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O AVISO DE MARTE

 

    Por alguns dias estive fora em viagem de lazer, não por causa de stress, nem por causa de esgotamento, apenas para reciclagem e também meditação. Durante esse tempo muitas coisas aconteceram pelo mundo, que gostaria de comentar com os leitores. A primeira delas relativa à passagem do planeta Marte por estes dias, em tão grande proximidade da Terra. Muitos dados foram trazidos nos jornais sobre ele, mas ficando na síntese, na vez anterior em que isso aconteceu, foi há quase 60 mil anos e a próxima vez acontecerá apenas daqui há 62 mil anos. Incrível é como os cientistas calculam isso.

    A primeira coisa a meditar é sobre a perfeição do Universo e a maestria com que nosso Criador dirige todas estas órbitas. Ó Poder Infinito que subjuga tudo e tudo determina, como é perfeito tudo o que fazes! Mas a pergunta que vem é esta: terá esta visita inusitada, algum sentido maior? Será mesmo o acaso o único fator que fez com que isso acontecesse em nosso tempo exatamente? No meu pensar não! Há um sentido maior nesta coincidência, pois embora o espetáculo anunciado por alguns cientistas tivesse ficado aquém das expectativas, não resta dúvida de que a visita de Marte em nossos céus, em nosso tempo final, tem um sentido de aviso, de anúncio e de prenúncio. Aviso pelos sinais de morte que cada vez mais se fazem presentes, anúncio de que está chegando o tempo da Justiça de Deus e prenúncio de grandes catástrofes que são iminentes.

    Sabidamente, na mitologia antiga, Marte, o planeta vermelho, era também o símbolo da guerra – Marte o deus da guerra – pois vermelha é a cor do sangue que escorre na guerra. E assim, Marte passa a ser também sinal de morte. Verdadeiramente é isso o que acontece hoje em todo o nosso planeta. E, em minha viagem de quase sete mil quilômetros, o que não faltou foi a presença contínua dos sinais de morte. Em primeiro lugar a natureza agredida e vilipendiada, que em nome do lucro execrando, da fúria consumidora e da ganância exacerbada, da verdadeira loucura, está transformando o mundo numa perfeita caldeira. Prova maior disso, aí está, o calor que mata, o calor que sufoca, o calor que provoca infinitos focos de queimadas, no Brasil e no mundo inteiro.

    Óbvio está que não me refiro ao planeta Marte porque acredito em astrologia, ou em horóscopos. Também não o faço como anúncio de maus presságios, assim como o fazem as pessoas que estudam a natureza e ligam muitas das transformações que acontecem na terra à posição dos astros no céu. Tudo isso é balela e invencionice para ocupar o tempo de desocupados e iludir a cabeça de descabeçados. O que me refiro é a um sinal, mais ou menos como a estrela de Belém, aquela que conduziu os reis magos até o berço do Senhor que acabava de nascer. Ela veio silenciosa e apenas os verdadeiros astrônomos, os magos, tinham o coração aberto o suficiente para perceber a sua passagem. Os outros, a maioria do povo, andava nas trevas e quando a Luz veio, não a percebeu. E assim também hoje acontece: silenciosamente Marte veio, deu o seu recado, fez seu anúncio, e agora volta a embuçar-se nos céus, perdido na imensidão do universo. Quem viu nele um sinal? Um aviso? Ou seja, é programação de Deus esta visita e não simples coincidência.

    Mas, pensando me isolar um pouco para meditar melhor, na verdade a gente vai mesmo sentindo no próprio ar os efeitos de um planeta que morre. Desde o sul do Mato Grosso do Sul até o do Norte, tudo está envolto em uma nuvem de fumaça. O horizonte, que tantas vezes em outras viagens parecia infinito, agora muitas vezes não passa de algumas centenas de metros de visibilidade. Mesmo nas cidades, onde apareça algo para queimar, são inumeráveis os focos de queimadas. Na verdade, desde a minha primeira viagem a aquele estado, há 21 anos, até agora, o estrago foi imenso. No sul, na primeira estada, se podia observar uma incomensurável floresta de perobas, sendo a estrada apenas um fio cortando a imensidão verde. Hoje não existe mais uma árvore sequer, apenas coqueiros, deixados por imprestáveis. O resto foi tornado pastagem, canavial, quem sabe alguma pequena cultura. Barro, areia, pó, fumaça... caminho de um deserto.

