio Deus. E isso começa por aqueles que entram na Igreja sem sequer se aspergirem com água benta, e vai até aqueles hediondos, que chegam ao Sacrifício Santo, às pressas, vindos de casas de má fama, de onde acorrem sem sequer lavar as mãos. E partindo desta assombrosa indignidade, para contaminar aos espectadores e torná-los também indignos, vai um passo apenas. E falo espectadores para o público em geral, porque quem não compreende, pelo menos minimamente a imensidão deste Mistério, não passa de um rico tonto, que assiste sem entender a uma peça de teatro: Ele vai bater palmas na hora errada e assoviar exatamente no momento mais inoportuno. Verdade, então, um livro seria pouco para a gente tentar explicar o que acontece durante uma Santa Missa. Sei que apenas os grandes santos e padres muito especiais – a exemplo de Frei Pio – tiveram a graça de ver o que acontece durante uma celebração destas. Mas a simples descrição deles, tendo em vista a credibilidade que adquiriram, já deveria bastar para que nós também passássemos a viver com mais profundidade a celebração do Eterno Sacrifício. A doutrina da Igreja nos diz em síntese que a Missa é a rememoração do Sacrifício da Cruz. Ou seja, a Missa renova, relembra e revive misteriosamente os sofrimentos de Cristo no Calvário e a Sua morte dolorosa na Cruz, onde Ele deu a vida pela remissão dos pecados da humanidade. No momento da Missa, Cristo se oferece ao Pai Eterno, em oferenda viva, e embora não aconteça a morte real, novamente diante dos participantes, pelo mistério de Sua Santa Vontade, longe de nossos olhos carnais, tudo se passa realmente, como se a morte do Filho se renovasse, como se o Sangue fosse novamente derramado. É, porém, um sacrifício incruento – sem vítima de sangue, como os antigos sacrifícios – mas, por um misterioso efeito do Amor, o Pai como que vê, diante de Seus olhos, o Filho no alto da Cruz, e o Filho se vê pendente no madeiro, e como prova de Amor absoluto, misticamente sofre as mesmas dores. E acontece tudo igual, desde o primeiro momento do Getsêmani, passo a passo, de Pilatos a Herodes, da flagelação à coroação de espinhos, da subida dolorosa do Calvário até a crucificação e a Morte no alto do madeiro. Cada momento é vivido, é sentido, e é apropriado ao mérito redentor de Cristo, tal como há dois mil anos. Na Missa, o sacerdote representa o próprio Cristo. Mas o sacerdote, ali, não é apenas um homem a serviço de Deus! Naquele momento sublime o sacerdote é o próprio Deus em serviço! Como poderá se apresentar em serviço, um Deus indigno, em estado de pecado grave, mal preparado interiormente, não acreditando na Eucaristia, inconsciente de suas obrigações e deveres e absolutamente relapso em suas funções? Como irá ele transmitir ao povo, os efeitos maravilhosos desta celebração divina e estupenda, com valor de remissão infinito, se não tem seu coração pulsando junto com o Coração de Cristo? Como pode ter seu coração pulsando junto com o do Senhor dos senhores, se o seu próprio está envolto em dúvidas e incertezas, se a sua alma está cheia de pecados, se a sua mente não está ligada em cada passo da liturgia, enfim, se ele não vive a Missa como a própria vida? Se misticamente ele não se imola com Cristo na Cruz, na mesma e perfeita oferenda?
Como poderá ser um
bom pregador, um padre que não vive o Evangelho com a vida? Da mesma
forma, é desfaçatez e ousadia do fiel, daquele que passa a vida
inteira ouvindo sermões e a explicação do Evangelho, entretanto não
o aplica na vida? Isso é prova clara de que a Santa Missa não tem
sido para nenhum dos dois – pregador e ouvinte – o verdadeiro veículo
do Amor, nem Cristo tem sido para ambos um Evangelho vivo. De fato,
milhares de homilias, especialmente neste país, têm sido canalizadas
pelos desvãos do ódio, para o incitamento à luta de classes e a
sublevação do povo pobre contra os ricos. Malsinado fruto e já
provado podre. Visão caolha de perverso efeito. Mutilação do
Evangelho Santo. Brada aos céus o grito das almas que se debatem em
busca da salvação, trocadas que foram por reles cestas básicas. Fome
e sede de ouvir a palavra de Deus, grita o profeta Amós! Fome
zero bradam os insensatos que ao invés de buscar sempre em
primeiro lugar, a casa no Céu e o Pão da Vida Eterna, lutam
exclusivamente pelo pão que acaba.
