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PRIMEIRAS CHAMAS

 

     Com a clareza de um farol do fim do mundo – porque as chamas de um fogo são luz, embora de calor e de pavor – alastram-se por toda a terra os incêndios e os calores infernais. Já desde 1998 em que divulgamos o livro Mateus, em seu capítulo 20, viemos alertando aos leitores, sobre a chegada de um tempo de seca, tão assombroso, tão terrível, que iria vitimar grande parte da vida da terra. Mas os homens parecem não se dar conta do abismo em que estão se metendo... sozinhos! Digo sozinhos, porque, por mais que Deus se mostre e a Palavra Divina os advirta, de que sem Ele o homem nada pode, nada faz o ser humano voltar-se, humilhado e contrito para o seu Deus e Senhor, preferindo, inadvertidamente, ligar-se em soluções pura e tolamente humanas, na esperança – tolamente humana – de resolver os graves problemas em que se meteu.
 
     Antigamente, quando ainda havia fé na terra, acontecendo uma grande seca, logo as pessoas uniam-se em preces, em procissões gigantescas, e imploravam o auxílio da divina misericórdia. E a chuva acontecia, e milhares de vezes aconteceu de as pessoas ficarem encharcadas, ainda durante a procissão, tão prontamente Deus atendia as preces dos fiéis, então devotos, e ainda cheios de fé. Aqui em nossa cidade aconteceu isto! Consta que o próprio frei Galvão, em processo de beatificação, certo dia conclamou o povo a vir rezar por chuva, a pedido dos próprios fiéis. Quando o povo chegou para rezar, de imediato ele mandou todos irem para casa, porque naquele dia não haveria oração nenhuma. É que ninguém havia trazido um guarda-chuva! Ou seja, o santo queria a fé e eles não tinham! Depois, noutro dia, ele se dirigiu a um lago que havia secado, e junto com o povo ordenou que chovesse ali, naquele momento, e a chuva veio e encheu o lago. Viram? Este é o caminho dos que querem resolver o problema da chuva e da falta de água: a oração! A fé! Buscar em Deus e com Deus! Mas quem reza hoje? Ninguém mais! Só fazem planos e planos, mas nada solucionam. E tudo se agrava sempre mais!

     Também o problema do fogo e dos incêndios foi assim. A história revela inúmeras intervenções divinas, quando incêndios ameaçavam cidades e florestas. Ou seja, sempre que um povo de fé, sentia a ameaça sobre suas habitações – sentindo-se impotente – ele se punha a rezar, quase sempre encabeçado por um padre santo. Noutro dia ouvi na reportagem um padre ajudando os bombeiros a apagar o fogo. Infeliz, por que não vai com o povo para diante do sacrário, a solução única de tudo? Quando os padres procediam assim, Deus fazia chover abundantemente sobre aquele fogo ameaçador e o apagava diante dos olhos estupefatos da turba. O problema, é que – parece – hoje desapareceram da terra os homens piedosos – este padre é um exemplo – e não há mais quem seja íntegro entre os homens (Mi 7,2-3). Sim, estamos chegando aos mesmos tempos de antes do Dilúvio, onde a maldade humana corria em rios de ódio. E não é diferente hoje, pois todos andam a espreita para derramar sangue, cada um arma laços para o irmão. Suas mãos estão prontas para o mal. Acaso alguém duvida disso?

     Ora, os profetas antigos anunciaram este tempo com clareza ímpar. Eis o que diz Ezequiel em 21,3-4: Eis o que diz o Senhor Javé: Vou acender um fogo em tuas matas, um fogo que devorará toda árvore verde e toda a árvore seca. Uma chama devoradora que  não se extinguirá, e queimará todos os rostos, de sul a norte. E todo ser vivo saberá que fui Eu que acendi este fogo. Ou seja, aqui o Senhor anuncia um tempo de fogo destruidor, que haveria de queimar nas florestas, tanto a árvore seca – o que é normal – quanto a árvore verde – o que é incomum. Pois então olhem o que está acontecendo em toda terra. Nos meses que passaram, primeiro foi a Europa inteira pegando fogo, com milhares de mortos por causa do calor e depois no mesmo ciclo de morte, outros continentes têm ardido em volume cada vez maior e mais assustador. Acaso não está começando aí o fogo do dia do juízo, como diz São Pedro, para o qual a terra é guardada? Sei que o leitor não duvida, mas quantos somos? Qual o número daqueles a quem o maldito ainda não vedou os olhos, ouvidos e inteligências?

