Uma frase de uma carta de leitor, recentemente recebida, me chamou a atenção para um dado levantado no último censo nacional do IBGE: o crescente número dos brasileiros que dizem não mais acreditar em Deus, cujo índice passou de 4 para 7% da população. De fato eu não questiono os dados para cima, pois acho o índice ainda pequeno. Na verdade são cada vez mais fortes os indicativos de que as pessoas estão se distanciando de Deus, pois praticamente a maioria, embora diga que ainda acredita, age como se Ele não existisse. E embora, na carta, a pessoa se sentia feliz por eu ainda acreditar em Deus, o fato é que nos é doloroso constatar que a maioria do povo passa a pensar assim: Deus não existe, se existe dorme, pois chegam ao cúmulo de responsabilizá-LO pelos próprios desatinos. Nos dias que se seguiram àquela carta, passei a meditar, em como fazer, o que dizer, para estas pessoas totalmente descrentes e até mesmo para aqueles que ainda crêem, mas que são tentados a seguir o caminho dos incrédulos. O leitor já deve ter se acostumado a me ver colocar as coisas muito diretas e de um modo simples, sem frases teológicas de difícil entendimento, mas coisa assim, rés do chão, pois destinadas a aqueles normais, às pessoas comuns, que concordam com nossa visão das coisas. Assim, não espere que eu vá trazer coisas novas! Vou apenas repetir velhas fórmulas surradas, nada mais que isto. Em viagem a casa de minha irmã, achei na biblioteca dela um clássico de Chateaubriand, O Gênio do Cristianismo, e passei a tentar entender aquelas colocações tão fortes, que já encantaram multidões e são um forte baluarte na defesa dos valores da nossa fé. Mas devo confessar, que meu entendimento é pequeno demais para compreender aquela linguagem, e embora entenda algumas colocações – aliás, corretíssimas – muito me pesa não poder usá-las aqui, quem sabe, o leitor as entendesse. Na verdade o livro conta os mil embates que já se travaram entre os grandes santos, os grandes historiadores cristãos e tantos teólogos de renome, contra os agnósticos, os hereges e todos aqueles que usaram suas vidas para atacar a fé, para combater o cristianismo e principalmente para negar a existência de Deus. À parte então, de se dizer que todos os hereges já se foram sem glória, e que a certeza da existência de Deus continua povoando a cabeça da maioria absoluta das gentes, vamos usar de nosso simples linguajar, para falar sobre Deus, até para aqueles que Nele não acreditam. Na verdade, só existe um único caminho para se saber que Deus existe. Para se provar, para si mesmo, que a vida é impossível sem Deus. Este caminho é certamente entendermos que somos pó e ao pó voltaremos, enquanto Deus é o Infinito do Supremo oposto, ou seja, a Magnitude que engloba tudo e da qual tudo depende. Todo e qualquer desvio deste duplo conceito, no sentido de maximizar os pretensos poderes do homem, acabará por minimizar a Onipotência de Deus, até torná-LO, diminuto e até inexistente. Ou seja, quanto mais o homem se julga ser algo, menor torna a Deus em sua vida, até chegar a ponto de fazê-LO desaparecer totalmente. Eis então que o agnóstico – aquele que não acredita em Deus – pensa realmente em seu orgulho, que sua vida vai além do próximo sorvo de seu nariz.
De fato, qualquer
homem que não acredite em Deus, que faça algumas experiências. Na
primeira delas, que tape seu nariz e sua boca, e perceba quanto tempo
consegue se manter sem o ar. Um minuto? Parabéns, mas seu cérebro
quase explodiu, pode crer! Depois tente ficar algum tempo sem água.
Finja que você não precisa dela. Quanto conseguiu ficar? Trinta
dias? Parabéns, mas sua pele deve estar mais seca que a de uma
serpente do deserto. Agora tente ficar alguns dias sem comer. Beba água,
mas não coma! Quanto tempo ficou? Quarenta dias sem comer? Parabéns,
mas seu estômago deve estar mais afundado que pandeiro de sambista.
Faça outra experiência: Prive-se do calor. Entre no frio. Entre num
frigorífico e ali permaneça sem roupa. Quanto tempo conseguiu ficar
sem hipotermia? Um minuto? Parabéns, mas você está tremendo de
corpo inteiro ou é um pingüim imperador.
