MENSAGENS AO CLÁUDIO

01/05/2008
FRAGMENTOS III

 

 

Porto Belo, SC, 06 de Fevereiro de 2008
Histórias dos últimos 61
 
Fragmento III
 
Não é bom aqui!
Prefiro a terra! E se houvesse esta oportunidade, voltaria lá!
Não voltaria para viver a mesma história, pois ela me daria novamente o mesmo castigo, ou quem sabe, até o castigo para sempre!
Aqui se vive o castigo... O mesmo castigo do inferno!
Não se vive e verdadeira esperança aqui... Não se vive o sol, a natureza, as pessoas - mesmo as mais próximas – ou até as famílias...
Aqui não se vive ninguém!  A tortura é individual!
Esta Torre não é um Castelo ou uma Mansão: nesta Torre se vive a masmorra!
Escuridão, angústias, arrependimento, remorsos... o eterno gemido!
Agora vejo, no entanto, que para mim não foi eterno e que agora já há esperança: vejo a luz!
Da varanda se vê o mundo, a família, a história! E vejo a minha história: Os meus passos, o meu falar, o meu ensinar, os meus testemunhos... Quais testemunhos?
Mas eu fui aplaudida, amada! Minha imagem foi de mármore, foi de ouro, até que...
Por que fui tingi-la de negro? Aquele homem: cavalheiro, garboso, amável... Seus braços me conduziam, e eu dancei ao seu ritmo! E gostei de dançar!
Os muros de meu convento passaram a ser muros baixos... E eu os saltava cotidianamente! Lá fora havia as frases, havia as festas, havia os braços, havia danças, havia a cama...
Trinta oito anos de vida livre! A vida que eu troquei por uma eternidade feliz com Deus!
Deixei Deus de lado, e troquei-O por uma vida devassa.
Mas não me senti feliz! Gostei de viver isto, mas não fui feliz!
A felicidade eu a busquei e pensei tê-la encontrado!
Como encontrar a paz, a felicidade, a vida, nos braços de humanos? Nos braços dos que também vivem problemas e não conseguem solucioná-los? Que felicidade, que paz eu haveria de encontrar nos homens?
A inquietude me fez pensar, e tudo a meu redor não teve mais sentido!
E as jovens que ensinei? As máscaras que usei? As pessoas que depravei? As noviças que desviei?
Não, Deus! Não! Reconheço que não Te mereço!
Choro amargo... O coração doía muito! Mas a minha história estava feita!
Não haveria retorno! Havia a condenação!
No suspiro, a voz que ouvi foi suave e atingiu fortemente o meu coração:
“Imaculada, tua mamãe terrena te consagrou a Mim e deu meu nome a você. Como Eu poderia te perder?”
E, Mãe do Céu e Mãe da terra me abraçaram!
“Contudo, filhinha, tens o dever de morar na Turris Ebúrnea!”
E sem ter esperanças de tempo, tive no fundo da alma, a certeza de novamente sentir estes abraços...
E agora sei que abraçarei minha mãe terrena! Sei que serei carregada pela Mãe do Céu! Sei que Deus me aguarda para a eternidade!
( ... )
E vou agora! Estou livre!
Imaculada é o meu nome! Imaculada! Amém!
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OBS: Esta, no entendo, é apenas pequena parte da História de irmã Imaculada, lembram dela? Na Torre? A outra parte fica escondida, por hora. Quem sabe para sempre. Mas esta basta para entender o que ela fez. Importa porém que agora ela está no Céu, e devemos pedir a intercessão dela.

O que a salvou? A Consagração dela à Nossa Senhora, feita pela mãe natural. E isso nos leva a fazer um apelo; MÃES TODAS, CONSAGREM SEUS FILHOS A MARIA E NENHUM DELES SE PERDERÁ.

Mas atenção, VIVAM, esta consagração! Lembro-lhes a história de uma destas Mães que se consagrava todos os dias a Nossa Senhora, mas a fazia da boca para fora sem a viver. Pegou 10 longos anos de Purgatório por causa disso!

Fonte: Recados do Aarão

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