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OS MORTOS VIVOS
A cada dia que passa mais e mais me convenço de que tinha um sentido imensamente profundo aquela célebre frase de Jesus: Quando o Filho do homem voltar, acaso encontrará fé sobre a terra?(Lc 18,8) Não falo especificamente sobre a questão da apostasia em si, que se espalha pelo mundo como um cancro maléfico e mortífero, mas falo sim sobre a falta absoluta dos conteúdos essenciais de uma fé, de uma crença, de uma religião. Falo mais diretamente, do que acontece dentro da nossa querida Igreja Católica. De fato, dentro de nossa Igreja, se poderiam citar três grupos bem distintos, pelo conhecimento que têm dela, grupos que podem variar de tamanho de comunidade para comunidade. O primeiro grande grupo, o que mais se sobressai e que hoje impera, é aquele formado pelos que mandam nela, não para conduzi-la aos caminhos de Deus, mas pelos caminhos do mundo. Esta gente, hoje está com a corda toda e se prepara ufanamente para seguir as ordens do falso papa, e se pousará com tal pinta de santo, que será capaz de matar em nome de Deus, conforme Jesus previu (Jo 16,1). Aguardem somente a saída de João Paulo II. Esta gente, são os que se ocupam do fome zero, e se esquecem dos sacramentos que salvam almas. Eles são os que lideram as festas – não as rezas – lideram os padres e o fome zero de comida, jamais, como deveria ser, o fome zero das coisas de Deus. Eles querem a casa do mundo, não a morada definitiva no céu. São os que não rezam mais, mas adoram um microfone! A maioria dos padres e bispos está dentro deste grupo. O segundo grupo, é formado por um pequeno redil, hoje assustado e temeroso, que tem que praticamente agir as escondidas. São aqueles que ainda rezam. São os que acreditam nos profetas atuais e vivem a mensagem do Fim dos Tempos. Normalmente, eles se acumulam ao redor de uma ou duas pessoas de grande força de oração, de verdadeira fé, de verdadeira obediência à verdadeira Igreja Católica de João Paulo II, e dali programam os seus encontros de oração. Penso que todas as capelas e paróquias do mundo têm pelo menos algumas destas pessoas abnegadas. Elas são via de regra combatidas, olhadas de viés, têm que implorar espaço na Igreja para rezar – quando não são expulsas – e são cerceadas quase completamente pelo primeiro grupo de pomposos “católicos”. Uma quase insignificante parte do clero, alto e baixo, está dentro deste grupo, na maior parte formado por padres e bispos bem velhinhos! O terceiro grupo, é formado por uma imensa massa de manobra, os insensíveis, os alheados, os joguetes, para os quais tantos faz a direção que o vento sopra, nem lhes importa que seja Deus ou o diabo o pregador. Destes, de católico, a maioria só tem o nome. Estes nada entendem de coisa alguma, nem querem de fato entender. Para estes, não existe aquela sensibilidade na fé, aquele sentido maior e mais profundo de Deus. Deste grupo é que saem as pessoas rumo as seitas, pois a sua falta de conhecimento é tanta, que não conseguem ver a diferença entre uma Igreja de verdade, com unidade de rito e liturgia, com sacramentos, especialmente a Confissão e a Eucaristia. Isto é, uma Igreja onde se encontram todos os caminhos da salvação, para buscar outras onde não há nenhum. Estes, aqui são capazes tanto de adorar Maria – que não é deusa – como de ir depois nas seitas quebrar as imagens dela. Acaso isso é religião? Acaso isto é fé? Sim, porque uma fé pressupõe um sentimento muito mais profundo, da existência de mistérios insondáveis, somente possíveis de explicação através de um Deus, com todos os Seus infinitos atributos de bem e de bondade. Ou seja, é impossível ao homem entender a estes mistérios, mas também é impossível viver sem buscá-los! Uma fé sem mistérios, como