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Introdução
Jesus na véspera da tua paixão, disseste a teus apóstolos. "Vós sois
os que ficastes comigo em minhas tribulações"...
Eu te dou graças por poder estar contigo e acompanhar-te em tua Via Sacra.
Que minhas palavras não sejam vãs, mas que, meditando sobre teus
sofrimentos, elas me levem, de fato, a seguir-te nesse caminho que trilhaste
por mim e pela humanidade inteira.
Que eu tenha a certeza de que o teu caminho é o único que leva à vida.
Tu carregaste com amor tua cruz, Jesus. Dá-me coragem e esperança para
perceber que vale a pena lutar e sofrer para conquistar a Salvação.
Que a tua ressurreição seja o penhor da minha ressurreição.
Amém.
"A via Sacra pode ser rezada também em casa em viagem no trem, no ônibus,
no metrô"...
ALMA DE CRISTO
Alma de Cristo santificai-me.
Corpo de Cristo Salvai-me.
Sangue de Cristo, Inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
O bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que me separe de vós.
Do espírito maligno defendei-me.
Na hora da morte, chamai-me e mandai-me ir para vós, para que com os vossos
Santos vos louve por todos os séculos dos séculos.
Amém.
I Estação: Jesus
é condenado à morte.

Jesus, aceita
com submissão e amor a sentença que o condena à morte, pois foi através de
sua morte que nos veio a Redenção.
Senhor, foi o meu pecado que Te obrigou a carregar a cruz. Faze com que eu me
arrependa de meus pecados e me converta.
II
Estação: Jesus recebe a cruz.
Sem murmurar,
Jesus recebe sobre seus ombros a pesada cruz, onde vão os pecados e misérias
de toda a humanidade.
Senhor, quero ser teu discípulo. Dá-me forças para carregar a minha
cruz, fazendo dela um meio para chegar junto a Ti
III
Estação: Jesus cai por terra pela
primeira vez

Jesus caminha
cansado e abatido sob o peso da cruz. Seu corpo está coberto de sangue, suas
forças esmorecem e Ele cai por terra.
Foram os meus pecados, Jesus, que Te fizeram cair sob o peso da cruz.
Fortalece a minha fé para que eu não caia mais no pecado.
IV
Estação: Jesus se encontra com sua Mãe.

Quem poderia
conter as lágrimas, ao contemplar essa cena ? Jesus encontra-se com Maria,
sua Mãe. Mãe e Filho se abraçam em meio à dor.
Fui eu, senhora que cravei essa espada de dor em Teu coração. Foi o meu
pecado que fez Jesus sofrer. Fui eu que Te fiz chorar, Mãe.
V
Estação: Jesus recebe ajuda do Cirineu.

Jesus, na sua
humildade, permite que um estranho, à contragosto, o ajude a carregar sua
pesada cruz, rumo ao cimo do Monte Calvário.
O Cirineu carregou forçado a tua cruz, Senhor! Tu carregaste a minha cruz com
tanto amor. Que meu amor ajude a tornar a tua cruz mais leve.
VI
Estação: Verônica enxuga o
rosto de Jesus.

Uma
mulher vence o medo e enfrenta os ferozes guardas romanos e, com um lenço,
enxuga o rosto ensangüentado de Jesus.
Senhor, assim como deixaste teu rosto impresso no pano da Verônica, deixa
também em minha alma os sinais do teu sofrimento e do teu amor.
VII
Estação: Jesus cai pela segunda vez.

Sob o peso
esmagador da cruz, Jesus cai mais uma vez. Mas a força de seu amor o faz
levantar-se e seguir rumo ao Calvário.
Foi o peso de meus pecados que Te fez cair novamente, Jesus. Tu caíste para
fortalecer a minha fé, para que eu seja forte ante a tentação.
VIII
Estação: Jesus consola as mulheres.

Jesus
esquece, por um momento, os seus próprios sofrimentos para abrir seu coração
e consolar as mulheres que choravam.
Ó amável Jesus, consolador dos aflitos, que eu também mereça ouvir de teus
lábios palavras de consolo que me levem à vida eterna.
IX
Estação: Jesus cai pela terceira vez.

Humilhado
por tantos sofrimentos, Jesus, ao chegar junto ao cimo do Calvário, cai com o
rosto por terra, sob o peso da cruz.
Jesus, Tu te humilhas ao extremo para que eu, pobre pecador, possa ter a
dignidade de ser chamado "Filho de Deus"
X
Estação: Jesus é despojado de suas
vestes.

Jesus é
humilhado na sua dignidade divina, nos seus direitos humanos ao ser despojado
de suas vestes.
Dá-me, Jesus, o espírito da tua pureza, para que eu possa despojar-me do
pecado para revestir-me com a veste da tua graça e do teu amor.
XI
Estação: Jesus é pregado na cruz.

Os pregos
ferem a carne divina de Jesus. A cruz é levantada e o nosso Salvador fica
suspenso entre o céu e a terra.
Jesus, que o teu sangue bendito purifique até o mais íntimo de minha alma e
me faça viver a vida nova que vieste trazer com a tua redenção.
XII
Estação: Jesus morre na cruz.

"Tendo
dado um grande grito, Jesus expirou". "Ele penetra na morte para que
todos tenham vida e a tenham plenamente".
Fere-me de amor, eu Te suplico, Jesus, fere-me de amor para que eu possa
contemplar tão sublime mistério: um Deus morrendo por mim.
XIII
Estação: Jesus é descido da cruz e
Maria o recebe morto.

Ó vós que
passais pelo caminho, parai e vede se existe dor igual a dor desta mãe que
recebe agora em seus braços o Filho morto.
Ó mãe das Dores, que choras sobre o Teu Filho, morto pelos meus pecados,
alcança-me o sincero arrependimento de minhas faltas e minha conversão.
XIV
Estação: Jesus é colocado no
sepulcro.

O
sepulcro de Cristo é fonte de esperança. É silêncio prometedor de vitórias.
Morrendo, Jesus venceu a morte e deu-nos a vida verdadeira.
Quisera eu, Jesus, ser sepultado contigo, para que, morto para o pecado e para
o mundo, pudesse ressuscitar para viver em plenitude.
XV
Estação: Ressurreição
de Jesus.

Ressuscitaste,
Senhor. Ressuscitaste na pureza inefável do esplendor sem par. Ressuscitaste
para me dizer, com linguagem esplendorosa, eloqüente e silenciosa, essa
linguagem que brota de tua glória, que não me fizeste para o sofrimento.
Ressuscitaste para me dizer que no plano de sabedoria infinita do Pai, o
sofrimento não é um fim, é um meio; o Calvário é um caminho e não a meta
suprema.
Ressuscitaste, Senhor, para me arrastar com o teu exemplo e encorajar-me na
caminhada áspera de minha frágil existência terrena, para dar sentido de
conquista a meus dias.
Cristo Ressuscitado dá-me luz suficiente e força eficaz para ajoelhar-me aos
pés da tua cruz e viver o mistério do teu amor redentor.
Aleluia!
Amém!
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