Ora, se você entendeu, por si mesmo, você é incapaz de ficar sem o ar que respira, sem a água que bebe, sem a comida que come e sem o calor que o mantém vivo. E veja, se você não conseguiu manter-se sem aquilo que você não criou, nem conquistou pelo próprio poder, como poderá imputar-se em conta de ser algo sozinho? Sim, todas as coisas que existem, dependem sempre de outra anterior que as tenha criado ou gerado. E a medida que nós vamos regredindo, sempre acabaremos num Poder Criador único. Meu caro nós somos vermes, eu e você, nada mais que isto! Ou seja, se nem as mais elementares necessidades de sua vida você não consegue suprir sozinho, de que forma poderá prescindir de alguma força superior, se as pessoas ao seu lado, todas elas, estão na mesma condição? Se, sem o pai que o gerou, se sem a mãe que limpou seu bumbum durante tantos anos, você não passaria de um projeto no vento? Sim, meu caro, tudo isso é dom exclusivo de Deus! Ou seja, nossa inutilidade humana é tão assombrosa, que sozinhos não conseguimos nem inalar o próximo sorvo de ar. E se não conseguimos nem isso fazer, também não somos capazes, sozinhos, de concatenar nossas idéias, nem raciocinar a contento, nem emitir nossos conceitos ou expressar nossos desejos. Tudo isso é obra de um Poder Maior. Na verdade, a mesma força que nos dá ímpeto e permite respirar e nos impulsiona ao raciocínio, sem o que – se vivos, pois animais – estaríamos, fazendo parceria aos asnos, nos diferenciando apenas pelo tamanho das orelhas, quem sabe o pêlo, ou a capacidade de correr. De fato, depois disso posto, quem não compreende esta realidade, que acredita, ou se credita a si capacidades próprias, além da vontade é claro, já não estará mais incluso entre o número dos ateus, mas sim dos atoas. Daqueles que divergem por divergir, e que questionam pelo simples prazer de contendas! E estes, não sabem o que fazem! Mas se compreendemos nossa completa inutilidade, se compreendemos que, diante de Deus, jamais saímos dos cueiros – crianças, pois – eis que na verdade devemos ser crianças para compreender melhor, e quem não se faz criança diante de Deus, nada entende de coisa alguma. Ou seja, uma vez sentidos na conta de NADA, poderemos mais facilmente buscar entender um pouco Daquele que é TUDO. Daquele cujos atributos de perfeição, estão Nele em toda a dimensão extrema, pois sem Ele NADA resta para criatura alguma, para matéria alguma, pois Ele é a Essência que dá vida às coisas e as mantém coesas e possíveis. Num artigo anterior, quando falamos sobre a ressurreição dos mortos, já colocamos algumas posições que definem o poder de Deus. Para não voltar ao assunto, mas usando a mesma força de expressão, vamos dizer que o universo inteiro é formado de átomos. O leitor sabe que, tanto as coisas mortas, como as vivas e os materiais são formados de ínfimas partículas, que se combinam e se intercambiam, para constituir e dar existência a todos os elementos que existem. Se pelo menos aceita isso – que afinal a ciência explica – então deverá também aceitar que do NADA, nada se tira e que geração espontânea e acaso são coisas da cabeça de quem não tem cabeça. Ou seja, da matéria surge a vida, mas não pelo efeito do acaso nem espontaneamente, mas sim pelo efeito de uma ordem Suprema e Criadora, que a cada partícula do Universo conhece, e comanda: Faça-se! O que eu quero dizer, é que Deus, o Onipotente e Criador de tudo, permeia toda a coisa que existe, viva ou não, seja de que natureza for constituída, com a mesma força que permeia a cada um dos átomos que compõe toda a matéria do universo individualmente. Ou seja: Ele, Espírito, está em cada uma das coisas que existem, e está em todas ao mesmo tempo, sem, contudo, SER qualquer uma delas, pois Deus não é matéria, mas Força que a gera, Espírito que a mantém coesa, e é a Palavra Eterna que a molda segundo Sua perfeita Sabedoria e Vontade suprema. Ora, o leitor que já estudou a matéria e os átomos de que é composta, sabe que estes mesmos átomos são feitos de partículas ainda menores, e que os elétrons giram em velocidades estupendas, ao redor de um núcleo, estando, pois, todo o