A Santa Missa, meus
queridos amigos, é infinitamente mais que isto. Assim como os Céus
estavam abertos no momento da morte do Senhor, e os anjos todos em
adoração e silêncio absoluto observavam o Universo em transe, em
cada Santa Missa que se celebra o mesmo efeito e o mesmo assombro
tomam conta do Céu. E assim também a terra, e todos os crentes fiéis,
e todos os santos e pecadores, deveriam dobrar seus joelhos trêmulos
em adoração profunda, e unidos ao Céu, pois no momento da elevação
do Pão e do Cálice, consuma-se o mesmo Sacrifício da Cruz, no mesmo
efeito, na mesma força e na mesma dramaticidade. Pois novamente o
Senhor dos Céus e da terra é pregado no madeiro, braços abertos,
para o gesto supremo e redentor, a fim de nos dar o dom do Céu, e a
maravilhosa graça da salvação Eterna.
Falei em Sacrifício
Redentor! Falei em Morte de Cruz! Falei em Sangue
derramado! Ora, todas estas citações envolvem dor e lembram o
sofrimento! Envolvem a angústia suprema e envolvem a dor da separação.
Assim, se nós celebramos na Missa um Sacrifício, o sentimento de
quem está presente, deve ser de profunda reverência e atencioso
respeito. E se temos este sentimento profundo, não podemos aceitar a
superficialidade, o desleixo, o descaso, a falta de fé, e a
assombrosa ignorância de muitos dos presentes. Não, não precisa ser
uma celebração casmurra e chorosa, nem tampouco sisuda e sombria.
Mas tudo deve fluir num sentimento puro, do Coração de um Deus, para
o coração do homem, onde cada participante da Missa esteja
sintonizado com Cristo, hipnotizado por este efeito e ciente de que
naquele momento, Céu e terra estão unidos em um profundo vínculo,
de supremo respeito.
Mas que temos hoje? Em
todo o mundo milhares de vozes se levantam, reclamando da
“mesmice” das cerimônias e da inércia da liturgia. As pessoas
querem alegria, exigem movimento, querem o som alto e estridente das
baterias e guitarras, querem batuques e atabaques de exú, querem dança
de baianas rodantes, os sarongues de palhas e o tacape dos brutos.
Querem bombachas e esporas e querem gritos de ordem contra o governo e
as instituições. Enfim, querem teatro e querem representação. Como
se pode celebrar um Sacrifício Perfeito, um Sacrifício de
Morte na Cruz, com gritos de alegria, com cantos profanos, com
arrufos de tambores e com sons estridentes e zabumbas? Como se pode
dizer que é uma Santa Missa, se a liturgia sagrada é subvertida,
trocam-se os momentos litúrgicos, se mudam as palavras sacras e se
muitas vezes, em síntese, o que se vê não passa de um mero teatro?
Como não sofre Cristo, o sacerdote principal ali presente, tendo que
participar de um tal espetáculo profano, onde o centro das atenções
passa a ser esses atores improvisados?
Não compreendem esses
atores, que isso significa exatamente o contrário? Ou seja, que ao
invés de celebrar, ou relembrar piedosamente a morte e as dores de
Cristo, tais teatros servem mesmo é para “comemorar com
vivas” o assassinato de um Deus! A bem da verdade e por outro lado,
ao insistirem nestes ritos africanos, aqui no Brasil, aqui onde todos,
antes de tudo, são brasileiros sem distinção de cor, eles só fazem
é discriminar uma raça amada por Deus, e desmerecer o povo negro,
atirando-o às sombras do passado escravo. Ou seja, o demônio nos
surra em duas pontas, e ri descarado de nossa insensatez. Porque,
segundo as palavras recentes de João Paulo II, isso significa
misturar num mesmo saco, o panteão – horroroso – das
divindades africanas, com o nosso Deus, Vida e Verdade. Triste fim
de uma Igreja que se mistura com pais de santo e aceita passes mediúnicos,
pondo num mesmo assento a Deus e ao diabo. Quem ouve a voz do Papa ao
proibir tais espetáculos?