     Comecemos pelo Brasil. Aqui não é somente o fogo, que vai devorando um a um os grandes parques nacionais, como também os rios e lagos que estão secando a toda velocidade. Quem observa o racionamento de água da cidade de São Paulo, aliás, da Grande São Paulo, e vê o contínuo secar dos reservatórios da região metropolitana, pode num átimo traçar um pequeno perfil do caos, não pode? Imaginem aquelas quase 20 milhões de pessoas, não tendo nenhuma gota de água em casa? Acham isso impossível? Eis o que diz Jeremias: Os grandes da cidade mandam os servos à procura de água...  e não encontram... voltam com os recipientes vazios (Jr 14). Viram como isso pode acontecer? E tenham certeza, vai se aprofundar cada vez mais, pois nem começamos a dança. Os acordes atuais da natureza são apenas a preparação do frenesi que virá! Estas são apenas as primeiras chamas de um fogo que não se extinguirá, até ter completado a missão que Deus tem para ele.

     Ora, imaginar toda a grande São Paulo completamente sem água, seria uma loucura. Haveria pânico generalizado! Parariam de imediato todas as indústrias que dependem de água, e daí para o caos completo é apenas um passo. As pessoas – 20 milhões – se veriam obrigadas a deslocarem-se para lugares distantes, refugiando-se longe de seus lares, o que esvaziaria as cidades. E lá, adiante, e distante de seus locais de trabalho, quem os alimentaria e como todos eles se alimentariam? Pensam que é tudo? Pois também nos outros lugares e cada vez mais distantes, acabará por faltar a água, dom mais precioso que temos. E a correria será generalizada, para aqueles que se puderem movimentar. Para os que não puderem e para os animais, será o caos, não tenham mais dúvida disso.

     Naqueles dias, os homens perceberão que não devem tomar banhos de meia hora, que não devem lavar calçadas com água potável e custosa, que precisam afinal economizar a água, e que não devem poluir os mananciais, porque a água é o bem mais precioso que temos. Aliás, a água é o bem mais abundante na terra e por incrível que pareça, está se tornando cada vez mais escasso. Em nosso país, que tem a maior reserva de água doce do planeta, deveríamos passar ao largo de qualquer crise neste sentido, entretanto não é bem assim. Quem viaja como nós, por muitos recantos desta terra linda, percebe uma crescente e cada vez mais acelerada diminuição dos rios, lagos, lagoas e fontes. E também em outros países isso ocorre com um agravante maior: o processo está aceleradíssimo! Nunca houve nada igual na terra, pois ela parece rejeitar a água, como se fossem dois elementos em conflito, quando foram criados em perfeição para a simbiose. E assim, todos os rios da terra caminham para a morte acelerada!

     Aqui mesmo, em minha terra natal, na minha infância o rio que corta nossa cidade era caudaloso o ano inteiro e a cidade era embalada pelo barulho da sua correnteza, dia e noite. Havia poços profundos e escuros, cheios de peixes, tal que bastavam alguns minutos de pescaria, até mesmo de anzol, para conseguir uma bela refeição. Agora, corre apenas um fio entre as pedras, e em muitos lugares se passa sobre ele a pé enxuto, andando sobre as pedras. Antes isso era impensável. Bastaram 30 anos de loucura para chegar a isto. Hoje, só nas grandes enchentes se ouve o barulho do rio. Hoje quase não há mais vida no rio, pois além de não haverem mais poços para os peixes se esconderem, ainda um exército de tarrafas vara as noites arrancando dele os últimos peixinhos.