    No Norte o desmatamento segue acelerado. Milhões, quem sabe eu poderia dizer até bilhões de enormes castanheiras jazem mortas, em pé, secas, braços abertos ao infinito, como prova segura da imensa, da infinita, da insanável e parece irrecuperável insensatez da raça humana. Pela lei – lei maldita esta – não pode ser abatida a castanheira, sob pena de cadeia e multa, então se deixa ela em pé. Como a mesma lei – besta lei – permite que o proprietário derrube até 80% da floresta adquirida, significa milhões de árvores mortas pela ação do fogo, que permanecem em meio à quase infinitas fazendas de criação de gado. E aí ficam bilhões de metros cúbicos de madeira nobre apodrecendo lentamente, queimados pouco a pouco, ano a ano, até restarem apenas alguns tições negros como a testemunhar um crime que não quer calar. E ninguém de Brasília parece ver isto!

    Tudo isso poderia ser – já que deve ser derrubado – também extraído. E poderia ir para a exportação, se fosse o caso, mas poderia antes ir construir a moradia de milhões de sem teto deste país, que vivem em favelas de lona preta ou barracos de latões velhos. Quem pagará a conta deste desvario? E o lugar das castanheiras é ocupado pelo gado, que nada mais é que outra prova da loucura humana. Para onde vai tanto gado? Compensará mesmo abater nossas florestas em troca de algumas arrobas de boi? Ó homem, quando é que isso vai parar? Então a fumaça de novas derrubadas toma conta de tudo. Vimos pessoas intoxicadas pela fumaça, tentando apagar um fogo que queima já por meses seguidos sem parar, dia e noite, pulando por sobre rios e estradas conduzido pelo vento. E atrás um rastro negro de morte, animais queimados, habitats destruídos, vida que morre e raça humana em risco de ir junto. Depois disso tudo, com toda certeza, o animal mais ameaçado de extinção será o próprio homem.

    Na verdade, o que pudemos perceber, é que todos os ecossistemas estão sendo destruídos rapidamente. Secam as lagoas, os lagos minguam, as aves migratórias têm que mudar seu curso e tanto no macro sistema, quanto no micro, as variações exageradas caminham para um fim nada bom. A natureza inteira ressente-se disso e clama também ela pela volta de Jesus, para dar fim a todos estes sofrimentos. Quanto ao homem, agora mesmo leio que na Inglaterra, a depravação entre os homossexuais tem levado muitos deles a contraírem deliberadamente o vírus da AIDS, como prova de que são realmente gays. Seria como um tipo de prêmio, um troféu ser portador do vírus, o que é sem dúvida um sinal de morte. À parte disso, os animais não se suicidam, mas vejo que no Japão aumentou em 20% este ano o número dos suicídios, tornando-se no mais alto índice do mundo. E se pergunta: se uma sociedade evoluída e tecnológica como a japonesa, com alta “qualidade de vida” se mata, para onde caminhamos nós que buscamos os mesmos índices de qualidade? Então, não é mesmo o homem quem mais está em perigo?

    Nem mesmo anima o fato de havermos, nesta viagem, observado certamente o maior número já visto por nós, de animais selvagens, em quantidade e variedade. Eles próprios parecem já dar um grito de SOS, de socorro, pois mesmo nos mais recônditos confins da Amazônia, a morte ronda a fauna selvagem, eis que diante dela está o homem com sua motosserra. Talvez tenhamos observado ao todo mais de 100 tipos de animais selvagens diferentes, mas tudo parece ser como aquele sol vermelho, afundado em meio à fumaça do horizonte, que a gente vê, não sumir no horizonte, mas morrer como sufocado. Até uma enorme sucuri boiava num recanto do rio, já putrefata, provavelmente vítima de um caçador. Ou seja, também ali, no recôndito escondido da floresta amazônica, de uma certa forma o fato de morrer, parece ser a forma de libertar-se, pois antes desaparecer no apogeu e na pujança, que morrer à míngua, de fome, de miséria e de sede.

