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A CRÍTICA MALDOSA
Nesta coluna dos “recados”, iremos dando algumas chamadas rápidas, sobre coisas que afetam profundamente nossa vida e põe em risco nossa alma. Já falamos sobre a fé, sobre o perdão e a partilha; agora falaremos sobre uma coisa horrível: a fofoca! Um dos maiores e mais perniciosos vícios que todos nós temos, é falar mal dos outros. É criticar atitudes de todo mundo como se nós fossemos santos. É viver fofocando da vida alheia. Se os homens e as mulheres soubessem o mal que isso causa, certamente que todos costurariam os próprios lábios, para nunca mais falar nada, de quem quer que seja. Eis que a critica, tantas vezes infundada, outras vezes destrutiva e maldosa, quase sempre encerra um julgamento, uma condenação, que vai justamente contra aquela célebre frase de Jesus: não julgueis, para não serdes julgados! Na verdade, a imensa maioria dos homens e também das mulheres tem este perverso defeito. Digo diabólico defeito! E todos agimos contrariamente aquela parábola de Jesus, que nos faz “ver o argueiro no olho do vizinho e ignorar a trave que está no nosso”. E é tal a nossa desfaçatez, que costumamos abrir nossa fofoca com aquela surrada frase: “não é que a gente queira falar, mas fulano de tal...!” Ou seja, a gente quer mesmo é falar mal! Outras vezes, mais sutilmente ainda – ou mais cinicamente - costumamos nos insinuar dizendo que “é preciso comentar estas coisas porque senão a gente não pode corrigir comportamentos”. Claro está, eu nem falo da calúnia deslavada, da mentira odiosa, desta força do mal capaz de destroçar completamente as almas. E começo falando e me refiro especificamente a aqueles comentários maldosos que se fazem a respeito das pessoas, onde a gente sempre dá ênfase a uma palavra chave, coloca uma vírgula no lugar errado, acrescenta um risinho maldoso ao final do comentário, dirige um olhar de mofa ou até um pequeno escárnio, e acaba enfim de formalizar uma grande mentira a respeito daquela pessoa. E esta história de aumentar as coisas propositalmente, para desfazer ou desmoralizar as pessoas, tem causado verdadeira avalanches de pecados faltas em todo o mundo. Conta-se o fato de um professor universitário, que fez a seguinte experiência: Ele tomou 10 de seus alunos mais esclarecidos e os colocou isolados, em dez salas diferentes, onde um não poderia ouvir o outro. Passo seguinte foi ao aluno da primeira sala e leu para ele uma história bem explicada e lhe pediu que a fosse relatar oralmente ao aluno da sala seguinte a mesma história. E assim um ao outro, até chegar ao décimo aluno. Enquanto isso ele contou a história na sala para todos e pediu ao último que viesse contar detalhadamente o que chegara até ele. Então todos puderam constatar e incrível diferença da história real. Tudo estava já distorcido e mesmo completamente diferente. E assim vai!
A VERDADE: Numa de nossas caminhadas de visita de nosso Grupo
de Oração, o “Salvai Almas” aos cemitérios, íamos pela estrada
comentando sobre algumas pessoas conhecidas – vivas e falecidas - e
sobre seus procedimentos. No primeiro cemitério seguinte, o divino
Arcanjo São Miguel já nos instruiu com este belo puxão de orelhas: “Quanto
mais vocês comentam mal, sobre a vida das pessoas que querem
corrigir, mais entravam seu caminho rumo à conversão. É
preciso encontrar pontos bons naquelas pessoas e se fixar apenas
neles. E logo verão seu progresso rumo ao Pai”. Viram que bela lição? É quase impossível achar uma só pessoa hoje na face da terra, que não faça, vez por outra este tipo de comentário. Vale então, para nós todos! Na verdade, onde dois ou mais se juntam hoje em dia, é sempre certo que nalgum momento da conversa, surgirá algum comentário sobre atitudes de alguma pessoa, ou sobre a vida dela, sempre pessoa ausente, é claro, quando não sem uma certa maldade vão-se desfilando comentários e se avaliando procedimentos. Há, Senhor, quantos bilhões de pecados iguais se comete hoje diariamente em toda a terra! Quando iremos entender que apenas a Deus compete o julgamento, pois apenas Ele conhece nosso coração, os nossos sentimentos, as nossas faltas e a gravidade de cada