E por todos os lados
multiplicam-se as tais “missas” sob a complacência daqueles que não
entendem o Mistério da Cruz. Missa da saúde, missa do repouso, missa
de libertação e missa sertaneja, missa crioula, missa da esperança,
missa afro, missa por uma terra sem males, e entre outras. Tudo isso já
foi desaprovado pelo Vaticano. Para mim toda Santa Missa é
essencialmente de cura, de saúde, e de libertação, pois em todas
elas, Deus se faz presente e disposto a curar e libertar o seu povo.
Se nós falamos do Mistério Redentor, lembramos de libertação. Mas
libertação do pecado, pois foi somente isso que Cristo veio cumprir:
Nos livrar do pecado que leva à morte Eterna! Acaso não dizemos na
liturgia: Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo?...
É justo, então, pelo fato de buscarem motivos apenas humanos para as
celebrações, subvertendo o plano de Deus, é que estes verdadeiros
atores buscam espetáculo, querem teatro e exigem mudanças que levem
alegria às celebrações. Enfim, Missa é respeito, é amor, é paz
de espírito, é cura, é benção, é graça, libertação do pecado,
é cura do corpo e da alma e é remissão das penas do pecado, é
Palavra Eterna e vivida. Missa é comunhão com Deus e com os irmãos
da fé.
E quando a Igreja,
através de seu Magistério Santo e Sagrado, estabelece as fórmulas e
o rito, é para ser seguida e obedecida. E a ninguém a dado mudar por
própria conta, pois terá cedo que assumir os riscos. O direito de
mudar algo pertence somente a Igreja a quem Jesus determinou, por
Pedro: Tudo o que ligares na terra, será ligado no Céu. Tudo o
que desligares na terra será desligado no Céu. E nosso Pedro
hoje, já cancelou todas estas formas mundanas de expressão do
Sagrado, pois seria o mesmo que quebrar a Unidade tão pedida por
Deus. Não existe missa crioula, porque não existem na Igreja, apenas
crioulos, mas apenas católicos! Não existe uma missa afro, nem aqui
nem na África, pois aqui somos todos brasileiros, e lá e cá, somos
católicos, apostólicos romanos, fiéis ao Papa e à Igreja. A Missa
que se celebra no Japão é a mesma que se celebra no Brasil, no mesmo
dia, com as mesmas leituras e o mesmo tema do Evangelho e exatamente a
mesma liturgia. O motivo é sempre o mesmo: Celebração do Sacrifício
do Calvário! E tudo isso num clima santo, do maior respeito! Eis que na Santa Missa, o Céu inteiro se faz presente. O santo do dia está sempre junto, e posto ao lado do altar. Nossa Senhora não perde uma só Missa e também se encontra ao lado do sacerdote. Além disso, milhares de anjos e de santos, envolvem todo o recinto num clima de profunda adoração e de amoroso silêncio, próprio para quem vai participar do mais incrível, do mais perfeito e do mais salutar, de todos os Mistérios que existem no Universo. E quando o sacerdote – Cristo em Pessoa – pronuncia aquela fórmula Sagrada da Consagração, queda-se o infinito em transe, pois ali, diante de todos, aquelas simples espécies de pão e de vinho, se mudam no Corpo e no Precioso Sangue do Senhor dos senhores, do Rei do Universo e nosso Deus Salvador.
Sim, eu falei em
respeito, em adoração, em profunda reverência! Mas vejam! O que
acontece com muitos homens e mulheres que participam das Santas
Missas? Sim, há muitos deles realmente preparados e compenetrados
ainda que minimamente do valor infinito do Sacrifício Santo que ali
se oferece. Mas há também a esbórnia, o escracho, em especial das
vestimentas das mulheres. Nelas abundam decotes inconseqüentes e
seios à mostra. Sobram calças arrochadas e insinuantes, mostram
quase tudo as transparências tentadoras, que revelam detalhes e cores
das peças íntimas. Enfim, até mesmo se apresentam minissaias
devassas, pois provocativas, próprias somente daquelas pobres vamps
que se vê nas beiras de estradas. Jamais de uma mulher de fé, que
busca a santidade!