    Falando em sede, quando volto, ao ler as notícias, vejo que a CNBB acaba de lançar a Campanha da Fraternidade para o ano 2004 com o lema: Água, fonte da vida! Pois bem, a notícia que de lá trago é também assustadora. Nunca os rios amazônicos estiveram em tão baixo nível. Os ribeirinhos sabem disso. Calculo que mais de 80% dos córregos já estão secos – embora final da estação seca – não por isso, mas a maioria pelo desmatamento das cabeceiras e a derrubada das matas ciliares. Resultando é que, ao invés de andarmos de barco a motor, mais arrastamos o barco pelos areais que encontramos poços. Sim, havia peixes com fartura, mas confinados em poços, onde são vítimas fáceis daqueles que pescam não esportivamente, mas sim com redes de malha cada vez menor, e que, além disso, matam os peixes que não lhes são palatáveis ao invés de os devolver vivos para a natureza. Enfim, tudo fala de morte, canta um hino fúnebre.

    Entretanto, tenham a certeza, embora todos estes sinais de tristeza, acreditem, é mil vezes preferível estar lá, em meio à natureza – embora as vespas e os mosquitos – sem contato com a dita civilização – sim, à parte maldita dela – e sem qualquer notícia, do que retornar ao mundo cão onde estamos mergulhados. Senhor meu, quantas notícias de morte encontramos na volta! Quantos assassinatos! Quantas guerras! Quanto ódio sendo semeado e quanta loucura sendo cometida! Acreditem, a gente sente saudades da mata, já antes de sair dela. O simples fato de saber que temos de partir de volta já é um sufoco. Porque se sabe que, quando mal pisarmos os pés na terra dos homens – a mata e o rio são a terra dos animais – nós só encontraremos males, angústias e tormentos.

    Marte é sinal de morte! E morte, nós vemos até nos países avançados! São 15 mil mortos de gripe na Alemanha! E morte nós vemos também nos países pobres. São quatro mil os mortos de malária na Etiópia. Epidemias aqui, calor acolá, continuam morrendo os velhos pobres na França porque nem o governo tem condições de atender e acudir a todos. E continuam por todos os quadrantes do planeta, as guerras, os atentados terroristas, os assaltos e todos os quase infinitos tipos de crimes. E continua o rastro de sangue entre Israel e os Palestinos. Entre os povos maometanos – em nome de Alá – e o mundo. Pior, recrudesce a luta entre o homem e Deus, pois aliada cada vez mais a satanás a criatura humana parece decidida a fazer guerra contra o Altíssimo.

    Quais os sinais desta guerra? Muitos procurariam nas coisas grandes, mas vou ficar com as simples. Na Itália, uma pesquisa mostrou que a maioria das crianças católicas não sabe mais sequer fazer o sinal da cruz. Isso significa uma maioria de pais relapsos, de católicos já nem mornos, nem frios, mas congelados, nos quais morreu a fé e sumiu o sentido de Deus. Já falamos que a Europa virou pagã. Mas que dizer do Brasil, o maior país cristão, onde são evidentes os sinais de uma fé morrendo? Sim, lá naquele fim de mundo, fomos assistir uma Santa Missa. Pasmem, o padre falou em confissão, falou em eternidade, falou em preparação das almas, falou em vocações! Mas que alma isolada aquela – e que santa – tentando manter acesa a chama da fé! Quase uma voz que clama no deserto, pois em outras paróquias é só lamento e só tristeza! Aqui não se fala mais em confissão, nem em adoração, dizem as pessoas, apenas em sem-terra. E quem fala nos sem Deus? Nos sem vida da alma, da graça? Quem lhes fala do Céu?

    Falando em sem-terra, nunca encontramos tantos acampamentos de lona preta em beira de estrada. Apenas nos três primeiros municípios do Mato Grosso do Sul, são nove os acampamentos. Sim, com bandeiras vermelhas, não com cruzes a marcar seus donos. Vermelho para marcar o sinal de guerra e luta, de quem vai contra os princípios divinos. Jamais se poderá ser a favor de uma coisa daquelas. Como assentar ali famílias, se nem água existe, quem sabe um córrego de água podre? Como produzir em meio a toda aquela areia vermelha, se mal nasce o capim? Ó insensatez coletiva, quando o homem terá jeito? Mil vezes já disse e volto a repetir: nada daquilo vem de Deus? O povo que está ali, não é povo de Deus? Nem mesmo as seitas ali encontram abrigo, prova de que é o comunismo ateu quem comanda tais acampamentos. Ainda bem que desta vez não fomos cercados por bandos armados de espingardas que não exigiam, mas “pediam”, que a gente colaborasse “porque o governo não dava mais cesta básica”. Isso aconteceu em outra viagem, quando havia apenas dois locais. Mas um daqueles acampamentos fechou a rodovia, exigindo comida, e quando chegamos a estrada havia sido recém liberada.

