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MERGULHO INTERIOR
Ao longe, ao meu redor, um Universo imenso e infinito. No tempo que se esvai, o som da eternidade das eras, ressoa aos meus ouvidos. Distâncias mil, inatingíveis para meu pequeníssimo intelecto, espaços incomensuráveis, tempos eternos, dimensões que de longe ultrapassam meu entendimento. Longe está Deus, no eterno e no infinito, estas são as medidas Dele e somente Ele as compreende, longe e perto. Mas é nestas distâncias, e sem perceberem o seu erro, que as pessoas vão buscar respostas, sem resposta. Deus é a essência da simplicidade, não O busquem no difícil e no complicado. Longe, também não é o lugar de buscar a Deus, única resposta que é segura e é correta, mesmo para os seres diminutos, de pouca inteligência, de saber escasso, de vida pequeníssima, nós, a centelha que citei acima. E assim, vendo esta pequenez, posso encontrar respostas então é dentro de mim mesmo. Deus não está longe, está bem perto, acha-lo é simples! Fácil! Que sou eu e quanto represento na escala estupenda e formidável do Eterno e Infinito. NADA, é a resposta, se medida em mim, um poço de misérias. TUDO, se medido em Deus, quando eu permito que Ele seja TUDO em mim. E assim acontece com nós todos. Ó seres insanos, homens sem inteligência verdadeira, ao menos sem sabedoria! Como buscar respostas nas estrelas, no espaço sideral, na amplidão das últimas galáxias, se nem temos resposta ainda para as mais miseráveis e diminutas questões do nosso miserável dia a dia? Como querer compreender a rota dos astros infinitos, se nem conseguimos achar a porta da casa do nosso irmão que morre de fome e entender o porquê disto? Deus fez tudo perfeito em mim, as imperfeições mil que eu tenho são todas minhas, eu quem as fiz, quem as criei. Ele me deu olhos para ver, para perceber aquilo que me cerca, e felizmente eu preciso a cada dia de óculos mais fortes, quem sabe porque cada vez vejo menos aquilo que realmente deveria. Se Ele me tivesse dado olhos de lince, ou de falcão, quem sabe eu não estaria tentando achar que vejo mais que Ele, ou buscando ver coisas que não deveria? Pior, ainda que eu tivesse a visão de um telescópio Houble, voltado ao infinito, de nada isso me adiantaria, por não conseguir sequer ter a visão do eterno. E que se me dá ver o limite último do cosmos, se não consigo ver ao meu redor o irmão que sofre, o mundo que desaba afundado em pecados, ou a natureza agredida que começa a sua última vingança? A sua dança última da morte! Sempre teve isso? São 30 mil mortos no terremoto de ontem no pobre Irã, de povo pobre, de mente pobre, de religião pobre, porque fundada em ódios e firmada num deus que não existe. Alá, alá, alá, onde é que tu estavas naquele momento? Dormindo? Deus me deu ouvidos moucos, que mal escutam o som de alguns metros. Mas neste pequeno campo eu consigo ouvir a perfeição do canto de um pássaro, o murmúrio da brisa que passa, o farfalhar das folhas ao vento e o canto perene do riacho, obras Daquele que é perfeito e bom. E ao mesmo tempo, percebo a imperfeição monumental de uma música de rock que agride, do carro que ronca e passa na rua violento, do tiro do canhão que explode e mata, obras daquele é imperfeito e é mau. Que adianta eu voltar as antenas dos super rádios para tentar decifrar sons do infinito, se não consigo ouvir o choro de uma criança doente, o gemido de um pequenino que morre de fome, o pranto da mãe ou do pai que busca seu filho enterrado debaixo dos escombros do terremoto, e todos estes mil sons de morte que como metralhas do inferno dia e noite nos atormentam? Deus me deu inteligência diminuta, e sou feliz por isto. Dia e noite eu agradeço a Ele por este dom inestimável. Quem sabe eu não tenha de inteligência, nem os 2,5% de média da capacidade humana. De fato, eu não consigo entender equações matemáticas, não sou bom em cálculos infinitesimais, nem consigo penetrar na raiz dos conceitos da moderna matemática como tantos