universo a pulsar inteiro, como um vivo coeso e pleno, embora na matéria inanimada pareça morto. E dentro deste contexto astronômico, eu diria incalculável, cada partícula tem um fim perfeito e cada átomo uma missão eterna. De fato, se Deus esquecer de um átomo, assim como de qualquer ser vivo, ou espírito, ou astro, ele simplesmente desaparecerá. Se o amigo entendeu, compreenderá então que este Ser, que controla ciosamente cada átomo que compõe tudo o que existe, visível ou invisível, com soberania plena, eterna e inabalável, é o Mesmo que faz funcionar todo o Cosmos em perfeita sincronia. Viva ou não, toda a matéria obedece a um comando único e perfeito. Cada astro que solene vai, em seu perfeito curso, obedece à mesma ordem, que um fiozinho de capim a beira de uma estrada. Cada estrela viva e em chamas como o sol, é mantida funcionando em serventia, pela mesma Palavra que mantém presas as águas do planeta terra, e não as deixa despencar pelo infinito. Enfim, a mesma Consciência que ciosamente ordena ao caos e impera sobre todas as sublimes potestades, é capaz de se encantar e amorosamente derreter-se, ante o riso de uma criança, ou o suspiro de uma simples prece. E esta Força, este Poder, este Ser, seja o nome ou o atributo com que O designemos, É Aquele que É: Deus! De fato, se somos incapazes de criar algo, de gerar do nada coisa alguma, se tudo aquilo que fazemos é apenas porque uma Vontade Superior o permite, cada vez que negamos esta evidência, negamos nosso próprio ser. Certo filósofo raciocinava assim: Penso, logo existo! Ora, se isso se confirmasse na essência, então não existiriam nem animais, nem plantas, que não pensam, nem raciocinam. A correção da frase, para aqueles dotados de Sabedoria, deve ser assim: Penso, logo, Deus existe! É só Ele, quem permite meu pensar, meu agir, meu modo inteiro de ser, pois, como já disse, é o Espírito Dele quem controla cada átomo que compõe meu corpo, pois foi o Espírito Dele, quem deu vida ao meu espírito. Se o universo não tivesse um único comando, Eterno, inarredável, ele seria caos permanente, guerra plena e descontrole absoluto. Enfim, sem a existência deste Deus aqui anunciado, não haveria nem um grão de pó no universo, não haveria sequer o vazio, nem haveria trevas, nem luz. Quando uma pessoa nega a existência de Deus, esta consciência Eterna do Ser, ou quando alguém contesta Seu Poder Criador Único, ele nada mais faz que minimizar Aquele que é Absoluto, para adaptá-LO ao seu estado particular de miséria e criar para si um deus miserável, este sim inexistente. Ou seja, só nega a Deus, quem O minimiza ao extremo. Quem nega a Deus, nega a evidência de si próprio, nega ao princípio que o mantém vivo, nega o efeito de tudo aquilo que existe, e nega finalmente a graça que o poderá perpetuar no Eterno. Quem nega a Deus, morre para si e morre para a eternidade. Quem nega a Deus, desafia ao Supremo, rejeita a fonte da vida, seca o canal da felicidade e simplesmente encolhe-se dentro de si, como um caracol e faz-se prisioneiro. Enfim, quem nega a Deus, nega-se a si mesmo, colocando-se no mesmo nível de um ser inanimado qualquer, ou de uma besta irracional. E isso, já não é apenas ser agnóstico, mas cínico! Ou néscio? Pois veja, o fato de alguém negar a existência de Deus, simplesmente não faz com que Ele não exista. O homem é sim, foi criado sim, com o poder até de negar a este seu Criador, Absoluto, este Ente Supremo, para Quem nada é impossível. Mas isso jamais irá diminuir o Poder Dele, ou ainda minimizar qualquer um dos Seus atributos de Bem e Bondade. Afinal, Ele até previu que haveriam ateus, atoas, hipócritas, blasfemos e todo tipo de renegado! De fato, o homem é na terra, a única criatura que tem a consciência do existir de si, porque a ele foi dado ter a consciência do Ser de seu Criador e Pai. Ou seja, pelas perfeições invisíveis de Deus, todo homem, inclusive o ateu, SABE que Deus existe. Infelizmente, quem não usa de toda esta consciência de seu Ser, para buscar Aquele que É, e não só é maior, mas infinito, joga na lata de lixo a si próprio e se faz companhia dos vermes inconscientes, e mesmo