     Da mesma forma, praticamente sem exceção, porque o regime das chuvas já não é o mesmo, vão-se os outros rios em todos os continentes. E a simples falta de uma previsão confiável do futuro, deve levar o povo paulistano a rever urgentemente o seu sistema de abastecimento de água, sob pena de colapso. Falo em colapso total, e falo em coisa de poucos dias. Na verdade, o que agora acontece, é apenas o prelúdio de uma sinfonia maldita. A todo pranto, precede um momento de comoção profunda. Estamos nela! Especialmente nos últimos dez anos, a partir de 1992, parece que toda a terra entrou em transes de loucura, dando espasmos e convulsões cada vez mais sensíveis. Qualquer um observa isto! Entretanto, os homens sempre imaginam resolver pessoalmente estas coisas. Temos que enfrentar o problema, dizem! Acaso o homem é Deus para fazer chover em toda a extensão de um país, ou para fazer sustar um fogo alimentado pelo vento que sopra por ordem do Céu? Quem é o homem para sustar o sopro de Deus?

     E porque sopra? Sopra a fim de alertar aos incautos, para o supremo momento que se aproxima da terra: o momento do fogo e do enxofre a chover do céu! Há certamente algo de muitíssimo mais grave no ar. Algo que estará acima de toda a compreensão humana, até mesmo da maior ciência. Os elementos que compõe a terra e todo o universo, parecem estar começando a fremir de comoção, exatamente aquela que precede o grande pranto, a dor profunda. Na verdade, um depende do outro! Cada um deles se manifesta – terra, ar, água e fogo – na medida em que o outro produz efeito. Deus fez tudo em sincronia perfeita e as dispôs com sabedoria, para que fizéssemos racional uso delas, jamais interrompendo os ciclos vitais, jamais rompendo as cadeias da vida, jamais querendo interferir na essência de tudo aquilo que o Senhor fez perfeito. Mas o homem faz tudo ao contrário. Mata a terra com venenos e químicos, sufoca o ar com poluentes e gazes mortíferos, empesteia a água despejando no mar e nas torrentes toda sorte de detritos imundos e com isso tudo nada mais faz que preparar todo o planeta para o fogo do dia do Juízo e da destruição dos maus! Ou seja, o homem cospe no prato que come e envenena a água que bebe. Mata a vida que o sustenta! Quer viver e se mata! Quem pode confiar no homem?

     Ora, este dia tão propalado, dia de tristeza profunda, dia de lamentos sem conta, dia de tormentos sem fim, está cada dia mais perto de cair sobre nossas cabeças como um laço. Ninguém escapará  do dia da Justiça, do acerto de contas e do grande Julgamento das nações e dos habitantes da terra. Meus caros, neste dia haverá tão poucos homens e mulheres preparados para escutar o pranto e os lamentos das vítimas da insânia humana, que a terra se converterá inteira num muro de lamentações e gritos. Sim, naquele dia, até o mais forte, o mais valente, o mais intrépido, soltará gritos de pavor e medo! Até o mais maligno e desafiador e escarnecedor dos homens, tremerá as pernas como varas verdes, e fará xixi nas calças de terror e espanto. Naquele dia, já não haverá mais cépticos nas ruas e praças a troçar dos arautos e dos profetas. Naquele dia já não haverá mais surdos, pois o ribombo dos trovões da natureza em fúria abrirão todos os ouvidos fechados de hoje. E naquele dia, já não haverá mais cegos por conveniência, pois o clarão dos raios do abismo haverá de destampar todas as cataratas espirituais que hoje vedam almas e consciências e os afastam de Deus, único poder, única força, única solução real e definitiva para os problemas do homem.

     Tudo isso, por causa da malícia humana. Por causa da sua recusa sistemática em curvar-se diante de Deus buscando apenas Nele a única solução possível: a conversão em massa de todos os habitantes da terra! Única forma, Único caminho! Já demos aqui o exemplo de Nínive e Jonas, quando citamos o ano do Rosário. Nínive aproveitou o tempo de 40 dias, que o Senhor lhe havia dado, para conversões em massa. E do rei ao escravo todos jejuaram. Nós, porém, na nossa insensatez, deixamos passar pela terra inteira a corda, a corrente salvadora do Rosário de Maria – o ano santo do Rosário – que nos poderia içar para lugares seguros. Terminou o tempo da solução global dos problemas humanos. Desta vez o brado de Jonas somente encontrou almas surdas, mentes tapadas, corações vazios, eis que o grito ficou no vazio!