cientistas. Tudo isso, aliás, me assusta, me apavora, me deixa embasbacado, e por isso cheguei a conclusão que é puro lixo ou não presta para nada. Mas sabe, com este meu quinhão diminuto de entendimento, eu consigo perceber o valor de um abraço amigo, de uma palavra de conforto, de um gesto de carinho, de tantas formas de mostrar ternura e afeto. Que adianta eu saber calcular o número das estrelas do firmamento, se não consigo contar os passos que me levam a ir pedir perdão a quem eu ofendi e a quem me ofendeu? A pedir desculpas a quem magoei, ou que me magoou? A ajudar aqueles que necessitam! E principalmente e cima de tudo, com este pouco que eu consigo compreender, sinto um desejo irresistível, de agradecer, de joelhos, todos os dias, agradecer e agradecer, por Deus me haver feito tão pequeno, tão limitado e necessitado Dele. Se eu fosse perfeito, inteligentíssimo e cheio de conhecimentos, acaso agradeceria? Palavras, palavras, nada mais que palavras, som oco ou mudo, das campanhas contra a fome a miséria. Caridade maldita esta, que mata a fome do pobre no “Natal sem Fome”, mas que o deixa sem emprego, sem salário, que lhe poderia dar comida o ano inteiro. Que adianta tal tipo de inteligência, se ela só serve para fazer leis excludentes, insidiosas, capciosas, desconcertantes, mais cheias de emendas e destaques que de essência? Que leis são estas que prendem o pai de família e deixam solto ao criminoso. Que justiça inteligente é esta que mantém solto o juiz que vende sentenças por dinheiro, mas nega o direito do órfão e da viúva? Antes, mil vezes, uma inteligência diminuta que não consegue entender os termos técnicos e jurídicos, que não entende de jurisprudência ou lei alguma, mas que é capaz de “dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir aos nus, dar pousada aos peregrinos, remir os cativos, quebrar os grilhões, e visitar os doentes e encarcerados”. Qual dos dois procedimentos vai no rumo ao Bem eterno? Olhemos ao nosso redor! Quantos homens e mulheres a mais existem, trabalhando para o mal que para o bem? Quantos fabricam armas, foguetes, bombas, instrumentos de morte, químicos que poluem, venenos que matam e coisas assim? Quantos milhares de nós trabalhamos para o ter sem limites, o crescimento financeiro, a saber científico, para a busca de ser mais que os outros, de mandar nos outros, de oprimir os outros, de roubar e enganar os outros, tudo sem sentimentos, sem escrúpulos e sem limites? Que adianta eu ser todas as autoridades, exercer todos os poderes, possuir todas as riquezas, se não sou capaz de mergulhar fundo em minha miséria e ali perceber que todas as coisas que me afastam de Deus, são também as que me afastam da felicidade! Milhões de homens e mulheres, até aceitam que Deus é o Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, mas jamais se dão conta de que Ele não se obriga a manter vivos aos rebeldes, aos maus, aos que não cumprem nem os menores ensinamentos da Sua Lei. Acaso você, em lugar Dele, continuaria permitindo, séculos após séculos, que outros o desafiassem continuamente, sem tomar medidas? Mas Deus é bom, e não castiga, eis que é o próprio homem quem atrai sobre si o castigo. E assim, porque não age imediatamente, os desafiadores pensam que Deus dorme. Entanto, o que deveriam é jogar-se aos Seus pés, humildemente, e derreter-se ali em prantos de arrependimento. Quem faz isto? Há um mandamento supremo que diz na sua primeira parte: Amarás ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento! Quem cumpre esta primeira parte, fatalmente cumprirá a segunda: Amar ao próximo como a si mesmo! Mas esta parte, decididamente, vem pelo menos mil vezes depois. Onde e quando os homens irão perceber, que está nesta frase firmado, todo o poder da terra e todo o saber do Universo? Quando, iremos entender que, seguindo esta regra elementar, nós poderemos transpor as fímbrias do infinito, galgar os cimos estupendos, ultrapassar as últimas barreiras e ira para além de toda a