inconseqüentes, que preferem rolar pela areia seca do deserto por prazer estúpido. Ou seja, morrem sem saber que nasceram! Vivem sem sentir ter vivido! Passam pela vida, como se não tivessem existido! E marcam sua existência com um traço seco, sem tinta, sem vida, pois mal passa o vento de sua herética existência, e já sumiu seu rastro. Pois o eco de seu brado insano morre com eles, e vai parar no fundo de suas catacumbas. De fato, nenhum ateu convicto, decidido, teimoso até o fim da vida, JAMAIS entrará no seio de Deus. Quando morre, seu espírito sai a procura deste vazio que buscou em vida e encontrará o vazio da solidão eterna, do sofrimento inaudito, da perda irreparável e do remorso eterno, por haver rejeitado a Luz. A morada destes é junto ao trono de Lúcifer, nas mesmas trevas em que se enredaram durante a vida, pois jamais baixaram a bola de sua arrogância. Para eles então, resta o lamento. Para estes resta o tormento! Remorso sem fim. Este é meu modo de ver a Deus. De sentir a Deus, e é exatamente na proporção de mísero grão de pó, que se põe diante do Cosmos infinito, que eu consigo engatinhar para entender este Espírito Eterno, naquele mínimo já espetacular que Ele me permite. O que eu diria ao agnóstico, ao que não acredita nem aceita a Deus, é que, enquanto ele não fizer a “experiência de Deus”, jamais haverá de entender o motivo da sua existência e jamais irá ser feliz nesta terra. São falsos, e são mentirosos, todos os agnósticos que dizem que são felizes. A pretensa felicidade deles é alegria satânica, que precede sempre a uma pavorosa ressaca. É alegria falsa que sucumbe ao primeiro assalto das sombras. É falsa esperança que sente-se mal, ante o próprio ressequir e definhar, mas mesmo assim, teima em seguir por insanidade plena. E só quem tem a alma feliz, em Deus, é capaz de perceber estas coisas. Muitos dos que hoje passam a negar a Deus, o fazem, apenas firmados no pretenso poder da ciência ou iludidos pelo assombroso poderio dos exércitos. Há pessoas que acham que o homem é o único protagonista da história e o criador de todas as coisas. Ora, quanto de imbecilidade têm os que assim pensam, quando um simples tumorzinho no cérebro é capaz de os fazer babar, viver com a língua fora da boca, urinar nas próprias calças e até mesmo obrigar a alguém que lhes limpe o traseiro e lhes descubram as vergonhas? Onde está o poder deles? Onde está a ciência pomposa para corrigir tal condição de miséria? E como explicar que milhares deles se curam, se não pelas próprias forças, mas por força de um Poder Maior? O acaso cura? Então por que não cura a cabeça dos que negam a Deus? Muitos deles se apóiam na simplista tese de que a terra sempre existiu, que o universo é obra do acaso, que a vida surgiu da geração espontânea e cabe então ao homem ser o senhor dos tempos, eis que a ciência, mais dia menos dia, acabará por encontrar solução para todos os problemas do homem. Se estes tivessem, pelo menos, um mínimo de visão, perceberiam que apenas no correr das últimas duas décadas, se avolumaram de tal forma os problemas da humanidade, de tal forma que crescem em proporção geométrica. Ou seja, ao invés de resolver todos os seus problemas, o homem cria muitos mais à medida que avança. E assim, pela simples visão de alguns anos, morre a tese dos que negam a Deus, pelo simples vazio de todos os seus argumentos. Nenhum deles resiste a um simples teste de Sabedoria! Nos meses que passaram, faleceu um grande ator nacional, cujo nome prefiro esquecer, e que durante toda a sua vida foi um símbolo do agnosticismo, da negação de Deus, além de uma expressão teimosa e vã, do comunismo falido e morto, embora a fama. Consta que entre as últimas exigências de sua vida, estava a de não rezarem durante o seu enterro nem por causa de sua morte. Aliás, o enterro dele foi em clima de Pólo Norte. Ora, quem assistiu às últimas entrevistas dele – nos últimos tempos de vida – percebeu em sua face enrugada, em seu peito arfante, em seu sorriso travado, em seu olhar vago, não apenas os efeitos perversos da morte do corpo, mas também a sombra negra e torturante de uma alma infeliz. Uma alma que