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ÓDIO SEM FIM???
Neste momento, acabo de sair diante da TV, onde assisti ao Jornal Nacional. É dia 19 de agosto, e o assunto é o atentado em Bagdá, que ceifou o embaixador brasileiro, Sérgio Vieira de Melo, junto com outras 16 vidas. Também em Jerusalém, um ataque suicida levou mais 20 vidas, num festival de terror, que o passar dos dias somente vê aumentar. E a pergunta vem fácil: Até quando Senhor? Até quando matar-se-ão as gentes em nome da liberdade, em nome do direito, em nome até de um deus qualquer que premia a todos os que morrem em combate e dá o nirvana aos que matam por prazer? Mas que liberdade é esta que afronta o direito e que “deus” é este em nome do qual se mata? Que mundo estranho é este, que mata os que buscam a paz e financia os que querem a guerra? Um leque de muitas possibilidades se abre à nossa frente. A maioria das pessoas poderiam analisar estas passagens, em especial o ataque contra a ONU, pela via direta, mas eu prefiro buscar outras alternativas. E a primeira pergunta que eu faria é a seguinte: Pode o diabo trazer a paz? Pode o inferno dar segurança? Pois bem, se não pode e se ele nunca vai dar sossego à humanidade, devemos então buscar outra resposta. E pergunto: Pode uma entidade, em cuja sede de Nova York, esteja instalada uma igreja de satanás, um templo ao demônio, ser alternativa segura para promover a paz no mundo? Não, não se fale aqui em reino dividido, mas sim em ódio exacerbado, de quem sabendo que pouco tempo lhe resta na terra, e sabendo que irá perder fragorosamente para Deus, descamba agora a morder-se a si mesmo, como a cascavel nos estertores da morte. Quando se via a cena daquelas pobres pessoas, em meio à poeira levantada pela explosão e pelo desmoronamento do prédio, movendo-se, aturdidas, ensangüentadas, somente me passou diante da mente a visão de um mundo inteiro envolvido na mesma loucura. Não só com um, nem dez, nem mil, mas milhares de prédios – as torres – ruindo todas ao mesmo tempo e da mesma forma, com milhões de mortes por sufocamento, esmagamento, inanição. Ó, como está perto o dia em que isso acontecerá! Culpa apenas daqueles que, rejeitando os avisos e sinais de Deus, se dedicam a odiar, a matar, e a pecar, sob o domínio tirânico das trevas em fúria. Eu, de fato, me sinto impotente ante todas estas coisas. Gostaria, sim, de fazer parar com as próprias mãos toda esta loucura, mas é infinita a nossa impotência, tal que só nos resta cravar os joelhos no chão, invocando ao Todo Poderoso, o Único que conseguirá por fim a este mundo de terror. Dias atrás, logo após o fim da guerra do Iraque, eu dizia que a facilidade dos vencedores americanos e ingleses, que elevara os níveis de popularidade daqueles presidentes arrogantes até as estratosferas, seria abalada pelo lento fluir de cadáveres de soldados invasores, recebidos à conta-gotas em seus países. E hoje, vejo que já morreram quase três vezes mais soldados depois da vitória, que durante as batalhas. E olha que se passaram apenas três ou quatro meses. E os níveis de popularidade dos presidentes desabaram como nunca, e irão despencar ainda mais. Quando o mundo perceberá que é tão terrorista o país que invade o outro sem motivo, quanto aquele que oprime seu povo em nome de um deus? Façam uma enquête e perguntem: Quem é mais terrorista: Bush ou Saddam? Perguntem em toda a terra! Bush ou Bin Laden, qual você prefere? Na verdade, nações como a americana e a inglesa, acostumadas a crescer sugando os pobres, oprimindo os fracos, roubando dos países invadidos e dominados, tornaram-se de tal forma insensíveis aos clamores dos povos, que somente a explosão de uma hecatombe de proporções gigantescas será capaz de os fazer ouvir. Mas a Bíblia inteira, e quase todos os profetas têm lembrado e anunciado um triste fim para todos aqueles países que consomem seus dias no ódio, que