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ENSINO ESTÚPIDO

 

     O que me motiva a escrever este artigo é fazer a leitura, a pedido de meu filho Gustavo de 15 anos, de um artigo de Veja 07/08/2002, do Stephen Kanitz, na coluna: Ponto de vista. De fato, eu já fui um leitor de Veja, há muitos anos, creio que por dez anos assinante ou leitor, mas depois que a revista trouxe muitos artigos tendenciosos contra a Igreja Católica, resolvi coloca-la na lista das leituras que não me fazem falta. Mas o artigo me interessou, só porque meu filho disse: Pai, taí um homem que pensa igual o pai! E li o artigo.

     O motivo principal, é dar um recado de conforto, ou um pedido de calma, para muitos pais e mães que me telefonam diariamente – sei que há milhares de outros nesta situação – que ainda agora, mesmo nesta última arrancada rumo a Grande Tribulação, ficam se preocupando exagerada e angustiadamente, se seu filho vai ou não vai passar no vestibular, se vai ou não fazer cursinho, enfim, se vai ou não fazer carreira. Tenho também um filho nesta situação e ele quer fazer o vestibular. Ótimo! Sem angustias nem perda de sono! Vou dizer que está tudo errado, que mordemos a isca do diabo e só ensinamos para nossos filhos aquilo que ele dita e, portanto, não serve para nada. É porcaria! Duvidam?

    Mas vamos do início! Desde a minha mais tenra infância, sempre fui um livre pensador. Eu poderia ficar horas e horas imaginando coisas, desde a solução para problemas práticos do dia a dia, até para os grandes e aparentemente insanáveis problemas nacionais e mundiais. Nestes meus tantos anos de pensar, certamente que tive grandes idéias e gostaria de relatar aqui algumas de minhas experiências, para que o leitor possa sentir, que quando incitado, até mesmo um colono do mato, puxando a enxada na lavoura, pode ter grandes idéias, antes mesmo de elas haverem sido inventadas. Vamos a algumas! 

    Não vou descrever cada uma das minhas idéias, mas cito três por tópico: 1) Uso do pneu careca na Formula 1, quando a pista é seca, pois aumenta velocidade; 2) Engrenagem a ser usada nas estradas de ferro, quando há subidas e o trem patina; 3) Utilização do computador em miniatura e da interação, cérebro humano x computador, idéia que tive há mais de 35 anos. Hoje se aplica! Todas foram implementadas depois de eu ter tido a idéia. Enfim, eu fui ensinado a pensar e fui deixado livre para brincar e pensar. Pensar e criar! Criar e brincar e trabalhar. Sim, porque eu tive que começar a trabalhar duro na lavoura já aos seis anos de idade. Obrigado pai por me fazer trabalhar já naquela idade! Mas achava tempo para tudo. De fato, entrei na escola por fome de saber aos cinco anos a antes de terminar o primeiro ano primário, já havia lido uma bela centena de livros. 

      Por que motivo lembro estas coisas? Para dizer que sou um gênio? Jamais! Eu pessoalmente sou miséria e pó! Digo isso como exemplo, para bater firme em quem precisa ouvir! Para poder, depois, poder gritar bem alto nos ouvidos dos atuais capitães de ensino e professores de todo o mundo: tenho realmente pena de todos vocês! E de todos os atuais alunos – tenho pena deles, e de meus cinco filhos inclusive! Para poder gritar que toda a escola deles é voltada para a imbecilidade, para a mentira, para a formação de alienados, de despreparados para a verdadeira vida e é voltada para formação de pessoas felizes, embora doutores! Que eles e suas escolas só ensinam para a geração de uma sociedade alienada, voltada ao fracasso, ao insucesso e á ruína. Vou continuar sozinho em minhas posições? Mas, certeza absoluta, eu não me retrato, nem volto atrás! Se o mundo continuasse por muito tempo assim – não vai continuar tenham certeza – um dia me dariam razão! E por este sistema não me importar nem um pouco é não perco nenhum minuto de sono com ele. 

     Pois bem! Quando eu terminei meu 5º Ano de Admissão, levado pelas irmãs religiosas que nos davam aula e incentivado por um furioso desejo de aprender, em parte vindo de meus pais, eu me havia tornado em uma verdadeira maquininha de dar respostas. De história do Brasil sabia os detalhes, as datas, os fatos e tudo que os livros falavam sobre o Brasil e o mundo. Da geografia, citava todos os países, com as capitais, com cidades principais, população das cidades e dos países. Sabia onde cada país se situava nos continentes, a área que tinham e qualquer detalhe escabroso que os tais livros sobre eles citassem. 