Nos corpos, enfeitados
de jóias de ouro e caras, e colares, e brincos espalhafatosos, pintam
batons vermelhos ou roxos, e provocativos, tudo coisa de quem vai para
a festa pagã, para o baile funck, para o casamento dos druidas, ou
para o baile do inferno. E que se danem os homens que não querem
adulterar em seus corações. Eles que tapem os olhos, que desviem o
rosto, e que percam as graças que a paz de espírito lhes daria.
Infeliz da mulher que aceitou do diabo o convite para adentrar assim
às Santas Missas! Ai! Ai! Ai! E ali, diante daquele espetáculo dantesco, o Filho Eterno é massacrado, pelo escárnio da falta de respeito, é flagelado pelo descaramento da moda, é realmente e novamente morto pelos sacrilégios. E assim a cada Missa e a cada dia, por seus filhos e filhas inconseqüentes. Em nome do sentir-se bem, do estar na moda, do não ser quadrada, do querer mostrar-se para as amigas, vendem elas os seus pobres corpos ao espetáculo, ao teatro, à ostentação, ao luxo, à vaidade e até mesmo ao ridículo e ao mau gosto. Mal sabem elas que o fato de sentirem-se bem – vestidas daquela forma indigna – diante de um tão grande Mistério, é apenas pelo poder do inferno, que afrouxa o cerco, que lhes subverte o sentimento, lhes cega as vistas, e lhes trunca os corações. Mil, milhares, bilhões de pecados se cometem exatamente dentro das igrejas, durante as Santas Missas, por via deste miserando e tétrico espetáculo. Quem se deleita no desejo, adultera no coração, disse Jesus! Não, não me digam que exagero, nem que me faço apóstolo do mau gosto. Eis o que diz São Paulo a Timóteo: Que as mulheres usem traje honesto, ataviando-se com modéstia e sobriedade. Seus enfeites consistam não em primorosos penteados, ouro pérolas, vestidos de luxo, e sim em boas obras, como convém à mulheres que professam a piedade(I 2,9-10). E se tal vestimenta deve fazer parte do dia a dia da mulher piedosa e temente a Deus, quanto mais se deve exigir dela quando se apresenta diante de Deus para a celebração do Sacrifício Eterno. Se na Missa é celebrado o Mistério da Cruz, devem as mulheres e os homens, mirarem-se no exemplo de Maria e de João, envoltos no respeito de trajes decentes e na compostura que convêm aos que amam a Deus e que buscam a santidade. E assim, se nos fosse dado perceber, aos olhos da carne, o imenso véu de tristeza que comove o Céu presente, que faz corar aos santos, em vista dos escárnios da turba, da mofa dos circunstantes, e da mais absoluta desconsideração que em muitas Missas acontece, certamente que também os nossos olhos se anuviariam em pranto. Também nosso coração se esvairia em sangue e a nossa alma em dores. Porque é realmente imenso e assombroso o número dos sacrilégios, em vistas das comunhões recebidas conscientemente, com a alma repleta de pecados. Pior, muitos destes cometidos ali, dentro das próprias igrejas, no recinto Sagrado das celebrações. E certamente o escândalo da moda está à frente. Quantas milhares de Missas já quase sucumbiram em desgraças, devido a intensa provocação que certas mulheres exercem sobre os próprios sacerdotes celebrantes. Escândalo grave este: E ai de quem for causa de escândalo, diz o Senhor! Melhor lhe atassem uma pedra ao pescoço...! Você, mulher, que duvida das minhas colocações, faça uma experiência. Mostre-se toda insinuante, provocadora, cheia de transparências e perfumada, ou mesmo dentro de uma calça colante e provocativa, diante de meia dúzia de homens. Peça-lhes que sejam sinceros na resposta e lhes faça a seguinte pergunta: Se você na Missa estiver no banco atrás de uma mulher vestida como eu, assistirá a Missa santamente? Se algum deles responder SIM, sendo honesto, rasgo este texto, e me retrato publicamente! Do contrário, a conta é sua! Por isso tudo, eu vejo descer um véu de assombro, sobre os altares e os tabernáculos. O véu negro é o fumo de satanás a entrar nos lugares santos. O assombro é a proximidade da abominação desoladora prevista pelo profeta Daniel, e que tomará conta dos corações. Quem não vai à Santa Missa, porque lhe parece uma cerimônia ultrapassada, não sabe o