     Sim, agora os resgates serão localizados e apenas em pequenas proporções. Apenas algumas famílias buscarão a Deus em algumas vilas e povoados. Apenas alguns membros de outras famílias, buscarão o caminho dos joelhos onde trilha a salvação. Eis porque o Papa pede a oração do Rosário em família, porque ele sabe que o tempo da graça maior já passou. Porque TODOS os países da terra, sem exceção, perderam o tempo de adquirirem o salvo conduto, que os levaria, eles e seus habitantes, para o resgate completo. Agora é tarde para todos, porque não dá mais tempo! Agora é tempo dos últimos trabalhadores da vinha – e serão poucos – porque a maioria irá cega até no fim. Não quererá rezar!

     O que eu quero dizer com isso tudo? Que está secando o amor de Deus! Ninguém vive sem a água, dom de Deus. Sem ela não existe a vida. O que estamos assistindo é como um lento abandono de Deus, como que se retirando e fluindo junto com as águas. Ele parte para não mais voltar, e se voltar será apenas quando a humanidade em peso, num coro uníssono, gritar bem alto por socorro ao Todo Poderoso. É como se Deus na forma física se quisesse esconder dos homens, para que eles – filhos rebeldes e recalcitrantes – sintam o quanto Ele lhes faz falta. Entretanto, os espíritos do mal e das trevas, parece terem colocado vendas nos olhos da maioria dos homens – as próprias trevas são vendas – de modo que os homens insistem em simples soluções humanas, para problemas que já deixaram há muito de serem apenas terrenos, para adquirirem dimensões cósmicas. De fato, não só a criação terrena, mas todo o Universo geme e se contorce em dores, devido a imensidão dos crimes da humanidade. Por isso, a terra cairá, e ruirá, para nunca mais se levantar igual ao tempo de hoje. Quando as trevas saírem, tudo terá mudado!

     Sim, porque Deus, da forma espiritual também, está preste a se retirar da terra. Faltam pouquíssimas coisas para se montar o palco do assombro, onde se desenrolará um filme de horrores. Na platéia estarão alguns poucos felizardos, que estão agora se preparando, de corpo e alma, a fim de se manterem fora do elenco dos atores. Porque neste elenco maior, estarão os bilhões de seres humanos incautos que agora vagam por aí sem rumo, ensandecidos atrás do dinheiro e dos prazeres mundanos, também do poder que corrompe as almas e mata-as para a vida eterna. Infelizmente nenhum destes faz uma parada, a fim de olhar o estertor da terra. Ver a morte do planeta e o fim da vida! Ninguém mais tem tempo para meditar sobre o afunilamento de todas as coisas, para ver que à frente dos homens está montado um infinito labirinto e uma sucessão sem fim de becos sem saída. Acaso não está dito que quem sair da cova cairá no laço? Significa isto: Chegaremos a um ponto final, onde não haverá nem mais saída e nem tempo para a volta, esta é a explicação!

     Quando eu vejo agora, especialmente nos Estados Unidos e México, as chamas de enormes incêndios consumirem florestas, vilas e moradias – hoje mais de 2.200 casas – isso com mortes de homens, de mulheres e de crianças, me vem uma sensação ruim de desassossego. Eu me imagino no lugar daquelas pessoas que sofrem e não só isso, posso estender este pequeno efeito, para algo terrível, maior, e que envolverá toda a terra. Pensem bem: Agora, quando tudo ainda parece ter solução para alguns, tudo já vai mal! Entretanto, à medida que a terra se aquece em todos os continentes, avolumam-se os problemas em proporção geométrica. Para JNSR Jesus previu que, num dado momento, a terra inteira entraria numa bolha de calor incandescente, que hoje vaga despercebida pelo espaço. Diz que ela é rescaldo de um planeta que fundiu-se e deixou este calor vagando despercebido, por bilhões de quilômetros. A ciência não a verá, nem perceberá, nem conseguirá explicar. Acaso o leitor já não sentiu que entramos nela, assim, devagar agora, para depois mergulhar em cheio no seu interior? Vejam, será tão terrível, que Jesus disse à mensageira, que se a Sua Mão não afastar esta bolha incandescente, todos morreremos!