eternidade? Onde e quando os homens irão perceber, que nesta frase está a fonte de toda a riqueza da terra, de todo o bem estar que se pode ter, de todo o ser possível, de todo o ter inimaginável e a fonte de todos os bens de consumo e também de todos os alimentos, desde as comidas mais simples até os mais indescritíveis e opíparos manjares? Ora, Quem, acaso, lá no espaço, dá rota aos astros, estabelece o poder e o rumo das constelações monumentais, faz o infinito espaço sideral rodar em perfeita sincronia e, aqui, na terra, rasga o ventre do abismo e nele faz sumir os oceanos, prende os mares no seu leito e faz correr as águas no seu curso, sopra os furacões em ventos assombrosos, explode os vulcões de forças inauditas, acaso, este mesmo Ser, não pode alimentar seu filhos para sempre, até sem trabalho algum? Se Ele é o único autor da vida, acaso não pode ele extrair mel dos rochedos, e fazer brotar a fina flor do trigo das areias do deserto e com elas alimentar seus filhos? Deixaria Ele então, de fazer estas coisas todas para aqueles que O amam? Jamais! E porque não faz? Porque o homem, por ser mau, prefere o suor do esforço e o esvair-se em morte, achando que é ele quem faz, a ter que se curvar diante da Bondade e do Amor. Prefere a dor e o pranto, ao invés de buscar em Deus a felicidade. Prefere a escravidão daquele a quem o orgulho o escraviza, a ter que na simplicidade e coração, jogar-se aos pés do Criador de tudo e Lhe dizer: Eu vos adoro! E dar-Lhe, inteiro e sem reservas o próprio coração! Isso não, Lúcifer também não fez! Os que o seguem, também não fazem! Sabem, o ouro, a prata, os diamantes e os cristais finos? São todas coisas raras e caras e que bem poucos possuem, e ainda sempre em pequena quantidade. Pois bem, se cumpríssemos eternamente este primeiro mandamento sagrado de Amar a Deus sobre todas as coisas, nós viveríamos em casas de ouro rodeadas de encantadores jardins, teríamos pratarias cravejadas de brilhantes e nossas taças seriam de cristal finíssimo, do mais perfeito acabamento. Não mais pobreza, não mais tristeza, não mais desamor, não mais pranto, não mais dor nem doença, nem mais falta de comida, apenas alegria e plena, e somente a felicidade correndo em rios e assim para sempre. Uma só exigência, um só pedido, porque Deus não exige, Ele pede: Amor, somente amor a Ele, inteiro e sem reservas, completo e sem limites. E sempre, e só, viver inteiro e abrasado, unido a Ele em corpo e alma, inteiro. Isto primeiro! Este o desejo Dele, mas veja, que acontece? Eis que sofremos a maldição, pois é próprio do homem se fazer maldito. É próprio dos que não amam, o sofrer e a dor. Acaso no inferno não se sofre a dor? A dor e a morte, e o pranto e a infelicidade plena, são todas prerrogativas especiais daqueles que não amam. E provem-me o contrário, eu desafio! Quem não quiser viver isso, sentir isso, passar por isso, tem apenas um caminho e este é buscar o Bem em Deus. Livres para escolher, inferno ou vida plena, morte ou alegria por toda a eternidade, pranto sem fim ou o eterno na felicidade, dor ou o existir para sempre no que só se encontra em Deus. Eis que parecemos ateus, e nos fazemos amaldiçoados. Quando iremos finalmente dar o nosso brado, o nosso grito, o nosso pedido sincero de socorro? Vem Senhor! Errado, dirá você, e acaso o que acontece com os bons que sofrem e sofrem das mais terríveis dores? Quem sofre em Deus, sofre por amor. Para ele a dor é apenas uma forma de purificação. Quem se julga pecador e sofre, aceita o sofrimento e muito mais até, é só porque se acha merecedor de castigo, tendo em vista suas faltas. Para estes, podem lhe colocar o mundo às costas, macera-los em dores e sofrimentos, mas sem lamento e sem reclamação, eles expiarão as faltas de milhares, o Amor tem destes servos benditos entre os seus. Sem eles – estes os heróis verdadeiros, embora sem medalhas – já o mundo cão, do cão imundo, estaria inteiramente povoado. E abarrotado! Porque os homens, estúpidos, enganados pelo