já havia decidido entregar-se às trevas antes de morrer, pelo simples desejo de desafiar, por negar a Deus – poder este que Deus lhe deu também – e o fez isso com a consciência plena da perda eterna de sua alma. Ora, tal como este pobre senhor, também Karl Marx – outro comunista – deixou escrito entre as últimas frases de sua vida: Sinto, que botei a perder a alma, pela minha própria estupidez. Sábios eles? Meus amigos, fazer a experiência de Deus que acima mencionei, é entrar numa das mais apaixonantes odisséias da vida de qualquer ser humano. Quando um grão de pó, do infinito de sua miséria absoluta, consegue entender a primeira centelha do poder de Deus, do Amor de Deus, da Alegria de estar com Deus e em Deus, e à medida que ele vai descobrindo novos reflexos deste poderoso influxo, passa a penetrar num estado de felicidade tão e cada vez mais intensa, que se torna tão mais inexplicável, quanto mais avança. Eu diria que as pessoas que usam drogas – nunca usei – procuram um estado de euforia passageiro, uma espécie de orgasmo que gostariam fosse eterno, mas é fugaz. E se elas aumentam as doses e mudam para drogas mais pesadas, é na vã tentativa de ainda mais penetrar neste estado esfuziante, que acaba com o efeito da droga, e torna a vida uma droga e apavorante ressaca que ao uso segue. Pois com aqueles que estão em Deus acontece o contrário. Quanto mais elas se entregam e quanto mais se anulam, para que Deus seja nelas aquilo que Ele quer, e não o que elas querem, mais obtém Dele um aumento de alegria, de inexplicável felicidade, que vai até a pessoa quase não caber em si de contentamento, independente do estado de vida em que se encontram. Na entrega a Deus, nesta felicidade em Deus, não há ressaca do pós-droga, nem o prazer momentâneo de uma tragada do cigarro após o cafezinho – nunca fumei, mas dizem assim – mas um prazer continuado, uma paz estonteante, uma vontade permanente de abraçar as pessoas e beijá-las na face, sem olhar para a cor, para o cheiro, a limpeza, o asseio, nem a idade ou saúde. De fato, os santos que viveram em Deus foram capazes de abraçar aos leprosos com um tal amor e efeito, que não sei se algum dentre eles foi contaminado pelas doenças daqueles que tocaram e trataram. Quando se está em Deus e à medida que se caminha com Ele e para Ele, dá-nos um desejo ardente e cada vez maior de servir, um ânimo inquebrantável de ajudar, uma vontade continuada de salvar, um zelo pela casa de Deus que não encontra medo. Pois em Deus não há pavor, nem medo, nem stress, nem ressaca, nem tristeza, nem desânimo, nem solidão, nem abandono e não há nenhum sentimento negativo capaz de lhe alterar o humor, ou de lhe provocar o medo. Neste estado, a pessoa se priva do sono para rezar, é capaz de ficar horas seguidas em amorosa contemplação diante de um Sacrário, buscando cada vez mais fundo, o anular-se em Deus. Assim, a pessoa é levada a experimentar um crescimento desta presença tão cara e maravilhosa, como um ópio santo, um bálsamo divino, que provoca uma alegria tão penetrante que de fato ao corpo inteiro toma, e o mais importante: sem ressaca alguma. E então, nada lhe parecerá pesado demais, ou difícil, ou doloroso, pois mesmo entre dores, o sorriso permanece na face e mesmo diante da morte, nem num só momento lhe falta a calma, ou se lhe estampa no rosto o sofrimento. Claro que este efeito se conquista em estágios. Ele é conseguido entre provas de sofrer e entre o assombro de mil dificuldades. Esta graça não se consegue sem o buscar “teimoso” e santo, nem sem a luta que só enfrentam e vencem os valentes. Há um ditado muito mau que diz: depois de acostumado, até no inferno é bom! Ora, se isso fosse verdade, os demônios não seriam tão feios de tanto sofrer, nem fariam tanta força para levar gente para lá em seu ódio. Mas a verdade é que, mesmo dentre os seres humanos, há aqueles que se conformam em comer as migalhas que Deus reservou aos cães. Que se pode fazer? Da mesma forma que há gente que se dispõe a passar uma vida inteira em limpar fossas – e não luta para sair disso, e não querendo dizer que esta não seja uma profissão abençoada por Deus – há os que não descansam enquanto não estão próximos do trono do Rei. Eis a diferença essencial entre os que amam e os que odeiam a Deus: Os que amam, se rebaixam ao infinito para encontrarem a Deus. E estes, mesmo limpando fossas serão felizes a vida inteira. Já os que odeiam, estes se elevam ao extremo em si, para encontrar o inferno em vida. É por isso que a vida deles vive de cabeça para baixo. Estes, nem sendo reis serão felizes! Desta forma, as pessoas que obtém sucesso na sua busca de Deus, acabam por usufruir praticamente todas as abundantes graças que Deus reserva, apenas para aqueles que O aceitam e que O amam mais que a si mesmos. E é por isso que desafio a qualquer ateu, a se submeter a um exame de esperteza. Não, eu não falo de inteligentes, porque deles o inferno está povoado. Falo em Sabedoria de vida, daquela capacidade de compreender o que é bom e o que não é, o que presta e o que não presta, e o que conta e o que não para a vida eterna. Uma pessoa que limita sua vida, ao limite ínfimo de sua passagem na terra, além de não ter nem uma só gota de Sabedoria, ainda perdeu a noção de si mesmo e já caiu no vazio. É como cruzar uma grande montanha de rochas duríssimas: O Sábio alça vôos e a transpõe por cima, ou a cruza a passos lentos e seguros; o inteligente e teimoso tenta cavar um túnel com as unhas, porque se nega a ver a montanha e age como se ela não existisse. Enfim, respondam: Por que aumenta na terra o número dos infelizes? Porque, segundo o IBGE, aumenta o número dos que não acreditam ou não aceitam Deus em suas vidas? Por que motivo o IBGE não inventa um índice para medir o nível de felicidade? Porque nem os seus pesquisadores sabem o que é a verdadeira felicidade, pois duvido que algum deles tenha realmente feito esta experiência de Deus. Sim, meus amigos, aqui em vida, você decide qual vai ser o seu nível de alegria, aqui e na eternidade. Isso é apenas uma decisão pessoal de cada um de nós, e não depende de Deus. Sim, há pessoas – almas vítimas – que se oferecem como as vítimas em holocausto por aqueles que rejeitam a Deus e rejeitam Sua Graça. E Deus seja louvado por elas, pois é apenas em vista destes sofrimentos e destas orações diuturnas que muitos ateus e atoas recebem a graça da contrição final quando caem de joelhos gritando: Meu Senhor e meu Deus! Eu só espero, que quando soar o gongo do Aviso, quando você caro agnóstico, perceber como que um soco fortíssimo em seu baço, e quando um flash aterrorizante se abrir em uma luz fortíssima, assim como a solda elétrica, que queima as vistas, espero que você não perca a oportunidade. Espero que, então, você aproveite aquele filme que Deus Bondade passará a sua frente, para rever seus conceitos sobre Deus e se aproveite sofregamente das graças que Ele lhe oferecerá. Entre elas, a graça da salvação, da felicidade eterna, do poder estar para sempre diante do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores e não no covil assombroso do príncipe da maldade. Pois virá dali o seu ressurgir ou não, eis que hoje você está morto. Peçamos ao Senhor Altíssimo, ao Deus Uno e Trino, que com Seu Poder e Força, acolha com Amor a todos aqueles que não O aceitam, para desta forma se manifestar para sempre a Sua Glória. De fato, a solidão do sem Deus é o mais terrível dos destinos! É preferível, agora, enquanto é tempo, enquanto há tempo, engolir o veneno dos maus, dos que negam a Deus por prazer, para ter uma eternidade de glória, que insanamente cuspir na Verdade um sutil veneno, para garantir o direito eterno de caminhar sobre brasas. Só que hoje, o Senhor dos Senhores nos dá o direito de andarmos de pé diante Dele. Amanhã, os blasfemos todos, os insolentes, estarão de joelhos a chorar seu desatino. Não há três destinos eternos! Só perto... Ou longe do Criador! Porque, pelos séculos eternos, se acharão os adoradores de Deus! No fluir dos dias, desaparecerão os nomes dos que O negam! Pela alegria Eterna, prefiramos então dobrar nossos joelhos diante Dele. Não existe prova maior de Sabedoria e de Humildade que esta! Fonte: Recados Aarão |
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