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11ª
MONTANHA – SER FELIZ
“Feliz o homem que teme ao Senhor, e põe seu prazer em
observar seus mandamentos. Será poderosa sua descendência na
terra... Suntuosa riqueza haverá em sua casa.... Como luz se elevará
nas trevas para os retos... Nada, jamais o há de abalar... Não temerá
notícias funestas... Inabalável é seu coração e livre de medo...
Pode levantar a cabeça com altivez... Sua liberalidade permanecerá
para sempre” (Sl,
111). Quem quer ser assim?
Penso que não existe um só ser humano
na terra, que não almeje ser feliz. E se uma pessoa destas existir,
é com certeza alguém doente, desequilibrado, e que precisa de muita
ajuda psicológica, especialmente de muita oração. A busca da
felicidade, é uma das características inatas ou até mesmo
instintivas, de todo ser humano, eis porque todos a buscam com tanta
tenacidade. No dia em que o homem não mais tiver esperança de ser
feliz, com certeza ele dará um fim na própria vida. Infelizmente há
muitos casos assim, pois somente no Japão acontecem em torno de 40
mil suicídios por ano.
De fato, Deus nos criou para sermos e
vivermos felizes. Era, entretanto esperança do Criador e nosso Pai,
que os homens seguissem as Suas fórmulas santificadas, seguissem os
Seus mandamentos perfeitos, para que a felicidade se derramasse em
rios sobre toda a terra. Era desejo ardente do Pai, que o homem e a
mulher jamais tivessem um só momento de tristeza, de dor, de pranto,
de angústia, de depressão, enfim, nada que lhes pudesse tirar, não
só dos lábios o riso permanente, mas acima de tudo, do coração,
este explodir contínuo de felicidade. O homem deveria viver uma
contagiante, emocionada e expansiva felicidade, que, brotando de Deus,
permeasse toda a existência humana e toda a criação.
Havia, então – e há ainda – um
plano de Deus para nos dar esta felicidade constante, esta alegria
permanente, e inabalável. Claro, para que isso se realizasse em
plenitude, era indispensável a ausência do pecado. Obviamente, então
– porque o pecado existe – jamais alguém conseguirá chegar a
esta plenitude, ainda nesta “Velha Terra”, de hoje, e
somente no Nove Reino é que iremos adquirir novamente esta
magnífica prerrogativa que perdemos com nossos primeiro pais e o
pecado. Vale lembrar, porém, que jamais deveremos deixar de buscar
esta felicidade, porque nos moldes como a estamos colocando, isso
significa em síntese última, buscar o próprio Deus.
Na verdade, o homem jamais quis seguir
este plano divino, tão maravilhosamente arquitetado pelo Pai, e
ligando-se no próprio projeto de felicidade, seguindo o falso caminho
de satanás, que, entretanto lhe parece mais fácil e, além disso, não
requer obedecer ou seguir os princípios santos do Criador. Esquece-se
ele, que longe de Deus não existe esta alegria verdadeira, nem
tampouco e mais especial ainda, esta felicidade permanente. No projeto
Dele, com certeza, existem alguns pequenos sacrifícios, que
facilmente obedecidos, nos levam sempre a um bem maior, até porque não
existe outro caminho para ser feliz.
Mas o homem, infelizmente vai pelo visível,
por aquilo que aparenta ser, e segue o mundo, e o mundo é de satanás.
É neste mundo que o demônio foi lançado e é nele que este ser
maldito se esconde. Ora, os demônios não podem ser felizes! Então
jamais poderão dar felicidade à pessoa alguma, somente uma falsa
alegria. Como se pode dar aquilo que não se tem? Mesmo que eles
quisessem, sua natureza totalmente pecaminosa, os impedem de praticar
qualquer virtude, ou assumir algum atributo do bem, únicas fontes de
onde podem brotar a alegria e a verdadeira felicidade. Então o demônio
dá, de certa forma, tudo aquilo que o homem quer e o Criador o
permite, mas por ser mau, furiosamente cobra também a sua parte em
dores. Deus não dá sofrimento ao homem, o demônio sim!