    E pergunto: de que me adiantava isso? Dizer que eu era o bom? Que era sabido? Que nada! Eu na verdade era nada mais que simples porcaria! Ademais, acaso isso enche barrigas! Não, porque nos meus empregos eu nunca precisei de um dado sequer daqueles! Aliás, estragou até! Sabem porque? Porque mais tarde, deixei de ganhar um carro zero no programa “Só Compra quem tem” do Silvio Santos, porque me perguntaram quais eram as quatro cidades principais da Suíça e só me haviam ensinado três! Melhor seria não saber nenhuma não acham? 

     Aos poucos, por causa destes raciocínios, acabei percebendo que era imbecilidade saber todos estes dados, porque, ainda que eu soubesse a quantidade das estrelas do céu e o seu nome, ainda que eu pudesse contar e dar nome os grãos de areia do mar e soubesse de que rocha cada grão procede, de nada me adiantaria, pois isso não me ensinava a ser gente, nem a ganhar a minha vida e, principalmente, não me ajudava a ser feliz! Lembram-se da história do Pico de La Mirandola? Ele aos 22 anos, falava fluentemente 20 idiomas, sabia de cor todas as 800 proposições matemáticas de seu tempo, tinha, ele próprio, criado outras 1.400 proposições e se gabava ser capaz de responder a qualquer pergunta, que alguém lhe pudesse formular sobre qualquer assunto? Sabe, ele morreu aos 24 anos de puro desgosto por “nada mais ter o que aprender”. Faz 800 anos que ele se foi! Querem mais?

    Um dia li a história de um menino inglês, do início do século passado, que, aos dois anos, quando seu irmãozinho nasceu disse: Oba! Que bom, assim eu vou ter platéia! Pois acreditem, quando este outro irmão tinha apenas dois anos e ele quatro, seus pais, olhando pelo buraco da fechadura, atentos, cronometraram um debate dos dois, sobre um mesmo tema, sem mudar de assunto nem de lugar – estavam sentadinhos no chão – que durou 26 horas sem parar. Este mais velho tinha uma memória tão brilhante, que quando adulto, lia um livro de centenas de páginas, depois o fechava, e repetia de cor todas as palavras. Uma loucura! Que deu com este cara? Nada! Nunca produziu nada que prestasse! Outra feita eu assisti a uma reportagem na TV, sobre um maluco que sabia de cor e salteado toda a lista telefônica da cidade de São Paulo. Coisa de louco! Resultado? Conseguiu um emprego de telefonista!   

     Amigos professores me perdoem a rudeza: a escola de vocês é alienada e bestializante. Minha primeira e radical proposta sempre foi e ainda é: toda a escola que não ensina a caminhar para Deus, esta escola não vem de Deus! Toda a escola que ensina, apenas, a caminhar esta curta vida, é curta de idéias! Para ganhar a eternidade, é preciso pensar mais longe! E a escola tem que ensinar a caminhar para a eternidade com Deus e em Deus. Só então ela resolverá, também e com certeza, todos os problemas desta curta vida. Ou seja, enquanto a visão humana estiver bitolada apenas na curta realidade deste mundo pequeno, jamais ela conseguirá ir além do comprimento do próprio nariz, nem jamais deixará de girar ao redor do próprio umbigo. 

     Outro exemplo meu! Quando pequeno, na escola, me fizeram queimar tutano durante meses seguidos, para aprender o tal de “pi”. Não que eu não tivesse entendido logo, mas os outros não entendiam, e por isso perdi muitos meses, ligado a este tal “pi”. Digo a vocês, depois, noutros anos, me fizeram voltar ao tal assunto. Bem, usei o “pi” apenas uma vez na vida. Foi para ajudar a um velho amigo ferreiro, que precisava dividir uma roda em 88 posições iguais, para fazer uma roleta de bazar. Também aprendi o “teorema de Pitágoras”. Meses estudando aquela coisa tola. Sim, havia entendido. Mas só aos 35 anos, numa única vez, usei o tal teorema. Foi para calcular o tamanho dos caibros que eu precisava tirar do mato, para fazer uma casa. Sim, para não haver desperdício de madeira, nem trazer madeira de sobra. Só isso?! Não, não é tudo!