uma delas? Quando iremos então entender, que são nossos julgamentos precipitados, os nossos comentários maldosos, as nossas ironias, o pouco caso e o desprezo que temos pelos outros, é causa de muitos dos males que acontecem na terra? Está ai às portas o Senhor que vem (Ap 22,20) e ainda, depois de dois mil anos de Sua primeira vinda, ainda não seguimos esta preciosa e poderosa virtude: calar! Se falar, falar bem! Fixar-se apenas nos pontos bons! Sim, é preciso denunciar o pecado e a falta – se eles existem - mas apenas para a própria pessoa. Jamais espalhar as penas do travesseiro do topo da montanha durante a ventania. Quem as juntará depois? E se não for verdade aquilo que falamos: quem pagará a conta? Assim, se, por exemplo, o padre de sua Paróquia tem muitos defeitos, que tal ao invés de viver falando mal dele, você começar a ver tudo aquilo que ele faz de bom? Que tal dar-lhe os parabéns e elogiá-lo quando fez algo de positivo? E, é claro, rezar muito por ele. E do mesmo modo, em relação aos familiares. Marido com esposa, pais em relação aos filhos. Enfim, agir deste modo com todos os que nos rodeiam. A critica destrutiva, é talvez uma das faltas mais odiosas que poderemos cometer. É como matar a alma! E isso terá uma dura cobrança na eternidade. Falando nisso, aconteceu recentemente um episódio entre mãe e filho, que repercutiu de uma forma assustadora, pois é exemplo do quanto a crítica é capaz de destruir uma pessoa. Trata-se de um fato verídico. Aconteceu com um menino de 13 anos, um poço de insegurança, que tinha o defeito de fazer xixi na cama - anurese. Pois a mãe, além de soca-lo diariamente com o nariz em cima do colchão molhado, ainda vivi alardeando aos quatro ventos pela vizinhança, que “aquele porco” ainda fazia xixi na cama. Pois ele não suportou mais estas críticas e enforcou-se com um fio. Viram, que horror? Viram que mãe insensível e despreparada? Pois se ao invés de ele viver criticando a criança, inspirasse nela confiança, se a mãe o elogiasse nas muitas qualidades, fatalmente que ele superaria sua incontinência. E assim acontece com muitos! A cura não acontece exatamente porque a crítica, velada ou aberta, sempre fecha o caminho da cura ou o progresso no caminho da superação da dificuldade. De tal forma que se pode dizer, que se trata de uma morte espiritual – coisa realmente odiosa para Deus - aonde a pessoa vai sendo morta interiormente aos poucos, até se ver enredada em dificuldades insuperáveis. Enfim, por que motivo estão cheios tantos consultórios de psicanalistas? Você já se perguntou isso? Não seria exatamente por causa deste imenso caudal de fofocas, de críticas tantas vezes infundadas? Na verdade, estas coisas acabam criando falsos estereótipos e moldando muitos comportamentos, de tal forma que, se a pessoa tentar mesmo agradar a todo mundo, acabará por viver infeliz e morrer infeliz. A velha fábula do “Velho o Menino e o Burrinho”, que todos conhecem. Se quisermos, pois mudar o mundo comecemos por nós mesmos. Se quisermos, pois, corrigir a humanidade, comecemos por disciplinar nossa língua. Façamos um propósito inicial, digamos modesto: primeiro passo? Ficar um dia sem falar mal de ninguém! Segundo passo? Ficar um dia, só falando bem das pessoas! E assim por três dias, quatro, até que tenhamos eliminado completamente este monstruoso defeito. Então veremos atuar no mundo o efeito inverso, como uma poderosa e benfazeja brisa. Pois primeiramente veremos que as pessoas que erram, quando forem elogiadas em suas pequenas virtudes, logo, elas próprias terão forças para corrigir seus grandes defeitos! E logo a seguir, sentiremos que nós também mudamos em nosso grande defeito e ficaremos felizes com isso. E todos absolutamente todos melhorarão. E o mundo inteiro melhorará e será de tal forma, que todo o mal desaparecerá da terra, pois o mundo ficará imbuído e permeado do amor – força de Deus – capaz de transformar tudo. Na verdade, será tal a força transformadora que até os maus terão vergonha de si mesmos e mudarão de vida. Quem dá o primeiro passo? Quem quer corrigir o mundo? Fiquem com Deus. Fonte: Recados do Aarão |
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