Na verdade os homens confundem alegria
com felicidade. Ambas vêm de Deus, mas existe uma diferença enorme
entre elas. A alegria é apenas uma expressão momentânea que
brota dos sentidos exteriores, é um bem estar esfuziante, que –
longe de Deus – quanto mais forte é, mais profundamente pode abalar
a pessoa, quando deixar de existir. Felicidade, porém, é algo
permanente, é uma alegria continuada que brota do interior, da
alma, e que, portanto vem de Deus. Isso quer dizer então que, algumas
pessoas podem ser alegres por algum tempo, mas a maioria dos homens não
é feliz o tempo inteiro. Aliás, poucos homens chegaram a este nível
de felicidade.
A alegria, segundo está no dicionário
– que erra ao não estabelecer esta diferença, porque certamente o
próprio autor nunca a sentiu de verdade – é tudo aquilo que
alegra, jubila, exulta, traz contentamento, traz satisfação, prazer
moral e diversão. Mas vejam! Cada um destes indicativos traz sempre
junto de si um componente de fim. Nada disso é definitivo, permanente
e continuado. Tudo acaba, tudo desaparece, tudo se esvai de um momento
para outro, mal começa e já acaba. Passar da euforia alegre de um
momento, para a tristeza dolorosa de outro, pode ser apenas um passo.
É como o prazer sexual, que tanto atrai a muitos: questão de alguns
momentos e fim! Mal chega e desaparece, deixando para trás até um
certo desprazer, especialmente quando não existe amor.
A felicidade, segundo o mesmo dicionário,
é a qualidade de quem é ditoso, venturoso, bendito, abençoado. Na
verdade, tentando explicar as duas, o autor confunde alegria com
felicidade, porque a alegria é tudo aquilo que contenta o homem
ligado ao mundo, e em relação às coisas daqui, enquanto as
palavras, ventura, ditoso, bendito e abençoado, trazem
na essência o fato de procederem somente de Deus. Ou seja: Todo
homem feliz é sempre um homem alegre, porém um homem alegre, nem
sempre é feliz! A primeira encerra uma condição permanente, a
segunda uma expressão momentânea.
Veja, até mesmo os animais podem
demonstrar uma certa alegria, quando
correm aos saltos pelos campos, quando um cachorrinho brinca
com o outro por horas seguidas. Mais ainda, penso que os animais podem
ser considerados felizes, todos eles, porque não querem nada além
daquilo que a própria natureza e o existir exigem, não buscam a
fortuna e o excesso, não buscam o prazer daqui, eis aí uma das exigências
de Deus para ser feliz: Conformar-se Nele com o que se tem,
jamais buscando o além da conta, o excesso, em síntese última,
aquilo que não se pode levar para a eternidade.
Também alguns homens, considerando
apenas o sentido animal, podem ter certos momentos de alegria,
passageiros, nem sempre fortes, e isso confunde muito com felicidade.
Mesmo as pessoas de certa forma infelizes, podem ter momentos de
alegria, podem sorrir, embora tragam muita angústia em seus corações.
Poderíamos, então, sintetizar tudo numa frase: Não existe
felicidade no mundo, em tudo aquilo que vem dele; nenhuma alegria que
vem do mundo, perdura para sempre! Logo, isso não é nem traz
felicidade.
Agora temos as olimpíadas! Vejam a
tenacidade com que os desportistas buscam estas simples medalhas,
mesmo sendo de ouro, para as quais devotam anos inteiros de suas
pobres vidas. São horas infindáveis de treinamentos, são sacrifícios
sem conta, são dores e renúncias constantes, para manter o corpo
sadio e perfeito, tudo na busca insana de um momento de consagração.
Se vier o prêmio, é a alegria! Se não vier é a continuidade da dor
pela decepção! É a tristeza que vai povoar o resto da vida de
muitos – pelo pouquinho que faltou para chegar em primeiro – tanto
que nesta área vamos encontrar inúmeras pessoas com sérios
problemas de desequilíbrio. Muitas delas, nunca mais conseguem
contornar suas frustrações e não mais conseguem ser felizes, caindo
em depressão. E como são poucas as medalhas, e são muitos os
candidatos, o resultado é sempre uma imensa maioria de frustrados.