a das outras religiões e seitas, não é uma fé necessária, mas algo descartável, que serve melhor ao fanatismo e a polêmica, e ao culto a um deus qualquer, jamais ao Deus verdade. Descartado o misterioso de um culto, ele torna-se desnecessário, pois não traz proveito algum para as almas. Quantos entendem estas coisas, pelo menos no mínimo? Que será de um homem, de uma mulher, que não entendem nada de sua religião, dos seus mistérios e de seu Deus? Será isto uma religião? Será isto ter fé verdadeira? Crer verdadeiramente, implica em se deixar guiar completamente por Deus. Significa a gente mergulhar na esfera do celeste, permitindo ao Espírito Santo que nos conduza ao sentido único da verdade. Quem se julga uma pessoa muito capaz, ou entendido das coisas de Deus, ou se faz teólogo e doutor ao próprios olhos, este jamais terá condições de acreditar verdadeiramente. De fato, estes procurarão sempre explicações tão racionais quanto absurdas, para aquilo que desconhecem. Estes são protestantes dentro da Igreja, e são candidatos a fundar outras denominações de culto. Estes nunca souberem o que é ter fé! Ó, como é diferente o caminho de Deus! Nele tudo deve ser visto com os olhos da fé! Nele tudo é feito na simplicidade dos corações. É, sim, literalmente impossível para nós humanos, penetrarmos sequer na epiderme do mistério de Deus, entretanto, para todos os racionalistas é até impossível encontrar a Deus, porque cada um deles tem na sua mente deturpada, o deus que ele entende e quer, o que lhe agrada, o que ele imagina, o que ele cultua orgulhosamente. O deus dos orgulhosos é o deus da polêmica, pois não é encontrado de joelhos nos bancos de oração, mas nas cátedras discursivas dos grandes eventos e das pomposas elucubrações literárias de livros intragáveis. Ninguém jamais encontrará a Deus, se não for pela via única da oração, da conversão profunda, e da fé singela de uma simples criança. Jesus já falou isto, mas muitos não acreditam Nele. Muitas vezes fui solicitado a dar pequenas aulas de catequese às crianças, e também aos adultos, e em todas as vezes foi angustiante perceber o quão pouco todos entendem da sua religião católica. Pavorosamente, nossa Igreja mais parece um covil de mortos vivos, de um simulacro de religião, de um sepulcro caiado de fé. Quando perguntadas sobre quem é Jesus, sobre quem é Deus, vocês podem ter certeza de que a maioria absoluta não sabe responder com algo coerente. Da mesma forma, a maioria absoluta desconhece o nosso Catecismo, a nossa Igreja, a nossa Doutrina, porque simplesmente desconhece por completo a Bíblia Sagrada. Tudo isto é devido a uma Catequese de todo falha, até negativa e perniciosa, fruto de mentes deturpadas que nem entendem de si, quanto mais de Deus. Penso que, se uma pesquisa fosse feita, pedindo que alguém cite um versículo na íntegra, e também o livro, o capítulo e o versículo de onde ele foi extraído, com certeza nem um e cada mil católicos é capaz de citar um só corretamente. Como poderá um povo assim dizer que é Igreja, que acredita em Jesus Cristo e que vive sua fé? Já citei em outro artigo, que verificando uma seqüência de 77 versículos Bíblicos, apenas com citações, ordens ou pedidos de Jesus, percebi que ainda agora, passados dois mil anos daquele tempo, ainda não cumprimos fielmente a nem um só. Ou seja, como um todo, não atendemos nem entendemos Jesus. Como poderemos dizer que somos uma Igreja fiel, que acredita porque vive, que vive porque compreende, que compreende porque estuda e que estuda porque ama a Deus sobre todas as coisas? Na verdade, é tão grande o desconhecimento da maioria, das mais elementares verdades da nossa fé, que a minha surpresa não é que milhares de católicos tenham abandonado a sua Igreja em troca de outras