colocam sua força no poder das armas e dos exércitos e que fazem da guerra um exercício de prazer. Eu me sinto angustiado em lembrar estas coisas ao leitor, na verdade me sinto até mal, pois não há como não se angustiar vendo tantas atrocidades, tantas barbaridades, tanta insânia, enfim, tanta loucura. Por isso, vou agora fazer uma coisa que meu coração indica? Vou mudar completamente de assunto, porque este já encheu as medidas. Que tal a gente falar de paz, ao invés de guerra, de esperança ao invés de desespero, de amor ao invés de ódio, de alegria ao invés de tristeza e de riso ao invés de pranto? Para isso, retornei ao título deste recado, e coloquei ao final três pontos de interrogação “???”. Foi exatamente isto que meu coração sugeriu: que ao invés de falar, relembrar e novamente metralhar o leitor com tantas coisas ruins, que levasse uma mensagem de esperança e de paz. Uma mensagem de certeza absoluta, de que estas coisas ruins, todas, estão para terminar. Quem não adivinha que o leitor já está enfarado de tanto ouvir coisas ruins? Seria preciso ter um coração de todo insensível para não perceber isto. Eis porque vamos mudar este discurso. Claro, sempre terei que ir lembrando aquilo que terá fim em breve. É que hoje à tarde, de repente, ao abrir a minha Bíblia, caiu numa página do profeta Isaías, para mim o mais completo de todos os antigos. Estava ali o capítulo 35 e justo o primeiro verso que minha vista colheu, o terceiro, assim dizia: Fortalecei as mãos desfalecidas, robustecei os joelhos vacilantes! Dizei a aqueles que têm o coração perturbado: Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus! Ele vem executar a vingança. Eis que chega a retribuição de Deus: ele mesmo vem salvar-vos (3,4) Sim, era esta a canção que meus ouvidos precisavam ouvir! Era este o chamado que meu coração tencionava escutar! Já não mais conseguimos suportar tantos atos de loucura, eis que se não alimentarmos também a esperança num porvir ideal, todos nós iremos desfalecer, tamanha a aflição que toma conta das gentes. Com certeza, nem Deus quer isso, eis que Ele diz: Realmente, não desejo controvérsias sem fim, nem persistir sempre no descontentamento, senão o espírito desfalecerá diante de Mim, assim como as almas que criei. Por causa do crime do meu povo me irritei um momento; feri-o, dando-lhe as costas na minha indignação, enquanto o rebelde agia segundo a sua fantasia (57,16-17). Ou seja, pelo Senhor todas estas coisas já teriam tido um fim. Melhor, nem teriam começado! Com certeza, hoje, o grande rebelde, o espírito das trevas, age ainda com esforço titânico tentando suplantar a Deus no coração dos homens. Mas Deus é o único Senhor e Ele diz para breve: Paz, Paz àquele que está longe e àquele que está perto. E esta paz só não chega, porque os ímpios são como um mar encapelado, que não pode acalmar-se, cujas ondas revolvem lodo e lama. Não há paz para os ímpios (57, 20). Sim, mares de lama e de lodo, eis onde nos revolvemos agora e por hora. Tantas vezes temos mostrado esta loucura que toma conta do homem. Tantas vezes temos alertado para o aumento assustador dela. Por outro lado, também temos sido alertados para a rudeza de nossas colocações. Mas que se há de fazer, quando tudo parece desagregar-se e quando a esperança parece morrer? É então que as palavras do profeta nos servem de estímulo, quando continuam dizendo: Então se abrirão os olhos do cego. E se desimpedirão os ouvidos dos surdos; então o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres (5,6). Poderia haver coisa melhor de se ouvir? Quando hoje tantos cegos deste mundo de surdos, parecem fazer morrer toda nossa esperança de melhora? É então maravilhoso poder pensar, e esperar, que em breve passarão todas as tormentas e cessarão todas as dores, porque será finalmente quebrado o cetro da mentira e rompido o círculo maldito, o anel do inferno, que prendia