nefasto ente das trevas, iludidos pelo báratro nefando, vão buscar longe de si, o se encontra perto. Fazem de si, na vida, um deserto, quando de Deus poderiam ter todos os mananciais. Beber em fontes puras, sem iguais! Buscam no mundo e nos homens o menos, quando em Deus poderiam ter tudo e ter ainda mais. Sim, possuir o infinito, o eterno, tudo é vosso, Deus diria. Bastaria um pequenino e humilde sim, a Ele, o Pai. Acaso o homem faz assim? Quanto somam hoje as desilusões dos homens existentes? Acaso é possível somar-se – me ajudem cientistas inteligentes – calcular-se em quanto monta a dor de todos que sofrem? Mais: Calculemos o volume do caudal de lágrimas de todos os homens, mulheres e crianças que choram neste mundo! Meçamos em toneis o sangue humano que a cada dia é derramado! Última continha: calculem, somado em decibéis o grito das 180 mil crianças que todos os dias, em toda a terra mães – que mães? – sufocam, matam, queimam com ácidos, e espetam em seus ventres. Fende ele – o grito – ou não, e ultrapassa até o infinito? Tudo isso poderia ser evitado, por joelhos em adoração! Porque os crimes, a morte e o atentar contínuo contra a vida? Porque escolhemos o caminho do ódio, amando aquele que odeia. Porque preferimos a dor, seguindo as ordens daquele que pode matar nosso corpo e nossa alma. Porque preferimos a tristeza, unidos a aquele que é a síntese última da suprema tristeza, sim, satanás em pessoa. Olhem as misérias que conquistamos até hoje, querendo fazer as coisas sozinhos e por nós mesmos. Milhões de pessoas vivem na depressão continuada, a síntese e a prova concreta do viver sem Deus. Jamais haveria depressivos e estressados enchendo divãs de psicanalistas, se houvessem cheios aos mil, os milhões de confessionários. Fácil, tão fácil, conseguir tudo de Deus, com os joelhos cravados no chão e o coração curvado diante Daquele Único que é Poder, é Ter, é Ser, é Tudo, é Bom e é Bem. Basta amar! Difícil, terrível, doloroso, sofrido, conseguir este pouco miserando que nos é dado em migalhas pelo príncipe nefando. O mestre odioso! Aquele que é morte, é dor, é pranto, é mal e em síntese, sem Deus é um ninguém. Isto é odiar! O homem quer e escolheu isto! Mergulho dentro de mim! Como é fácil perceber que em Deus somem todas as nossas misérias! Como é fácil entender, que o nosso nada é menos que isto? Como é maravilhoso compreender que podemos ter tudo, apenas amando aquele que é Amor em plenitude. Este é o Céu, e o Céu pode já ser aqui. Quem disse que é preciso morrer para ir ao Céu? Acaso Deus não está ao nosso lado? Acaso não vivemos na sua presença? Só se nós estamos na senda do réprobos, dos odiosos, dos perversos, dos injustos, dos soberbos e dos orgulhosos. Nestes não existe espaço para Deus, nem para a graça que salva. Mas infelizmente é no caminho destes que o mundo caminha, e por isso sofre e se contorce em dores. E Deus diz: Ninguém pode servir a dois senhores! O mundo tem seus mestres, os grandes! Tem seus ídolos mil, pobres heróis! Antes que enferruja a taça da vitória, já o ferrugem da velhice lhes carcomeu os corpos, a beira do sepulcro! Onde a glória dos que são mortais? Onde, quando voltaremos à nossa pátria verdadeira? Quando chegaremos afinal, ao nosso último refúgio na felicidade em Deus? Descem-me as mãos ao longo do corpo sem forças, e as lágrimas chegam fácil aos meus olhos. A TV mostra o rescaldo do terrível terremoto. E mostra os gritos, os prantos, o desespero, a morte que ronda como um corvo mórbido e amaldiçoado. E os pais, as mães, procurando os filhos e estes procurando os pais. Ó dor, ó tristeza, ó infelicidade, saber que tudo isto poderia ser evitado, se o mundo vivesse aos pés do Criador. Então – se olhasse pelos olhos do mundo – eu poderia perguntar porque somente os pobres, que têm casas frágeis, vêm desabar seus bens em meio ao pó? E porque, parece que Deus os deixa morrer, assim, sem dó? Não, não foi Deus quem destruiu toda a natureza e a fez maldita! Com certeza, tudo o