aventuras religiosas, ou de coisa alguma, mas sim, é que ainda existam católicos, que ainda exista na nossa Igreja gente de fé, porque a vive, a estuda e a compreende, e justo por isso jamais abandona porque a ama verdadeiramente. Num simples debate, com o mais despreparado dos evangélicos, fica patente a imensa surra que os católicos levam. Quando algum deles levanta aquela eterna questão das nossas imagens de culto, por exemplo, os católicos ficam sem saber o que dizer e por isso correm. Não somente correm, como também são capazes de por em dúvida a sua fé e a fé de seus antepassados, acreditando mesmo que somos idólatras. Da mesma forma em relação a Nossa querida Mãe, Maria Santíssima, é generalizado o desconhecimento. E justo por isso, aceitam impassíveis ou quase, que nossos irmãos separados chutem nela, a espanquem verbalmente, quando não fazem coisa pior. Nos cemitérios, temos visto mil e uma aberrações com as nossas imagens de culto, e isso em duplo sentido. Primeiro o desconhecimento dos católicos de que levar uma imagem e abandoná-la aos pés da Cruz, ou próximo do braseiro para serem queimadas por velas, que em si não salva almas. Milhares de pessoas fazem isto. O segundo é permitir que centenas destas imagens tenham suas cabeças quebradas pelos vândalos, em especial os ligados a estas outras denominações, que se dizem religiosas e que dizem pregar o amor, mas que de fato vivem o ódio e a discriminação. Porque não rezar apenas ou mandar celebrar uma Santa Missa com aquele dinheiro? Seria mil vezes melhor! Mas, deixemos a questão das imagens e voltemos às questões de fé. Na verdade, nem mesmo rezar a maioria sabe. Vejo hoje, quando tanto falamos no Rosário, que inúmeros católicos até mesmo de idade, simplesmente não sabem como o rezar. Por isso, como é que se vai pedir hoje esta oração ao povo, se ele desconhece, não vive, como pode amar? Fica, então, na mesma condição da leitura da Bíblia. As pessoas não amam porque não conhecem, porque não estudam, como podem então viver? Também as orações que temos pedido para rezarem nos cemitérios, é incrível perceber as respostas inusitadas que nós recebemos – alguns “católicos” têm pavor de cemitério – também as perguntas ingênuas que nos fazem, mesmo gente de 60 ou setenta anos de idade. Na verdade, seriam coisas que até mesmo as crianças da catequese mais elementar deveriam saber. Porque não sabem? Porque nem os pais sabem, nem os avós sabem, e infelizmente, até muitos padres ignoram. Nas aparições de Nossa Senhora pelo mundo, ela tem pedido ao pais que ensinem aos filhos as lições do nosso Catecismo todos os dias. Sim, há pais e mães abnegados que de fato fazem isto todos os dias, indicando aos filhos o caminho de Deus. Milhares de filhos de católicos, até já com certa idade, simplesmente nem sabem fazer o sinal da Cruz. Já citei aqui o caso de uma mulher, que em oração, recebeu o indicativo de que pegaria 20 anos de purgatório – caso morresse naquele dia – apenas porque o seu filhinho, que faleceu com dois anos de idade, ainda não sabia fazer o sinal da Cruz. Imaginem o que não aguarda estes milhares de pais inconseqüentes na hora do seu julgamento. Os pais serão responsabilizados duramente por isto. Depois deles virão os sacerdotes, em grau mais duro ainda, porque não mais se envolvem com a boa catequese, e especialmente aqueles que deixam correr solta uma péssima catequese. Na verdade, pelo menos o Domingo deveria ser o grande dia de os pais e filhos se reunirem para a catequese, para lerem e estudarem a Palavra de Deus, para aprenderem a ser Igreja Católica, e enfim, para crescerem e se aprimorarem na fé? O Domingo não deveria ser o dia de descanso da evangelização. Sim, o descanso das lides semanais, entretanto, ele deveria ser o dia em que