as almas e as impedia de voarem livres rumo a tão sonhada paz junto de Deus. Então, consolai, consolai meu povo, diz o vosso Deus. Animai Jerusalém, dizei-lhe bem alto que as suas lidas estão terminadas, que sua falta está expiada, que recebeu da mão do Senhor pena dupla por todos os seus pecados. Uma voz exclama: Abri no deserto um caminho para o Senhor, traçai reta na estepe uma pista para nosso Deus (40,1-3). Ó Senhor, quando cessarão todos os nossos tormentos? Verdade é que não merecemos somente uma pena dupla por nossos pecados, quem sabe o cêntuplo? Mas que se há de fazer se a miséria humana nos fez descer a tão baixo nível, inferior ao das feras, mais indignos que os vermes? Porque ao mesmo tempo em que suplantamos aquelas em ferocidade, descemos abaixo do nível destes, apesar de inteligentes. Quando cessará então nossa loucura, Senhor? E quanto falta para expiarmos todas as nossas iniqüidades? Me pergunto: Acaso temos direito de questionar ao Senhor? Eis o que Ele nos diz: Refresca a tua memória e discutamos: apresenta tuas contas para te justificar! Já teu primeiro pai pecou, teus representantes me ofenderam, teus príncipes profanaram meu santuário (Is 43,26-28). Eis o que diz o Senhor, o rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro e o último, não há outro Deus afora eu. Quem é igual a Mim? Que venha sustentar suas pretensões! Que prove e pleiteie contra Mim! Quem anunciou o futuro desde a origem? Que nos predigam o que vai acontecer! (44,6-7) Tudo isso foi predito desde épocas antigas e tudo isso esteve sempre diante de nossos olhos cegos. Jamais poderemos pleitear contra Deus, ou apresentar-lhe um só argumento. Ninguém há, na terra, que possa alegar desconhecimento do poder de Deus e da perfeição de suas profecias, eis que sempre soubemos onde nos levaria a suprema loucura de desafiá-lO! Desde o nosso primeiro pai, Adão, pecamos, e até hoje ainda, não apresentamos ao Senhor a nossa conta de arrependimento. Eis porque ainda não cumprimos também nossa cota de dores. Ouçamos mais! Aproximai-vos de Mim para ouvir isto: desde o início, nunca falei às escondidas desde que a coisa existe, Eu estou aí. Eis o que diz o Senhor, teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o senhor, teu Deus, que te dá lições salutares, que te conduz pelo caminho que deves seguir. Ah! Se tivesses sido atento às minhas ordens! Teu bem estar assemelhar-se-ia a um rio, e tua felicidade às ondas do mar; tua posteridade seria como a areia e teus descendentes como os grãos de areia; nada poderia pagar nem abolir teu nome diante de Mim (48,16-18). Sim, o Senhor sempre foi claro e nos alertou desde o início. Sempre nos foi avisando, de que o afastamento de Deus nos levaria à esta carnificina. Sempre nos foi claro, que o abraço com as trevas, nos traria o terror e o espanto. Como Nossa Senhora falou na última mensagem ao Cláudio: De fato, todos tiveram a oportunidade de render-se ao Deus das Graças, mas deram atenção ao inimigo que os devorará para sempre! Acaso nós merecemos a condescendência e a salvação? Claro que não, mas eis o que diz o Senhor: no tempo da graça eu te atenderei, no dia da salvação Eu te socorrerei (Is 49,8). Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, Eu não te esqueceria nunca (49,15). Comparemos então o imenso dilúvio de nossos desatinos, ante a ternura de nosso Senhor e Deus? Como podemos ser tão insensíveis a ponto de nos negarmos a cair de joelhos diante deste Pai extremoso, que nos dá tantas provas de amor e que embora tudo, ainda se encontra disposto a mais uma vez perdoar? Eis que Ele afirma: Mesmo que as montanhas oscilassem e as colinas se abalassem, jamais meu amor te abandonará e jamais meu pacto de paz vacilará (54,10). Bendita, pois, a paciência deste Deus Misericórdia, que mesmo ouvindo o troar das bombas que explodem, e mesmo vendo escorrer o sangue que verte, ainda assim aguarda