que Deus fez lá no Irã, agora, foi evitar que desabasse tudo e que morresse o país inteiro. Longe, muito longe estamos de entender a simplicidade de Deus. Os homens se matam em fazer contas e cálculos astronômicos, usam computadores de última geração – e todos os dias criam uma geração e computadores – para calcular coisas impossíveis de provar até que mentiras são verdade e vive e versa. Mas não conseguem, não entendem, não percebem, que a vida é simples, é fácil, é perfeita, desde que se cumpra a regra única do amor: Primeiro amar a Deus! E Deus não pode ser achado em cálculos astronômicos, nem pode ser provado por equações de última geração, nem pode ser medido pelo efeito dos mil anos luz. O caminho Dele, é o aceitar a Cruz! Deus é a essência da simplicidade, já falei! Mas Ele quer que você compreenda para todo o sempre, que sem Ele NADA é possível, nada existe, nada subsiste, nada vive, nada morre, nada sem Ele se movimenta, nem respira, nem pensa e nem age. Sim, o homem foi feito livre para NEGAR tudo isso e sofrer as conseqüências. Mas é também LIVRE, para aceitar e viver tudo isto, do fundo da sua alma, colocando-se plenamente, e cada vez mais fundo e por livre decisão, nos braços de Deus o Pai. Ai Ele, poderá agir na nossa miséria, levando-nos aos caminhos da felicidade suprema. Respire um pouco de ar e perceba quem é Deus! Não, Ele não é o ar, mas Ele o fez! Dirás que o ar é criação do acaso? Então porque o seu “acaso” tão perfeito não deu um fim na morte? E Deus então, que fez em relação a isto? Entenda, em Deus, morrer é vida! Viver, sem Deus, é inexistir, é morte! Nós vivemos e insistimos em erradíssimos conceitos. Tudo o que o homem faz sozinho, é cheio de defeitos e jamais ficará para a eternidade. Na verdade, eu sinto que iremos assim até o fim. Nossos pobres alertas, nada conseguirão, porque, se o próprio Deus com todas as tormentas de hoje não acorda a humanidade, como algumas letras mal escritas farão este milagre? Entro mais uma vez dentro de mim! Que vejo eu? Cegueira, surdez, pouco saber, pouco ver, pouco ouvir, pouco saber. Mas incrivelmente, sem ter vistas boas eu consigo ainda enxergar a ruína do homem que quer viver sem Deus. Sem poder ouvir muito, eu consigo ouvir espiritualmente os gritos que provém do báratro dos condenados, os que queriam viver sem Deus. Sem ter nada de inteligência, eu consigo diferenciar conhecimento e inteligência de sabedoria. Tivesse cada ser humano inteligente, uma só gota de sabedoria e já, imediatamente, a terra inteira viraria um paraíso. Mas o homem inteligente, na sua imensa maioria é sem juízo! Inteligente é quem busca o mundo e dele faz seu fim e meio. Sábio é somente quem busca Deus, não qualquer um deus, mas o Senhor único, o Deus Uno e Trino. Enfim, neste Natal, buscar ao Deus Menino, para que Ele venha viver em nosso meio. Agradeçamos a Deus, nós os que ainda vemos, os que ainda sentimos, os que ainda possuímos – mínima que seja – uma só gotinha de sabedoria, para buscar a Ele. Sim, é o que nos toca: agradecer! Pelo dom de rezar, de cravar os joelhos muitas vezes ao dia, para O adorar, ao nosso Deus Eterno. Agradecer, por saber agradecer! Agradecer, por não mais precisar nada pedir, eis que Ele sabe muito bem – não cego, não surdo, Ele o Onisciente – o que precisamos ou o que precisam os que nós amamos. É que muitas vezes pedimos por alguém especial, porque achamos ele mais precisado de nossas orações e Deus respeita nosso pedido. Entanto, quem sabe naquele momento, uma outra pessoa da nossa família, estivesse precisando muito mais daquela graça. Eis que o mal acontece, e não sabemos o motivo. Deus sabe o que faz, melhor deixar em Sua mãos! Nós vemos o mundo físico ao nosso redor. Deus vê as almas, vê o interior! É para ali que devemos voltar nossos olhos, quando queremos encontrar a Deus. Amar a Deus, sobre tudo
e sobre todos! Quem cumprir isso será eternamente feliz! Fonte: Recados do Aarão |
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