    Ora, Jesus amava os pobres! O que é um pobre? Pobre é um desapegado dos bens deste mundo! O que é um reivindicador daqueles? É um miserável – e miseráveis não vêm de Deus – porque além do mais, busca aquilo que nem pode cuidar, nem sabe! Eles não têm parte com Deus, porque decididamente não O buscam! Se O buscassem de fato, não estariam naquela condição degradante! Se amassem a Deus de verdade, e O buscassem com amor verdadeiro, JAMAIS estariam ali jogados! Do contrário, não seria Deus! Ó, Senhor, como é triste ter que voltar para todas estas coisas terríveis! Mas, que fazer?

    Enfim, na viagem eu observava as terras de passagem e imaginava quais trechos daquele solo do nosso Brasil não seriam tomados pelas grandes águas que virão. E ao comentar com os amigos, estes me diziam que, talvez, quem sabe, daqui há uns 50 anos, pelo menos 10, todas estas coisas previstas se realizariam. Então lembrei a todos, que satanás anseia tocar fogo no mundo. Já Jesus falou em suas mensagens, que, se Deus o permitisse, em menos de um minuto os demônios matariam todos os homens da terra sem exceção. Vejam bem: menos de um minuto! O que vocês acham que acontecerá, quando o céu se recolher, após a fuga do Papa, quando Deus deixar curso livre ao demônio, para que ele incendeie a terra? Quanto tempo isso levará? Semanas? Meses? Com toda a certeza não precisa mais do que isso. E os efeitos provocados pelos homens que obedecem ao comando do inferno, levarão a terra à maior de todas as catástrofes já vista, desde que o homem existe na terra, e nunca mais haverá algo semelhante depois.

    De fato, os componentes da grande sinfonia da destruição, já estão a postos. Os instrumentos da destruição, e da morte, já estão quase todos afinados ou afiados. Basta então que o maestro e regente de todo este espetáculo de morte – Lúcifer, o anjo mau – se ponha a frente de seus asseclas, para que sejam dados os acordes da última sinfonia das trevas e horrores. E o mal inundará a terra inteira grão a grão, gota a gota. Tudo será revirado e remexido, tudo será abalado e destruído. Os sinais são claros, a morte ronda nosso planeta. Na verdade o próprio maestro nefando haverá de perceber que, quanto mais frenética for a sua regência, maior será também a derrocada de seu reino aqui na terra. Sim, está dito que Deus permitirá ao dragão infernal que nos morda, para que finalmente compreendamos que apenas Deus é o Senhor e só Ele nos quer bem!

    E enquanto meditava nos motivos que levariam o Senhor a fazer desabar grande parte de nosso país em águas de mares, percebi que os grandes estragos ocorrerão exatamente onde é mais densa a população. Na verdade, naquelas regiões de emigrantes do interior, ainda se encontra uma certa pureza, uma certa inocência nas pessoas – embora alguns poucos bandidos, é claro – enquanto aqui, nas grandes cidades, a contaminação já parece ter provocado um efeito destruidor inexorável. De fato, cidades grandes como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, estão sendo lavadas em sangue humano e estão sendo sepultadas por verdadeiros dilúvios de pecados. E a maioria das pessoas que aqui vive, já não percebe mais nada, acha tudo normal, e até aprova muitas destas coisas em sua plena insensatez. Parece impossível que setores maiores da Igreja não percebam este fulcro de destruição! Parece impossível que os pais não percebam que seus filhos estão sendo conduzidos para a morte eterna de suas almas, assim como as deles próprios!

