Quinze
minutos de Adoração
No
meu coração hás de encontrar um amor totalmente novo
Muitas
vezes nos colocamos diante de Jesus presente na Eucaristia e,
envolvidos com nossos problemas e tribulações, não aproveitamos
esses momentos preciosos diante de Deus Vivo. Padre Antonio Maria
Claret (1807-1870), fundador dos claretianos, desenvolveu textos que
nos levam a uma profunda intimidade com Deus na oração.
Deve-se fazer a oração diante do Santíssimo, por um período mínimo
de quinze minutos, se possível diariamente.
Inicie sempre sua adoração procurando ouvir a voz de Jesus
dizendo-lhe:
Tens algum pedido em favor de alguém?
Menciona-me o seu nome e diz-me o que desejas que Eu lhe faça. Pede
muito. Não receies pedir. Conversa comigo, simples e francamente,
sobre os pobres que gostarias de consolar, sobre os doentes que vês
sofrer, sobre os desencaminhados que tanto desejas ver novamente no
caminho certo. Diz-me a favor deles ao menos uma palavra.
E tu, não precisas de alguma graça?
Diz-me abertamente que te reconheces orgulhoso, egoísta, inconstante,
negligente... e pede-me, então, que Eu venha em teu auxílio nos
poucos ou muitos esforços que fazes para te livrares dessas faltas. Não
te envergonhes! Há muitos justos, muitos santos no céu, que tinham
exatamente os mesmos defeitos. Mas pediram com humildade, e... pouco a
pouco se viram livres deles. Tampouco deixes de me pedir saúde, bem
como bons resultados nos teus trabalhos, nos teus negócios ou
estudos. Posso dar-te e realmente te darei tudo isso, contanto que não
se oponha à tua santificação, mas antes a favoreça. Mas quero que
o peças. O que é que necessitas precisamente hoje? Que posso
fazer por ti? Ah!, se soubesses quanto Eu desejo ajudar-te!
Andas preocupado com algum projeto?
Conta-me. O que é que te preocupa? Que pensas? Que desejas? Que
posso Eu fazer por teu irmão, por tua irmã, pelos teus amigos, pela
tua família, pelos teus superiores? Que gostarias tu de lhes fazer? E
no que se refere a mim, não sentes o desejo de me ver glorificado? E
não queres fazer um favor aos amigos que amas, mas que talvez vivam
sem jamais pensar em mim? Dize-me, em que se detém hoje, de maneira
especial a tua atenção? Que desejas mais vivamente? Quais os meios
que tens para o alcançar? Conta-me se não consegues fazer o que
desejas e Eu te indicarei as causas do insucesso. Não gostarias de
conquistar os meus favores?
Por acaso estás triste ou mal humorado?
Conta-me com todos os pormenores o que te entristece. Quem te
feriu? Quem ofendeu o teu amor próximo? Quem te desprezou?
Conta-me tudo. Então, em breve, chegarás ao ponto de me dizer que,
imitando-me, queres perdoar tudo e de tudo te esqueceres. Como
recompensa hás de receber a minha bênção consoladora. Acaso
tens medo? Sentes na tua lama melancolia e incerteza que, embora não
justificadas, não deixam de ser dolorosas? Lança-te nos braços
da minha amorosa providência. Estou contigo, a teu lado. Vejo tudo,
ouço tudo e, em momento algum te desamparo. Sentes frieza da parte
das pessoas que antes te queriam bem e que agora, esquecidas,
afastam-se de ti apesar de não encontrares em ti motivo algum para
isso? Roga por elas, pois, se não forem obstáculo à tua
santificação, Eu as trarei de volta a teu lado.
Não tens alguma alegria que possas partilhar Comigo?
Por que não me deixas tomar parte nela com a força de um bom amigo?
Conta-me o que desde ontem, desde tua última visita, consolou e
agradou teu coração. Talvez fossem surpresas agradáveis; talvez se
tenham recebido boas notícias, uma carta, uma demonstração de
carinho; talvez tenhas conseguido vencer alguma dificuldade ou sair de
algum apuro. Tudo é obra minha. Dize-me simplesmente, como um filho
ao seu pai: “Obrigado, meu Pai, obrigado!”.
E não queres prometer-me alguma coisa?
Bem sabes que Eu leio o que está no fundo do teu coração. É fácil
enganar os homens, mas a Deus não podes enganar. Fala-me, pois, com
toda a sinceridade. Fizeste o propósito firme de, no futuro, não
mais te expores àquela ocasião de pecado, de te privares do objeto
que te seduz, não mais leres o livro que exalta a tua imaginação,
de não procurares a companhia das pessoas que perturbam a paz da tua
alma? Serás novamente amável e condescendente para agradar àquela
outra, a quem, por ter te ofendido, consideraste até hoje como
inimiga? Ora, meu filho, volta agora às tuas ocupações
habituais: ao teu trabalho, à tua família, aos teus estudos; mas não
esqueças os quinze minutos desta agradável conversa que tiveste
aqui, a sós comigo, no silêncio do santuário.
Pratica tanto quanto possível o silêncio, a modéstia, o
recolhimento, a serenidade e a caridade para com o próximo. Ama e
honra minha mãe que é também tua. E volta amanhã, com o coração
mais amoroso, mais entregue a mim. No meu coração hás de encontrar,
em cada dia, um amor totalmente novo, novos benefícios e novas
consolações. Vem, que Eu aqui te espero.
:: Trecho do
livro: Uma visita ao Santíssimo Sacramento
Fonte:cancaonova.com

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