que é Sacrifício Eterno e que nunca mudará de rito ou forma, sem a decisão perfeita da Santa Igreja. Quem quer e gosta de pulos, palmas, beijos, abraços e parabéns, além do rufar de tambores, quer é festa, quer é rito pagão, e deve buscar um terreiro ou se divertir numa boate. Quem quer festa, não quer Missa, quem quer mudança não quer unidade, quem quer tambores não quer culto a Deus. Enfim, dentro da Igreja abraços, só em Jesus e parabéns só com as ordens Dele. O rito oficial não prevê nada destas coisas. Quem muda desobedece! Quem desobedece a Igreja, ofende a Deus! No mais, quem não vai à Missa, porque não gosta do padre, também não gosta da Missa, nem gosta de Jesus, e o mesmo vale para os que só vão à missa de determinado padre, ou somente em determinadas missas especiais, deixando de participar das celebrações do dia do Senhor, todos os Domingos como diz a Lei da Igreja. Quem deixa de ir à Santa Missa sem motivo grave num Domingo, e depois vai no outro, NÃO PODE se aproximar da mesa da Eucaristia, sem ANTES confessar. Se não confessar, estará cometendo sacrilégio! Quem vive amasiado também não pode comungar. Para isso se exige ANTES o Sacramento do Matrimônio, ou o caminho da Igreja, no caso dos vindos de casamentos desfeitos. Trata-se de pecado continuado, que não dá direito sequer à absolvição, quanto mais à Eucaristia. E quando parte da Igreja – desavisada e inconseqüente – por seus bispos e padres, cede ao delírio coletivo destas massas insanas que tais coisas pedem, não resta dúvida de que os tempos abomináveis chegaram, conforme Jesus predisse em Mateus 24. Leiam todo este capítulo e comparem com o mundo de hoje! E o mundo de hoje, se prepara a fim de destruir os sacrários, de desfigurar as Santas Missas, e de cair na tentação de destruir o Sacrifício Santo, que Deus fez eterno. E logo isso acontecerá, exatamente por via do imenso número de pessoas que desconhece a verdadeira fonte da Vida. Por um tempo, tempos, e a metade de um tempo, diz o profeta Daniel, o Sacrifício Costumado, será abolido. Depois disso, será novamente restabelecido. Eis que as palavras da Consagração dizem: Sangue da Nova e Eterna Aliança, que é derramado por vós... Se é Eterna, ai dos loucos que tentarem acabar com a Eucaristia! Cristo disse: fazei isto em memória de Mim! Em memória de Deus, não se pode participar da loucura. Em nome da Trindade Santíssima, se abre e fecha esta suprema celebração. Em nome de Deus, gritemos: A Missa não é espetáculo! Vai-se à Missa, para adorar a Deus e não para OFENDE-LO. Diante do madeiro com Cristo pendente, dobre-se os joelhos, vergue-se o infinito! Então, sem palmas nem palavras de ordem! Porque o mundo inteiro deveria fremir, a terra comover-se em desagravos, o Universo preso de espanto deveria curvar-se em funda reverência, quando pelas mãos do sacerdote é suspenso o próprio Deus. Depois, ato solene, sublime encantamento, eis que se aproximam dignamente os santos a caminho, e vão buscar a Vida Eterna, o Pão da Vida, todo encanto, e o trazem junto ao seio, com carinho. Supremo Amor, por séculos e séculos presente! Ai de quem se aproximar do Corpo do Senhor indignamente! Mais do que indigno, se fará imundo, pois é bem certo que o Senhor do Mundo, há de fugir daquele báratro execrando – o coração nefando e todo maculado. Não, o Santíssimo, na comunhão, não pode perdoar pecados. Perdão vem antes, é causa primeira! E quando confessado, e só depois, se pode ir docemente, buscar o Cristo, e sempre, e novamente, e assim seguidamente, pela vida inteira.
Sim, estamos todos
longe ainda de viver, de sentir, de compreender e de amar na devida
conta a Santa Missa e a Santa Eucaristia. Mas devemos nos esforçar
todos os dias e pedir e implorar a Deus, que nos ajude a VIVER a Santa
Missa e a Eucaristia. São João Crisóstomo disse: Devemos sair da
comunhão, como, leões respirando fogo, terríveis para os demônios.
Eis o caminho que nos falta percorrer: Na maioria, não passamos
de mosquitos ressequidos e inofensivos. Meditemos nisso! Fonte: Recados do Aarão |
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