Digamos, então que o atleta ganhou o tão
sonhado “ouro olímpico”. Dará isso a felicidade
verdadeira a um homem? Ganhar na mega-sena acumulada, sozinho, poderá
isso dar felicidade permanente ao ganhador? Ser o homem mais rico da
terra poderá isso fazer um homem realmente feliz? Comandar todos os
homens, impor sobre eles a própria vontade, subjugar a todos com mão
forte, conseguirá isso fazer um homem feliz? Que outra emanação do
mundo será capaz de trazer a felicidade permanente a uma pessoa? Algo
que traspasse os dias, os meses, sempre atuante, sempre permanente,
como que querendo explodir o peito das pessoas? Onde encontrar este
sentimento incrível, bom e santo, do qual temos tanta necessidade?
Há muito tempo que penso nisso, e desde
que comecei a caminhar por estas montanhas, jamais consegui encontrar
um só atrativo neste mundo, que me pudesse dar esta felicidade
permanente que busco. Aliás, foi justamente por sentir, num tempo de
minha vida, que jamais seria feliz correndo atrás das coisas do
mundo, dinheiro, poder estas coisas, é que dei um grito de liberdade:
Assim eu nunca vou ser feliz! E eu quero ser feliz de verdade! E
comecei então uma mudança radical, não sem dores e sofrimentos, não
sem lutas e batalhas, na verdade a luta continua e é insana. O
objetivo é o mesmo: quero ser feliz e sei hoje que é possível
ser feliz também aqui neste mundo, não apenas na eternidade com
Deus.
Para chegar a esta conclusão, primeiro
meditei sobre o ter: Hoje eu tenho duas casas, um carro dos meus
sonhos, uma pequena empresa que me proporciona bons ganhos... Mas se
eu tiver, se eu possuir todo este município, com tudo o que ele contém,
acaso vou ser feliz? Não! Nem se eu possuir todo este estado, este país,
todo o ouro da terra... Eu sempre irei querer mais e mais até o
infinito. Então, se nem esta ganância, nem este ter sem limites me
fará feliz, é lógico que o caminho não é por aqui.
Ora, também no mandar, em política, eu
já tivera decepções amargas, porque não só a política corrompe,
como o próprio eleitor é em síntese corrupto. E logo a busca do
poder me enfastiou, enojou de tal forma, que me desvinculei dos
partidos e não quero mais saber deles, nunca mais. Da mesma forma o
ser um astro deste mundo, um ídolo nos esportes, por estas coisas eu
nunca fui muito enfeitiçado, até porque jamais tive as condições
necessárias para ascender neste sentido. Infelizmente, não é isso
que acontece com a maioria dos homens, que busca insanamente a fama e
o poder a qualquer custo, o ser idolatrado a qualquer preço, nem que
seja passando por cima do direito e esmagando seus adversários pelo
caminho, ou fazendo mau uso de seu próprio corpo.
Mas, cheguemo-nos a um grande atleta,
possuidor de todas as medalhas, detentor de todos os recordes, agora
no auge da fama: se você perguntar a ele se é feliz, certamente ele
dirá que sim! Mas aguardemos um pouco mais, e observemos a
decrepitude tomar conta daquele corpo, a velhice chegar, os cabelos
ficarem brancos, e voltemos a este mesmo homem, perguntando se a
felicidade dele continua a mesma? Sim, ele pode até continuar
aferrado ao passado, aos seus títulos antigos, à sua glória antiga,
mas certamente todo o brilho antigo já estará empanado por uma
realidade muito diferente. Então, o que ele sentia antes não era
FELICIDADE, mas sim alegria momentânea. Tudo passou!
Da mesma forma, acontecerá com os
possuidores de grandes riquezas e de grande poder. Fatalmente, cedo ou
tarde, eles acabarão percebendo que tudo aquilo não os deixou
felizes, que sempre faltou algo maior e melhor, até porque o Espírito
Santo jamais os irá deixar em paz, alertando para a morte progressiva
de suas almas. Sim, porque nada disso, lhes compra a vida eterna, nem
lhes assegura a felicidade em Deus. Infelizmente muitos homens aceitam
do diabo a sugestão, de que vale sim a pena trocar estes míseros
anos de vida entre posses e poderes, por aquela eternidade feliz que
as nossas almas tanto desejam. Não existe, então, felicidade no
ter e no ser fora de Deus.