as famílias inteiras fossem primeiro à santa Missa – não aos sábados – para viverem de verdade a sua fé. Depois, deveriam sentar-se, meditar sobre as leituras e o Evangelho do dia e da semana, também cantar hinos sacros e rezar unidos. Depois deveriam almoçar na paz de Deus, passear juntos admirando as maravilhas da criação, e só então irem dormir felizes. Acham que se todos os católicos fizessem assim o mundo estaria nesta esbórnia de hoje? Mas pergunto: em um milhão de casais católicos haverá um assim? Meus caros leitores, só hoje percebo estas coisas! E também percebo quanta falta este comportamento errado fez aos meus filhos – embora a graça divina me tenha dado bons filhos – mas que agora, já crescidos, buscam mais facilmente os caminhos do mundo, que os de Deus. Como é difícil, agora, mantê-los nos eixos. Como é difícil traze-los de volta! Foi preciso que as mensagens de Nossa Senhora me acordassem para esta realidade. Se eu os houvesse ensinado desde pequenos, se os tivesse entregue nos braços de Deus desde o berço, com toda a certeza teria formado jovens baluartes da fé católica, coisa que a nossa Igreja tanto necessita, para bem de seu próprio futuro. Ao invés disto, lotam-se as discotecas e os bailes com jovens, enquanto nas igrejas vazias, até mesmo aos domingos, ecoam passos sinistros como de fantasmas: uns poucos velhos que lá vão rezar ainda! E a Igreja, por ai, com tantos e infinitos tesouros deixados por Jesus. Ninguém os quer! A maioria os rejeita! Quantos se vestem agora da couraça da fé? Poucos, muito poucos, aproveitam tudo aquilo que Deus nos reservou para estes tempos finais, antecedentes do dia da ira. Do dia da cólera ardente, para transformar a terra num deserto, e de tornar os mortais mais raros que as próprias esmeraldas. Poucos ligam para os sacramentos, até mesmo dentro da Igreja, verdadeiros rios de graças! Poucos ligam para as indulgências, grandes fatores de remissão e capazes de evitar séculos e milênios de purgatório, porque nem sabem o que é isto. Assim, passa o tempo de Finados, e as pessoas não sabem que visitar um cemitério até o dia 8 dá direito a indulgência plenária! Vem o Domingo de Cristo Rei, e ninguém sabe que isso também dá direito a indulgência. Nem que o simples canto do “Tantum Ergo” ou do “Te Deum”, dá este direito. Assim, igualmente, os dias de primeiras comunhões, os dias das ordenações de sacerdotes, dos jubileus de padres, das visitas aos santuários e festas de padroeiros, ninguém mais esclarece o povo dos tesouros da Igreja. E com isso milhares de almas sofrem no purgatório sem necessidade. Digo com clareza, o padres são os maiores responsáveis por estes purgatórios. Eles pagarão os seus próprios, somados aos que as almas pagarem indevidamente. Podem acreditar no que digo. Ai deles! Com certeza, poucos ligam ainda para a missão maior de cada católico, feito sacerdote, profeta e rei, que é a de evangelizar os povos e de atrair as gentes para Cristo. De pregar a verdade doa a quem doer, mesmo que a corda lhes esteja posta ao pescoço e já os pés a beira do cadafalso. Quanto já se acovardaram ao serem chamados de loucos – por acreditar nos Fim dos Tempos – e fugiram ao primeiro embate? Quantos tiverem vergonha de serem feitos profetas e largaram a missão? Quantos já se envergonharam de sua Igreja Católica – o que é pecado grave – embora todos os percalços que ela vive? Quantos a defendem embora tudo? Quem no futuro, será capaz de doar a própria vida por ela? Acaso temos ainda grandes santos capazes do martírio? Sim, com certeza os teremos, mas apenas entre os pequenos e humildes, jamais entre os doutores! Onde então os grandes? Onde os entendidos? Onde os letrados? Onde achar espaço para os teólogos e doutores em meio a coisas tão fáceis e