paciente que seus filhos voltem, que pródigos retornem aos Seus braços santos. E mais, olhem, ouçam: Todos vós, que estais sedentos, vinde à nascente das águas, vinde comer, vós que não tendes alimento. Vinde comprar trigo sem dinheiro, vinho e leite sem pagar. Por que despender vosso dinheiro naquilo que não alimenta, e o produto de vosso trabalho naquilo que não sacia? Se me ouvis, comereis excelentes manjares, uma suculenta comida fará vossas delícias (55,1-2) Haverá, acaso, um único ser humano – falo de adultos não de criancinhas inocentes – que realmente tem méritos tantos, para ser tratado de tal forma pelo Senhor? Existirá, nesta terra de horrores, uma só alma bendita, capaz de aplacar a ira santa do Senhor da vida, de uma tal forma, que Ele seja capaz ainda de nos proporcionar uma tal salvação, um tal arrimo? Quem de nós será capaz de inventar um vocabulário, um idioma tal, que possa descrever tamanha paciência, tão insondável bondade, tão assombrosa misericórdia, tão profundo amor? Ao contrário, agora, qual o volume dos que zombam e desafiam ao Deus que assim nos adverte? Aproximai-vos, filhos da feiticeira, descendência da mulher adúltera e devassa! De quem vós escarneceis? A quem fazeis caretas e mostrais a língua? Não sois filhos do pecado, raça bastarda? Vós vos abrasais sob os arvoredos de terebintos e sob qualquer árvore verde; vós imolais crianças no leito das torrentes e nas cavernas dos rochedos (57,3-5). Este sim é o quinhão que nos toca verdadeiramente. Entretanto, o Senhor viu com indignação que não havia mais justiça. Viu que aí não existia pessoa alguma, e admirou-se de que ninguém interviesse. Então foi seu próprio braço que lhe veio em auxílio e sua justiça que lhe serviu de apoio (59,16-17). Ou seja, não seremos nós, jamais a resolver os problemas que criamos, mas sim o Senhor, sozinho, porque Ele ama a equidade e detesta o fruto da rapina (61,8). Felizmente, um dia isso tudo acabará. Felizmente Deus intervirá para que tudo isso acabe de uma vez por todas. Bendita, pois, esta esperança, esta certeza, de que em breve terminará este tempo de loucuras. Já os santos, dos séculos idos, até mesmo os próprios apóstolos de Jesus, ansiavam por viver neste tempo em que vivemos. Sim, com certeza em breve estarão troando até os últimos canhões do inferno, e terão curso todos os versos do Apocalipse. Mas nada fará quebrantar o ânimo daqueles que se colocam, já hoje, nas mãos deste Deus maravilhoso que nos criou e nos ama com amor eterno. Deus poderia fazer tudo sozinho, com um simples sopro de sua boca. Seu poder assombroso é tal que, sem mover sequer um músculo de sua santa face e sem piscar um só olho, pode fazer sumir todo o universo. Mas misericordioso como é, quer sim, amorosamente, dividir com seus rebentos os méritos da salvação, distribuindo a aqueles que se apresentarem e se dispuserem para a luta, um infinito rio de graças. Infelizmente são poucos aqueles que se apresentam e se dispõem para a luta. São assim, também poucos aqueles que acumularão graças eternas, prova extrema de sabedoria. Eu próprio me sinto eufórico ao ver aumentar – embora ainda pouquíssimos – esse exército de abnegados, de dispostos, que se colocam em busca da salvação das almas, da conversão dos pecadores, da conversão de seus familiares e amigos. E por tudo aquilo que tenho visto, aprendido e sabido, posso prever um verdadeiro dilúvio de assombros a todos aqueles que se colocarem humildes e submissos ao comando de Nossa Senhora, guiada, ela, pelo poder infinito de Deus. Corpos se elevarão nos ares, dizem as mensagens. Eis que, se satanás é capaz de colocar seus biltres, seus sequazes, seus asseclas em múltiplas frentes de combate, milhões deles, miríades deles, muito antes o Senhor fará prodígios com aqueles poucos que se dispõe a fazer parte submissa de suas hostes santas. Um amigo meu, pessoa humilde e simples