    Pessoalmente vou avante sem temor. Deus nos chama! Maria nos anima e nos dirige! O Céu inteiro está preparado para vir em nosso auxílio nos momentos de perigo maior. O que temer então? Acaso o Salmo 22 não diz assim: Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo? Sim, felizmente, entre milhares de pessoas que atendo nos livros e nos pedidos de oração, sinto que há neles um ânimo renovado e à toda prova. E isso anima a gente! Milhares estão sendo preparados para a luta final, a guerra que vem. Deus sabe o que faz e sempre o faz bem! Ele sabe a quem escolher e confia em sua escolha. Resta a cada um de nós cumprir com fidelidade a nossa pequenina, ínfima e insignificante parte, e então Deus, Poder e Força absoluta haverá de fazer tudo, por todos.

    Sim, os sinais de morte estão por toda parte, mas também está presente a esperança de vida e a certeza de um mundo melhor no porvir e é isso que nos deve confortar. Há um Reino que vem! Ele nos foi prometido como herança e Deus é fiel! Não vale, pois, a pena, se apavorar com os acordes loucos desta atual sinfonia de morte, porque logo adiante nos espera o alegre som da eternidade em Deus e com Deus. O que importa é colocar-se nos braços de Deus, pois quem estiver ali não terá o que temer.

    Sim, infelizmente, e somente por culpa do próprio homem que se desgarrou, por um tempo a terra ouvirá apenas o som triste da 5ª Sinfonia de Gustav Mahler, a chorar a morte dos surdos e dos cegos deste nosso tempo de trevas. Haverá então muito choro, muita dor, muito sangue derramado e sofrimentos sem conta em toda a terra. Ela, afinal, precisa ser purificada pelo sofrimento e lavada pelo sangue da humanidade, a fim de ressurgir gloriosa na Jerusalém Celeste, Deus entre os homens. Não há certamente outra forma, a não ser esta que o próprio homem escolheu para si, se houvesse, certamente o Pai a executaria. Eis que Ele sempre, como bom Pai de muitos filhos pródigos haverá de estar sempre de braços abertos para acolher os desgarrados, até o último minuto. Então, busquemos a Deus, enquanto Ele ainda se deixa encontrar, porque está próximo o dia em que Ele ocultará de nós a Sua face. Por um tempo...

    Sim, então haverá paz verdadeira. E será uma nova sinfonia de vida, pois terão desaparecido para sempre todos os cantos de morte. Então a terra inteira será como uma floresta virgem, intocada, onde não mais se verão os gritos das aves que fogem com medo dos tiros e das motosserras, mas que poderão ser tocadas pelo homem, elas e os animais que ali habitam. E todos serão felizes! Animais e homens, florestas e regatos! Fontes e rios! Sim, então não haverá mais regatos secos, nem podres, apenas água cristalina e pura porque até o deserto florirá. E não haverá mais nenhuma queimada, nem mais se verão castanheiras sucumbirem pelo fogo estando ainda vivas e verdes. Pois terá sumido também, do coração do homem, a ganância exacerbada, a sede de lucro, a loucura de consumo e toda esta busca ensandecida de enriquecimento que tanta destruição causa.

    Então, não mais precisaremos viajar seis mil quilômetros para uma pescaria, pois ela se fará na porta de nossa casa, uma vez que em todo lugar haverá abundância e fartura. Acima de tudo haverá a paz tão sonhada pelos homens. Mas ela se fará apenas quando todos os vivos forem santos. Eu disse: SANTOS e TODOS! Ou seja, quem não quiser assim ser, nem precisa fazer cálculos de como será o Novo Reino! Tempo perdido! Porque naquele dia estarão fora todos os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos (Ap 21,8). Eles terão certamente outro destino! Só lembro os tíbios, que são os mornos, os frios, os que não querem nada com nada, nem querem saber de nada com Deus.

    Finalmente, o planeta Marte está voltando agora para sua última distância. Mas o AVISO dele foi dado a todos os homens, de boa e má vontade. Quem tem ouvidos ouça, quem tem olhos veja! Os dias estão chegando, para os bons sem medo, para os maus o pranto! Ninguém poderá alegar depois que não foi alertado. Aos homens de boa vontade – os que são voltados para o bem – está ainda aberto o convite para alistarem-se no exército vencedor da pequenina, humilde e vencedora Maria Santíssima, a comandante.

Os maus, os destruidores, já escolheram seu destino!

Fonte: Recados do Aarão

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