Mas o que significa então ser feliz? Que
quer dizer felicidade? Em síntese última, a felicidade consiste
em possuir a Deus, Supremo Bem, Suma Bondade, Amor
Eterno, a fonte singular da verdadeira e única felicidade possível.
Felicidade, então, é buscar a Deus, com toda a força do
nosso coração, com a expressão máxima de nosso desejo, com a
capacidade maior de nosso entendimento e com todo o ardor supremo de
nossa alma. Ou seja, o caminho inverso do que os homens fazem. E este
caminhar para Ele, começa com a primeira centelha do pecador recém
convertido e que inicia a caminhada, e busca chegar ao esplendor
luminoso dos grandes santos. A medida verdadeira da felicidade maior
é o AMOR, o ardor, com que você busca a Deus.
Isso mostra, o quanto o homem busca,
erradamente, esta felicidade almejada, ao correr atrás das insinuações
do mundo e de suas coisas passageiras. Deus nos fez livres, e até no
uso da liberdade os homens se enganam, porque a verdadeira, suprema e
maior liberdade que existe é justamente buscar a Deus. Quem se afasta
Dele, quem se recusa a aceitar o primado Dele em sua vida, quem busca
desesperadamente se livrar de Deus, jamais será um homem livre e
jamais será um homem feliz, uma vez que se torna um verdadeiro
escravo do mundo. Até mesmo sua alegria de um momento será falsa, e
lhe deixará sempre na boca um gosto amargo.
De fato, não existe felicidade sem
liberdade. Ora, o mundo prende, a riqueza exige, a busca da glória
fugaz também, tudo isso toma a liberdade do homem. Quem tem riqueza,
precisa lutar muito e sempre para mantê-la ou para conseguir ainda
mais. Quem tem a glória, precisa esfalfar-se em mil desdobramentos
para se manter na fama. Quem tem o mundo a seus pés, precisa vender a
alma ao diabo sob pena de perder até os pés. Como é que alguém
pode ser feliz, buscando riqueza com aquele que também a precisa
pedir, buscando a glória e a luz com aquele que precisa se esconder
nas trevas, buscando a liberdade com aquele que é escravo e
prisioneiro do próprio orgulho, e buscando o mundo com aquele que está
aqui desterrado por teimosia? Ou seja: este tipo de pessoa jamais
encontrará a felicidade aqui, porque somente a quem tem Deus nada
falta, sobretudo a felicidade.
Não seria, então, mais fácil buscar
tudo isso diretamente na Fonte de todo o poder, de toda a riqueza, de
toda a glória? Acaso não seria este o caminho de encontrar a tudo
isso e mais que isto, encontrar aquela felicidade tão sonhada? Óbvio
que sim! E isso nem é difícil de conseguir, nem é difícil de
encontrar. Acaso Jesus não diz que seu fardo é leve e seu jugo
suave? Quando Ele fala assim, refere-se justamente a esta
busca do homem pelo sentido divino que deve dar a sua vida, porque
esta é a única forma de chegar à felicidade perfeita. Sim, também
ele fala em Cruz, entretanto esta Cruz, vem somente como eterna conseqüência
da escolha errada do homem, que opta pelo pecado, pelo mal e pelo
pior.
Enfim, quem se aventura pelo caminho de
Deus, facilmente percebe o crescendo de felicidade que passa a inundar
todo o seu ser. A base da felicidade é o amor, é amar! Quem não
ama a Deus, não consegue ser feliz. Eu falo de uma felicidade
constante, expressa na alegria de todos os momentos, que vai além dos
dias e tempos, sempre num crescendo maior, na medida exata do aumento
do amor, em uma troca recíproca, onde o homem sempre sai beneficiado.
De fato, nós já tivemos santos que morreram de amor, já imaginaram
uma morte assim?