     Mas existe no ensino, um outro monstro bestial, estúpido, insano, paquidérmico, pífio, enfim, todos os nomes de bestialidade que se pode lhes dar. Fala sobre “seno”, “coseno”, “tangente”, coisas assim! Outro que fala em “x” e “y”! Pois, acreditem, acho que, somados os anos de ginásio, colégio e, pasmem, de universidade, que me vi obrigado a estudar esta praga “moderna”, acho que me fizeram consumir um ano de minha vida. Se não foi tanto, penso que vou morrer um ano mais cedo, apenas por causa da gana que eu tinha daquela coisa estúpida. Quem é que precisa disso? Quem é que utiliza uma tal coisa na prática? Ah! Um engenheiro? Então que se faça apenas os engenheiros estudarem tal coisa. Para que nós outros que só queremos ser felizes... não sendo engenheiros? 

     Afinal, gente, toda a matemática moderna é uma imbecilidade completa. Mentira que ela desenvolve o raciocínio! Na verdade a matemática moderna emburrece as pessoas normais. Ao raio os “matemáticos” “geniais” que ensinam isso! Eles não entendem nada de mente humana normal, pois medem tudo pela deles que é distorcida. Em toda a humanidade nem 5% das pessoas tem capacidade de abstrair mentalmente e qualquer esforço em faze-las pensar sobre suposições é completa inutilidade. É tempo de vida perdido, é esforço inútil é dinheiro botado fora. Pessoas comuns esquecem isso logo! Tudo o que se aprende nestas malditas aulas, serve apenas para ganhar nota e cumprir currículo. Mas não sobra nada de bom para estudante algum. Ademais, hoje, por exemplo, um engenheiro que tiver que calcular a planta de um edifício basta utilizar-se de um programa de computador. O que ele lavava antes um mês para calcular, agora, enquanto ele toma um cafezinho já está pronto. 

    Meu caro pai, minha cara mãe, você que mesmo agora nestes tempos finais fica ainda preocupada, se o seu filho vai ou não vai passar de ano; se ele vai ou não vai passar no vestibular, ouça esta frase retirada da “bíblia de satanás”, ou seja, do livro chave dos dominadores deste mundo e que comandam e orientam todo o alto ensino da terra. É dela que vem a base do ensino de seus filhos: Diz mais ou menos assim: “Entupamos a cabeça dos jovens cristãos com cálculos que sabemos absurdos e que para nada servem; assim eles não terão tempo de pensar nas boas coisas da vida”.

    Esta é, caro pai, cara mãe a escola de seu querido e amado filho... cristão! A esta escola diabólica eu tive que me submeter, e a ela me obrigam a submeter meus cinco filhos. Miséria humana! Vamos ser coerentes e pensar um pouco: De que adianta saber o nome das estrelas do céu, se nunca vou pisar lá? De que adianta saber a distância da terra no sol, se nunca vou percorrer este caminho? De que adianta saber o nome de todas as cidades do mundo, se eu nunca vou poder visitar a todas elas? De que adianta saber como vivem outros povos atrasados, se minha caminhada é para frente? De que adianta buscar nos fósseis a origem do mundo, se jamais saberei como viviam realmente os animais antigos? Se tudo o que posso fazer sobre estas coisas são conjecturas, suposições, que tanto podem ser verdadeiras, como também a mais completa sandice! São coisas assim que subvertem a cabeça do povo, como agora na Europa, onde a preocupação maior de alguns é com as “obras de arte” ou com o “patrimônio histórico” e não com as pessoas que se afogam. 

    Enfim, de que me adianta “engolir” todas as enciclopédias da terra, conhecer todos os teoremas e proposições matemáticas que existem, e compreender todas as fórmulas do universo, se isso não me ensina a ganhar o céu? Pior, muitas vezes nem sequer me dá condições de sustentar a vida? Vejam quanta idiotice! Quanto tempo perdido, em todo o mundo, em todas as escolas da terra, apenas em imbecilidade, inutilidade, bobagem! Conhecimento inútil! Tudo bem, saber se localizar no tempo e no espaço; mas sem aquela exigência louca de currículos rígidos! Tudo bem conseguir entender o elementar sobre o nosso passado; mas jamais devotar a isso milhares de horas de ensino! Para que milhares de horas teóricas se o que ensina é a prática? Ora, qualquer um sabe que cinco minutos de boa prática, ensinam mais que cem horas de teorias absurdas. Porque não estudar apenas o que é bom, o que é real, o que é lógico, o que é necessário, o que é útil e deixar o resto para os que não são da luz? 