simples? Termos prolixos, discursos técnicos, palavras ocas e até explicações pífias, nada sobra de milhões de escritos! Nada sobra porque a ninguém convertem! Nada fica, porque nada tem o sentido de eternidade! Não há espaço para os grandes no coração do Grande Pai. Penso que Deus teria um enfarto a cada minuto, se deixasse que estas pessoas inchadas com seus títulos, entrassem em seu coração amoroso. Ele abomina a todos os orgulhosos, e são orgulhosos cada um na sua medida, todos aqueles que não rezam, que rezam pouco, que ainda não rezam o suficiente. De fato, tudo seria maravilhoso, se os grandes entendessem isto, mas miséria total, eles não se desapegam de suas concepções errôneas, são incapazes de entender a mais elementar das regras simples do plano de Deus, porque sua cabeça busca sempre a fórmula da estratosfera, quando Deus se encontra pele com pele e junto ao chão. Ou seja, sempre pertinho de nós, sempre na sua grande simplicidade. Este maldito modernismo e suas fórmulas de encantar ou de atrair demônios, tem sido o responsável pela destruição da fé e a demolição gradual de nossa Igreja. É este racionalismo absurdo, é esta acintosa desobediência ao Papa João Paulo II. É esta tendência calhorda de mudar tudo aquilo que é perfeito, que é bom, e que funciona, por coisas sem valor e até prejudiciais. Não só isso, mas coisas que destroem a Igreja e demolem com o pouco que ainda resta de fé! Vejam o absurdo! Lembram que no artigo intitulado “A Abominação Chegou”, que passei a nova fórmula que pretendem usar nas Missas, retirando dela o sentido de Sacrifício e não permitindo a transubstanciação? Pois passei este texto a uma autoridade da Igreja, esperando que ele se insurgisse veementemente contra esta abominação, mas qual não foi a minha surpresa, quando ele achou maravilhosas aquelas palavras, que lhe “ soavam bem”, não se dando conta do sentido perverso que elas de fato contém. Fiquei atônito que ele não tenha percebido a pavorosa insídia, a monstruosa traição contra Jesus Eucarístico, contra o Santo Sacrifício, que se esconde por trás destas “palavras bonitas”, não se dando conta de que isto significa o fim da Santa Missa. Ou seja, quando isto vier oficial, ele acatará com certeza. Como esperar então que os leigos entendam? Mas a surpresa maior, foi quando ele me disse que tais coisas deveriam ser conduzidas a um bom teólogo, quem sabe um Ratzinguer – que é um homem bom – mas pasmem, também a um tal de Leonardo Boff, que ele saberia discernir. Senhor, isso seria o mesmo que amarrar o cachorro com uma lingüiça! Como se pode achar que uma criatura destas, tão rebelde e tão desafiadora contra a Igreja, possa prestar um serviço a Deus e à verdade? Como pode um padre que larga a batina falar de Eucaristia? Se ele de fato amasse e entendesse a Santa Eucaristia, se ele soubesse de fato o que é uma só Missa, se ele tivesse de fato rezado, com verdadeira devoção e fé, a uma só delas, teria se abismado de amor, de uma tal forma, que seria capaz de morrer ali mesmo, e jamais teria largado o seu grande e sublime sacerdócio, em nome da acintosa rebeldia que ele promoveu. Não esperem, pois, que nossos sacerdotes, na sua maioria, venham a entender estas coisas. O número dos que permanecerá fiel, que não praticará a abominação, será tão pequeno quanto um punhado e se achará mais esparso e disperso que as estrelas do céu. É preciso que rezemos, entretanto, para que pelo menos alguns deles entendam que a abominação não deve ser seguida, porque estes manterão viva a chama da Santa Eucaristia, quando as trevas vierem. A Eucaristia iluminará o mundo! Tudo isto, meus caros, acontece pela absoluta falta de oração do nosso clero. Também da falta da nossa oração por ele! Claro que Deus saberá conduzir as coisas a bom