E mesmo hoje, em meio a este dilúvio de
maldades, se pode e se deve buscar isso. E é possível chegar a este
ponto e crescer ainda mais, porque quanto mais próximo de Deus você
está, maior será a sua felicidade. E quem chega a este ponto, passa
com toda a facilidade sobre os obstáculos mais difíceis, até mesmo
sobre as dores mais profundas, como, por exemplo, uma grave doença ou
a morte de um ente querido. Claro que existe ainda um certo sofrer,
mas com certeza passageiro porque conformado com a divina vontade,
coisa que admiro em muitas pessoas. Mas isso jamais lhe abalará a
confiança interior, jamais lhe tirará a paz e a serenidade, nem
aquele soberano sentimento de verdade, aquela certeza maior de que
Deus faz sempre o melhor para todos aqueles que O amam.
É desta confiança mútua que brota a
felicidade, e só faz crescer como um rio de fogo que todo o derredor
incendeia. Ela é como chama ardente, que queima no peito, que abrasa
a alma, que sublima-se numa paz interior indizível, num sentimento
reconfortante e bom, que não pode jamais ser descrito, quem sabe
tentado, apenas por quem busca Nele viver. É isso que muitas pessoas
hoje estão sentindo. Algo tão forte e bom que jamais quererão
voltar atrás, aos velhos tempos do sofrer longe de Deus. Quem se
abrasar uma vez só neste amor Divino, jamais deixará de buscar e
cada vez com força maior este sentir, este pulsar, este viver, este
desejar morrer, Naquele que nos ampara, nos abraça e nos acaricia.
Aquele que dos abismos nos eleva até as alturas infinitas!
Aquele que nos transforma do verme rastejante, em águia soberana que
domina os ares.
Abismar-se em Deus, eis o segredo da
felicidade permanente nesta vida. Confiar em Deus, eis o segredo da
alegria eterna – esta a verdadeira felicidade – germe que
jamais morre, pulsar que nunca termina. Taças, prêmios, medalhas, títulos,
condecorações, tudo isso é palha que o vento leva, é centelha que
o fogo incendeia, é fumaça que o vento leva para longe. Esta a falsa
alegria de satanás... e dos homens! Nada disso traz aquele verdadeiro
e único sentimento, infinitamente puro, bom e doce, que podemos
chamar de felicidade. Cada um deles pode apenas acender a alegria de
um momento, é um fogo-fátuo, é centelha, é simples fagulha, que
jamais permanecerá acesa por mais que alguns instantes. Infelizmente,
esta alegria momentânea de posse, pode se tornar mórbida. Então é
porque a alma está em grande perigo, quem sabe já morta para sempre.
Quem se compraz, ou busca, sempre mais sofregamente as alegrias deste
mundo, cedo ou tarde acaba percebendo que se esfalfou em vão, que
correu atrás de coisas sem sentido, porque tudo aquilo que é do
mundo é passageiro, é ilusório. Pode-se dizer, então, a
alegria é como uma simples centelha, a felicidade um fogo ardente que
nunca se apaga.
E assim, orgias, bacanais, festas, badalações,
shows, espetáculos, dinheiro, poder, enfim tudo aquilo que atrai
tanto ao ser humano, que quer lhe mostrar alegria, que lhe pretende
ensinar felicidade, tudo isso é um simples arremedo, no fim,
uma assombrosa mentira. Quando termina a festa, acaba o espetáculo, o
estômago entope de drogas e bebida, quando cai o pano ou chega o fim
do filme, a dura realidade chega e mostra a nu, o verdadeiro sentido
de tudo aquilo: pura estupidez!
É preciso, então, buscar no Altíssimo
a fórmula mágica, a poção deliciosa do Amor, como bem supremo.
Quem alcançou, assim, o estágio onde a felicidade e a alegria se
fundem num só e permanente sentimento em Deus, notará que as coisas
mais simples, mais humildes, mais pequeninas, podem ser causa de
imenso prazer interior e exterior. Também as grandes dificuldades, as
dores maiores, as cruzes mais pesadas, lhe parecerão pequenos, porque
o próprio Deus as levará. Enfim, para esta pessoa, tudo aquilo que
é grande, que parece assombroso e fantástico deste mundo, passa a não
dizer mais nada, justo aquilo que seduz, encanta e falseia o sentido
verdadeiro da existência: Amar a Deus!
Este é o segredo da felicidade. E você, é feliz? Arnaldo!
Fonte: Recados do Aarão
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