     Meus queridos leitores católicos.(Os outros, deixo por conta completa de Deus, mas pelo menos vocês me ouçam!) Não fiquem ai, apavorados com esta questão de ensino, de escola de seu filho, de vestibular, de universidade, etc e tal, porque já não vale a pena. O mundo inteiro vai ruir em breve! Na Nova Terra isso não servirá para nada. Ela está próxima! Tudo o que seu filho aprende na escola é conhecimento inútil. Grande parte é conhecimento degradante. Muito é conhecimento depravado. O que você diz de uma professora que, nas aulas de ciência, manda os meninos se masturbarem para trazer o esperma e mostrar na escola para as meninas? E ai chega um aluno mais gozador que diz para a professora: To com um caminhão cheio ai fora!? Ou você pensa que tais coisas não acontecem! Acaso já viu as aulas de “religião” que se passa em algumas escolas? Satã não as daria melhor! 

    Mas, se você católico quer realmente saber qual seria a escola de seu filho eu digo que em primeiro lugar é aquela que ensina “a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a sim mesmo”. Disso depende o resto! E esta a única escola capaz de construir um mundo justo e humano, porque cristão. Ai, se você quiser ver seu filho se tornar um verdadeiro gênio deve seguir apenas estas instruções e esqueça todos os currículos! 

1) Ensine-o ser feliz em Deus! Ensine-o a ser e a viver como filho de Deus e herdeiro do céu. Não, não o ensine a ganhar dinheiro, mas sim a ganhar o céu. Ai ele acabará sendo um engenheiro do céu, um médico de almas, um Sacerdote do Altíssimo!.. Ai ele construirá sem esforço algum, um céu aqui na terra para todos, e um paraíso para ele na eternidade. 

     Até aqui já bastaria, mas, mesmo sendo tarde para mudar, vou até o fim: 

2) Ensine-o, desde pequeno, a pensar! Ensine-o a pensar logicamente, em cima da realidade e não do absurdo! Ensine-o a “lógica” e não “matemática moderna” e abstrata. Com isso ele aprenderá facilmente a resolver todos os seus problemas daqui da terra e não a perder tempo com as estrelas! Mas não pense que deixando ele em frente da TV conseguirá isso! 

3) Ensine-o, desde pequeno, a comunicar-se bem. Faça com que ela saiba dizer exatamente o que quer, que seja claro, e que ela saiba dizer exatamente o que pensa, por escrito ou falado, nalíngua pátria. Só depois ensine inglês! Com isso ele saberá encontrar tudo aquilo que deseja e procura e a fazer tudo aquilo que ele precisa! 

4) Não cerceie jamais a iniciativa criadora de sua criança. Nem o faça infeliz ocupando-o o tempo inteiro com mil atividades. Observe seu dom natural – que vem de Deus – e procure direciona-lo para aquele campo. Ele fatalmente se tornará num profissional de gabarito e sem dúvida uma pessoa feliz. Ah! Pobres também podem fazer isso! 

5) Não se preocupe se ele não entende muito de história; a maioria do que se fala é mentira! Não fique triste se ele não entende de arte; a arte moderna é toda uma porcaria! Quadros, pinturas e telas distorcidas vêm da escola de satanás, que também é feio. São puro lixo! 

     Saiba agora, toda esta obsessão de “preservação da memória”, os negócios do mercado de artes, de museus, da preservação do “patrimônio histórico da humanidade” conservando prédios velhos, casas podres, obras ultrapassadas – com bilhões investidos nisso – também os milhares de bibliotecas, cheias de livros idiotas, enfim, toda esta orgia nostálgica de passado – que passou e morreu – tudo isso, vem desta besta ordinária que lucra com isso e que hoje dita os currículos. Ela só quer levar o mundo ao caos completo! À insânia! 

    Também: Escola que ensina apenas para o mundo, é uma escola voltada apenas para as coisas do “príncipe” deste mundo. Deus não tem nada a ver com isso! E não O culpem quando os cientistas deste mundo o explodirem com a sua “ciência” maldita! Sim, porque Deus usa o átomo para fazer uma flor; o diabo para fazer uma bomba atômica! 

    Felizmente, meus queridos, os que estudam na escola de satanás, tem só 2,5% de inteligência. Pois se tivessem mais que isso, quereriam ser mais que o próprio Deus como o diabo o fez. Mas se os homens, desde o início, tivessem preferido a escola de Deus – esta que proponho – já teriam ganhado de volta o dom dos 100% de inteligência que o Criador sabiamente lhes tirou quando preferiram a escola do “outro” bem menos inteligente. Há! Na escola de Deus a “memória” não se perde! Nem o “patrimônio” se deteriora! 

     Última coisa: a escola de Deus é gratuita! Não precisa de cursinho nem de universidade e é para pobres e ricos. Com ela o homem não só teria conquistado a lua, mas já estaria visitando outros mundos e participando da criação do Universo, com o próprio Deus. Com 100% de certeza! Pense no se filho, cursando nesta escola futurista! A outra morreu!

Fonte: Recados do Aarão

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