termo, porém tudo seria mais fácil se os joelhos dos grandes também estivessem colados no chão. Mas que se vai fazer, senão rezar ainda mais por todos estes guias cegos? Para não me alongar mais, lembremos que não existe salvação sem Cruz e sem dor. Aceitar o sofrimento que Deus nos manda, sem reclamar nem dividir com ninguém, é um caminhos seguro de salvação. Acreditar e viver isto, é ter esta fé que salva! É se manter vivo para a graça! Lembremos mais uma coisa: Não existiriam doentes entre nós, se todos nós católicos fossemos à mesa da Eucaristia, com amor verdadeiro e com a alma limpa de pecados. São bilhões os sacrilégios que se cometem no mundo todos os anos, em todos os lugares. O desconhecimento total da doutrina leva milhares de pessoas a se aproximar da mesa santa do Senhor, sem a confissão antecipada de suas faltas graves. Se todos estivéssemos em estado de graça ao receber Jesus Eucarístico, todos seríamos sacrários vivos e seríamos verdadeiras luzes para este mundo de trevas. Além disso, como já disse, não haveria doentes entre nós, pois Jesus nos purificaria de todo. Deixar sofrer, então, é única forma que Deus tem para compensar Sua Justiça, sem afrontar nossa liberdade. Se nos fosse dado ver, então, aos olhos de carne, a situação espiritual e íntima da cada um de nós, que nos dizemos católicos, apostólicos, romanos, com certeza seria possível antecipar uma visão do caos. Existem tantos milhões de andrajosos espirituais, de verdadeiros mortos, tal que o espetáculo seria apocalíptico. Quem leu o nosso último livro, onde é descrita a situação interior, das almas, daqueles que visitam os centros espíritas para receber “passes” de médiuns, sabe do que estamos falando. Na verdade, penso que nem precisa entrar num centro daqueles para ouvir gritos de almas, basta vê-las sendo contaminadas pelo mundo, assistindo novelas, ouvindo músicas de satanás, porque o mundo é comandado pelo mesmo espírito maligno que habita naqueles antros. E se pudéssemos ouvir estes gritos, certamente os nossos ouvidos já se teriam ensurdecido com tantos clamores de almas desesperadas. Que tipo de fé encontrará Jesus quando voltar? Quantos serão os realmente fiéis a Ele e que o estarão aguardando em oração humilde e confiante espera? É cada vez menor o número destas pequenas crianças, porque a contaminação do mundo, com seu valores cada vez mais apodrecidos, corrompe, carcome, entenebrece e sufoca as pobres almas. Sim, Jesus encontrará um pequeno rebanho à Sua espera. Ele previu isto quando disse: Quem for fiel até o fim será salvo! Falo aqui, não somente de salvar a alma, mas sim de salvar a própria vida terrena.
Porque com certeza a maioria se salvará eternamente. Sim, somente por
causa da misericórdia. Mas com certeza absoluta, só um pequeno resto
ficará para povoar a terra: Os que confiam plenamente em Deus! Os que
se fazem nada, porque sabem que somos nada! Os que deixam Deus ser
tudo, porque Ele de fato é Tudo. Os que se despem de si mesmos, para
que Deus os revista com a Sua Graça santificante. Os dispostos a
pedir perdão humildemente, porque conscientes de suas inúmeras
faltas. Quem não crê nisto, que não aceita isto, já pode
encomendar seu caixão, ou esperar que o mar em fúria o sepulte, ou
que a terra em transe o devore. Nunca mais haverá anêmicos
espirituais! Definitivamente virá o veredicto naquele dia: Frios,
afastai-vos de Mim! Mornos, fora! Basta, chega de tantos desmandos e
desafios! Chega desta fé de aparência, e deste nome católico de
fachada. Ide procurar vosso deus, vós todos, que sois dignos das
igrejas particulares que criastes. Estes,
morarão eternamente no Coração de Deus! Isto é ter fé! Isto é estar vivo em Deus! Fonte: Recados do Aarão |
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