trabalhador, abnegado, homem de oração, noutro dia me contou uma visão que ele teve recentemente Vejo-me, numa terra estranha, num país distante, onde se adora a vaca. Existe isso ainda?, me perguntou ele. Sim, claro, na Índia infelizmente ainda se adoram aos animais, e não somente as vacas. Ao que ele completou dizendo ver à sua frente um povo aturdido, errante, vagueando como que sem rumo e sem objetivo, extremamente famintos e desorientados. E era preciso que alguém, que pessoas ainda com a cabeça no lugar, conscientes, soubessem lhes indicar os rumos, quem sabe ensinar os primeiros passos que levem a reorganização das vidas, após a explosão das hecatombes. E assim será! Todos aqueles que hoje se dispõem a fazer parte do exército de Deus, haverão de presenciar fatos inauditos: Facilmente, quase em tempo real, poderão ser transladados pelos anjos, de um lugar para outro, a fim de cumprirem as missões que Deus lhes dará. Próximo ou longe, não importa, Deus é poder para isso, e será por demais gratificante poder participar ativamente da luta. Não importa que do outro lado, o arrogante exército da besta, sob o comando das trevas, pareça indestrutível e se julgue já, antecipadamente, vencedor. Nada mais enganoso que as simples aparências. Também os exércitos romanos pareciam imbatíveis, entretanto o simples tempo os destruiu. Também os exércitos de madiã, e amaléc, eram tão numerosos como gafanhotos (Jz 7), entretanto, pelo poder de Deus, eles foram derrotados por apenas 300 homens de Gedeão. E morreram mais de 120 mil combatentes nas mãos destes poucos. E assim será novamente, não duvidem disso! O Céu estará presente. O Céu se fará visível aos fiéis soldados, por Maria, pelos anjos e pelos santos de Deus, até pelos sacerdotes já glorificados que retornarão à batalha. Haverá estupendos efeitos no universo, nuvens escuras, torvelinhos e explosões no cosmos. E haverá pavor e medo e morte e dor e pranto, mas somente entre os exércitos do inimigo, os que não aceitarem o Amor. Para os que Nele se fiam, um fluir seguro entre os escombros. Cada um escolhe de que lado quer estar. Mas tem que ser agora! Acreditem, é como se o céu estivesse em liquidação. Já falei isto! E tão grande é a disposição do Pai em beneficiar aqueles que se colocam ao seu serviço, que ninguém é capaz de a medir. Ou seja, até quem der menos, também leva. Até quem não der nada, também leva, desde que alguém peça por ele. Acaso Jesus não tem dito aos seus profetas atuais que alguns serão salvos até contra a vontade? E assim, os dispostos à luta, os que pedem e suplicam, acabam obtendo tesouros imensos para a eternidade. Os tesouros do Coração de Deus são infinitos e desde há milênios estão guardados, exatamente para estes tempos finais. Mas é impressionante como as pessoas parecem rejeitar a misericórdia e fazem pouco caso das graças que salvam e não levam em conta os apelos e os chamados de Deus. E com isso, suas mansões na eternidade ficarão para os que aceitam o chamado. Tudo é próximo! Tudo está próximo! A saída do Papa João Paulo II é o sinal. Está para chegar finalmente o dia da vingança, o ano da redenção (Is 63,3). Porque finalmente cairemos de joelhos diante do Senhor a implorar perdão e misericórdia dizendo: Eis que vos irritastes, e nós éramos culpados. Isso perdura há muito tempo: como seremos salvos? (64,5) E haverá a separação definitiva entre os bons e os maus, pois meus servos comerão e vós tereis fome, meus servos beberão e vós tereis sede, meus servos rejubilarão e vós ficareis envergonhados (Is 65,13). Eu creio! Aí, então, terá fim o ódio, terá fim a morte, o pranto a dor e todo sofrimento. Nada mais a dizer: Ter fé! Confiar em Deus! Amar! Partilhar!... E viver eternamente! Deus fará tudo pelos que amam! Ou descrer, desconfiar, odiar, não partilhar... E morrer para sempre! Fonte: Recados do Aarão |
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