     Vejam, as montanhas da Europa estão se derretendo e o Mont Blanc, já baixou mais de 10 metros nos últimos tempos. Na Argentina, uma das geleiras mais antigas da terra, Pipo Moreno, está derretendo rapidamente, assim como as do Polo Norte. No Polo Sul, estão sendo agora encontradas ruínas de civilizações antigas, coisas que há milênios estavam submersas no gelo. E dirão os incautos, sempre foi assim? Ainda na Europa, foi há tempos encontrado morto no gelo, bastante conservado, um homem que lá está há muitos mil anos. E dirão, que isso é normal! Se tudo é normal, por qual motivo a terra toda está como que a pegar fogo, se o calor mata pessoas em todos os continentes, se a falta de chuvas em alguns lugares estende-se por meses, se por outro lado dilúvios se derramam sobre algumas localidades, e se mesmo derramando toda esta água, por qual motivo ela desaparece tão rápido, a ponto de parecer fugir de medo? Por que secam tão rápido os lagos e os rios? Não dá a impressão de que a água esteja fugindo da terra para o espaço? Não estará Deus também fugindo da terra, junto, devido à malícia humana!

     Na verdade, tudo é possível nestes tempos de exceção. O homem verá ainda coisas mais inauditas que o simples fato de a água desaparecer dos rios e fontes. Quando forem soltos os quatro anjos, que estão acorrentados à beira do Rio Eufrates – eles que seguram os quatro ventos do céu – haverá a matança de 1/3 parte da humanidade (Ap 9,15). Eu diria até, que esta primeira terça parte dos homens que partir para a eternidade, será aquela invejada pelos que ficam, porque haverá dia em que os homens desejarão morrer e a morte os rejeitará. Meus caros amigos, tudo agora é prenúncio e anúncio. Estas são as trombetas dos anjos, não imagine que se ouvirá o som real delas cruzando os ares e anunciando o fim do desvario humano. Este clamor virá pelo som atordoante da natureza em fúria a cobrar os efeitos da devastação provocada pela ganância do homem que nela habita. Som dos vulcões explodindo, som dos caudais rugindo, som dos terremotos roncando, som dos furacões silvando. Sim, tudo isso para afogar o clamor das bombas atômicas, dos canhões da guerra, de todos os meios de morte e assassinato. 

     Agora mesmo, nas minas da China e da Rússia se sucedem os desastres – embora os resgates comoventes – fruto da ensandecida busca dos homens pela riqueza do subsolo. Apenas na China, neste ano de 2003 mais de três mil mineiros morreram em desastres – hoje morreram mais 13 homens lá – pelo desabamento de minas mal planejadas, exatamente pela pressa em extrair do ventre do solo os tesouros que demandarão divisas, dinheiro que preparará a guerra, que fabricará canhões, bombas e foguetes. Nós já apontamos na Bíblia, os capítulos 38 e 39 de Ezequiel, que falam de Gog e Magog, como sendo sem dúvida Rússia e China comunista. Amigos, atenção: é nestes dois países que se está hoje preparando, sofregamente, alucinadamente, o grande flagelo de Deus. Estes dois gigantes preparam secretamente, debaixo de suas montanhas – de gelo a China, de deserto da Rússia – o azorrague, o chicote, que açoitará o Ocidente corrompido. Nele concentrado a Europa, nele embutido os Estados Unidos arrogante. O tempo dirá se temos ou não razão! Mas eu não esperaria muito tempo parado, sem desde já agarrar-me ao Rosário, a única arma eficaz e capaz de desmontar todos os exércitos da terra. 

     Haverá cura? Sim, uma só: a conversão imediata, profunda e incondicional de todos! Basta os homens se curvarem diante de Deus e tudo se resolverá numa fração de tempo! Acabarão os incêndios como por encanto e acabará a seca em um só momento. Mas os homens verdadeiramente querem isto? E uma São Paulo, como é que fica? Quererá Deus dizimar todas aquelas gentes, se nelas habitam tantos justos? Sim, certamente lá haverá homens de fé! Certamente que estes homens e mulheres de fé serão amparados por Deus. Sim, sempre haverá algumas torneiras a jorrar água, embora as caixas estejam vazias. Sempre haverá pessoas de fé e de bondade, capazes de partilhar no pouco para saciar a todos na devida conta. Mas é realmente preciso que haja pessoas completa e perfeitamente e profundamente ligadas em Deus, o Pai e Criador! É preciso que eles sejam munidos daquela fé que move montes e os atira no mar. Então não faltará água na torneira... mesmo que a caixa esteja seca. Os que têm fé acreditam nisso! E você?

     Mas se não quiserem ouvir isto, é só confiar no homem, embora Jeremias diga: Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor (17,5). E também a palavra diz: Cessai de confiar no homem, cuja vida passa como um sopro, como se pode confiar nele? Cada um é livre para buscar o apoio no poder que quiser. Você pode buscar a solução na prefeitura, que faz um valo, cava um poço, fura um artesiano e lhe manda mensalmente a conta! Quem sabe consiga água... por uns dias! Mas pode também buscar apoio em Deus, que faz chover de graça, tanto sobre o justo quanto o injusto, que enche os rios, que faz transbordar as represas e enche o lençol subterrâneo do precioso líquido. Sim, o Deus que pode transformar os desertos em terras férteis em um dia, e fazer jorrar as fontes de água pura mesmo da rocha mais abrasiva. Ou seja, os homens confiam em si, e é por isso que estão começando a ficar com a garganta seca. Por isso e por hora, meus amigos, nós estamos vendo apenas as primeiras chamas, bem pequenas, daquele grande fogo que não se extinguirá, até ter purificado toda a terra... e toda a humanidade!

     Acompanhem, por hora, os milhares de bombeiros tentando apagar um fogo que vem apenas da terra em transe. Quando o astro cair, ele irá fazer tremer a terra de tal forma, e abalará as montanhas em uma tal conta, que toda a água nelas armazenada esvaziará num só instante. E ficaremos sem chuvas, e a maioria dos rios da terra secarão e sumirão num só momento. Sem água nas montanhas, não haverá nascentes preciosas. Sem as montanhas não haverá riachos que correm. Sem riachos que correm, não haverá mais rios nem lagos. E somente naqueles locais onde Deus acomodou seus servos, haverá uma nascente firme que matará a sede de todos. Porque naquela localidade certamente haverá acesa a chama de um sacrário, haverá a santa Eucaristia nas famílias que unidas rezam o Rosário, e haverá então a vida! Para o corpo e para a alma.

     Mas nos locais sem fé, que expulsaram os sacrários virá a loucura. Quando acabarem todos os subterfúgios humanos, quando se fecharem todos os becos e se multiplicarem todos os labirintos, cairá fogo do céu! Quem deles irá querer apagar o fogo na casa do vizinho, se a sua própria estiver em chamas? E apagará como sem água? Tão simples a solução... com Deus! Tão imensa, tão aberrante, tão escabrosa e tão estúpida a teimosia do homem... que confia no homem!

     O homem, meus caros, pagará  muito caro pelo seu desvario, pelo seu desprezo pelas coisas de Deus, pela sua ligação cada vez mais íntima, afinada – embora repelente – com satanás. Fogo, apenas fogo, e sede, e seca, é que ele pode dar ao homem. Na casa dele só tem isto! E fogo, e sede, e seca são sinais de morte! Este o caminho dos descrentes!

Para as pessoas que acreditam, deixo esta sábia frase de João Paulo II:

Rosário: Uma consciente opção de fé!

Fonte: Recados do Aarão

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